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Data de atualização: 2020/07/21
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Miguel António Aires da Silva faleceu na Sé a 17.9.1886. Nasceu a 17.7.1844. É da 4ª geração da família macaense 'Nolasco da Silva', irmão do famoso sinólogo Pedro Nolasco da Silva. Em 1877 requereu autorização para aterrar todo o espaço compreendido entre a curva que ia da Rua da Caldeira à Rua do Tarrafeiro, ficando com o direito de aforamento. Deferido o requerimento, iniciou imediatamente as obras de aterro, que foi inaugurado a 4.3.1881, passando a ficar conhecido por Aterro da Rua Marginal do Porto Interior. Em 1884 ofereceu ao Leal Senado parte desse terreno, para nele se construir um mercado de peixe. Sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), fundada em 1871. O seu nome foi dado a duas artérias da cidade - a «Rua de Miguel Aires» e o «Pátio do Mercado Interior de Miguel Aires».
Miguel António Aires da Silva faleceu na Sé
Alexandrino António de Melo faleceu em Marselha, França, a 21 de Maio de 1877. Da terceira geração da família macaense 'Melo' de Macau, nasceu em Macau cerca de 1809, filho de António Gotero de Melo, que deve ter ido para Macau nos finais do Século XVIII. Alexandrino António de Melo é grande comerciante, proprietário e um dos 40 maiores contribuintes de Macau. Almotacé da Câmara de Macau eleito em 1840, membro do Conselho da Província (1872), procurador do Governo de Timor (1873), e cônsul do Brasil em Macau. Fundou por sua iniciativa a «Nova Escola Macaense» (1862), cujos fundos depois reverteram para a «Associação Promotora da Instrução dos Macaenses» de que ele foi também um dos fundadores em 1871. Foi ainda sócio fundador e um dos primeiros directores da «Hong Kong, Canton &Macao Steamboat Company». Barão do Cercal por decreto de 11.5.1851, e Visconde do Cercal por carta de 5.4.1867. Mandou edificar para sua residência a casa da Praia Grande (hoje Palácio do Governo) e foi também proprietário da Quinta de Santa Sancha (hoje residência oficial do Governador de Macau).
Alexandrino António de Melo faleceu em Marselha
No dia 20 de Maio de 1737, faleceu neste dia Nicolau Fiúmes. Era proprietário do navio St.º António e ainda do S. José e Boas Novas. Fiúmes foi procurador do Senado de 1717 a 1720. No seu testamento, pedia aos seus testamenteiros e à Santa Casa que cobrassem várias quantias de vários devedores, devendo esmolar-se os pobres na Quaresma com os lucros; o dinheiro doutra dívida seria para a Santa Casa. Ao Cabido deixava mil taeis, sendo uma parte para pagar o coro e outra para missas por sua alma.
Faleceu Nicolau Fiúmes
A 3 de Outubro de 1738, Simão Vicente Rosa chegou a Macau, a chamdo de seu tio Manuel Vicente Rosa: 'Chegou o Barquinho de João da Costa de Magalhães de Madrasta e nelle veio Simão Vicente Rosa sobrinho de Manoel Vicente Rosa que havia annos o tinha mandado buscar'. Mal desembarcou, seu tio aprazou-lhe casamento. Herdou a grande fortuna de seu tio. Em 1738, Isabel da Cruz, esposa do capitalista Manuel Vicente Rosa, faleceu nesta data, sendo sepultada no adro da Igreja de S. Domingos. Deixou um legado de mil taeis para dotar as órfãs pobres a fim de se poderem casar.
Legado de mil taeis para dotar as órfãs pobres
Francisco António Pereira da Silveira faleceu na Sé a 16 de Setembro de 1873. Filho mais velho de Gonçalo Pereira da Silveira, nasceu na Sé a 2 de Dezembro de 1797. Frequentou o Seminário de Macau até à morte de seu pai, tendo desistido da ideia de ir para Coimbra cursar Direito, a fim de assumir a chefia da família e da casa comercial. Foi almotacé da Câmara em 1815, vereador do Leal Senado em 1822, escrivão do juiz de direito de Macau, irmão, tesoureiro e provedor da Santa Casa da Misericórdia. Casou com D. Francisca Ana Benedita Marques. Tem 5 filhos, o terceiro filho é Albino Pedro Pereira da Silveira.
Francisco António Pereira da Silveira faleceu
Francisco Rangel da Costa nasceu em cerca de 1680, mas não se conhece a sua naturalidade, embora se possa admitir que fosse natural de Goa. Com efeito, por esta altura viviam na freguesia de S. Bartolomeu da ilha de Chorão em Goa, os descendentes de Gonçalo Rangel e de Maria Gonçalves, que casaram naquela freguesia em 1618. Ao certo, sabe-se que faleceu em Macau a 20 de Maio de 1724, deixando 1000 taéis, 1/3 para a mesa da Misericórida, 1/3 para missas e 1/3 para esmolas a viúvas e orfãos. Rico mercador e proprietário de navios, foi tesoureiro e procurador do Senado (1701,1706 e 1709), almotacé da Câmara em 1702 e provedor da Misericórdia (1711).
Faleceu Francisco Fangel da Costa
No dia 3 de Janeiro de 1739, “Bartolomeu de Sá, grande comerciante em Madrasta, estabeleceu-se em Macau, onde fez o seu testamento aos 3 de Janeiro de 1739. Instituiu uma espécie de morgadio na descendência do seu irmão João de Sá, com o encargo de 100 missas ao ano sobre os bens que comprou em Aldona. Além disso, enviou de Macau 20 000 serafins em 2 000 pagodes, a favor da Congregação do Oratório de Goa, para se fundarem quatro capelas de missa diária e para subsídio às órfãs brâmanes. Em 2 de Agosto de 1759, habilitou-se como seu herdeiro universal Dionísio da Costa, de Macau, e demandou com a referida Congregação, que lhe deu 6 500 serafins. Os dotes na importância de 600 serafins eram anualmente dados às órfãs brâmanes mas em 1756, se deram 200 serafins a uma filha do chanceler, por ordem da Junta. Um certo António Caetano de Sá, de Macau, era, segundo parece, seu descendente”.
Bartolomeu de Sá estabeleceu-se em Macau
Félix Feliciano da Cruz faleceu em Hong Kong a 1 de Março de 1879. Fundou a «Tipografia Feliciano» e o jornal «O Macaísta Imparcial», bi-semanal desde a sua fundação a 9 de Junho de 1836 até 5 de Julho de 1837, quando passou a ser semanal, com o sub-título de «Registo Mercantil».
Félix Feliciano da Cruz faleceu em Hong Kong
Faleceu João Lourenço de Almeida em Macau a 4 de Setembro de 1864 (sepultado no Cemitério de S. Miguel). Da terceira geração da família macaense 'Almeida', nasceu em S. Lourenço a 29 de Maio de 1788. Foi Capitão de navios, aprovado por carta de Agosto de 1811, comandante do brigue «Elisa» (1823), do navio «Gratidão» (1825) e da escuna «Genoveva», que em 1837 viajava para Bombaim e Singapura. Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Macau, eleito a 1 de Novembro de 1833 e almotacé da Câmara em 1834.
Faleceu João Lourenço de Almeida em Macau
Personagem: | Ho, Stanley, 1921-2020 |
Hotung, Robert, 1862-1956 | |
Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
12/1941 | |
Palavra-chave: | Comerciante |
Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 268, ISBN 9789996575006 |
Idioma: | Português |
Identificador: | t0007553 |
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