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Data de atualização: 2020/07/21
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No dia 22 de Agosto de 1849, assassinato do Governador João Maria Ferreira do Amaral por sete chineses que o acometeram repentinamente, e à traição, próximo das Portas do Cerco. Sucedeu-lhe, na administração da Colónia, o Conselho do Governo, composto pelo Bispo Jerónimo José da Mata, Juiz Joaquim António de Morais Carneiro, Ludgero Joaquim de Faria Neves, Miguel Pereira Simões, José Bernardo Goularte e Manuel Pereira. • Sobre a morte de Ferreira do Amaral, cfr. a obra já citada Estudos de História Do Relacionamento Luso-Chinês. Séculos XVI-XIX de A. Vasconcelos de Saldanha. [Análise actualizada]
Assassinato do Governador Ferreira do Amaral por sete chineses
No dia 2 de Janeiro de 1851, transladação do corpo do Governador João Maria Ferreira do Amaral, do Palácio do Governo para a Capela de N. Sra. do Carmo da Igreja de S. Francisco, onde foi sepultado. (Cfr. Boletim do Governo, Vol. VI, No. 8, de 11 de Janeiro de1851). Foi o Atáude conduzido aos ombros de 6 marinheiros, e as pontas do pano mortuário que o cobria pegaram, o Encarregado de Negócios de France na China, o Cônsul dos Estados Unidos da América, um Vereador, servindo do Presidente, da Câmara Municipal, o Comandante da Estação Naval, o Major Comandante do Batalhão Provisório, ou milícia nacional da Cidade. Precedia o Atáude um destacamento, e marinhagem das guarnições dos Navios de guerra surtos no Porto, e compunham o préstito funebre, o Corpo Municipal com o seu pendão em funeral, as Autoridades civis e militares, a oficialidade da Marinha e do Batalhão Provisório, o Corpo Diplomático e Consular aqui residente, e seus Empregaods, e numeroso sequito dos Moradores de Macao, e de portugueses e estrangeiros ora existentes na Cidade. Fechava este respeitável e ponposo acompanhamento o Batalhão de Linha, com o seu Tenente Coronel Comandante à frente. À porta da Igreja de S. Francisco achava-se o Presidente do Conselho do Governo, Sr. Exa. Rma. o Bispo Diocesano, rodeado de todo o seu Clero, e acompanhando os restos mortaes à referida capela, aqui lhes foi cantado o competente Memento. O préstito e o todo desta religiosa ceremónia apresentava um aspecto de triste, e solemne gravidade que muito impressionava e commovia, fasendo palpitar com sentimentos generosos e patrioticos os corações portugueses.
Transladação do corpo de Ferreira do Amaral
No dia 18 de Setembro de 1851, foi exonerado o Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra Francisco António Gonçalves Cardoso do cargo de Governador da Província de Macau e nomeado, a 19, o Capitão Tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães Júnior, Comandante da corveta D. João I, para o substituir.
Exonerado Francisco António Gonçalves Cardoso do cargo de Governador da Província de Macau
Foi nomeado, a 19 de Setembro de 1851, o Capitão Tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães Júnior, Comandante da corveta D. João I, para o cargo de Governador da Província de Macau.
Novo Governador de Macau
No dia 2 de Novembro de 1849, foi exonerado, por Decreto, o Capitão Feliciano António Marques Pereira, do governo interino de Macau, para o qual havia sido nomeado, pelo decreto de 22 de Outubro de 1849, em substituição do Conselheiro e Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, que fora assassinado pelos chinas. Nesta mesma data foi publicado o Decreto que nomeava o Capitão de Mar-e-Guerra, Pedro Alexandrino da Cunha, para o cargo de Governador de Macau.
Nomeado Pedro Alexandrino da Cunha para novo Governador de Macau
No dia 22 de Junho de 1863, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 7 de Abril de 1863, o Coronel de Engenharia, José Rodrigues Coelho do Amaral. Foi um Governador eficiente e mereceu o reconhecimento da população. Uma das mais entusiásticas memórias da sua acção encontra-se nas páginas 79 a 88 - incluindo retrato - da obra de A. Marques Pereira - As Alfândegas Chinesas de Macau. Análise do Parecer da Junta do Ultramar sobre este objecto. Macau, Typographia J. Da Silva, 1970.
José Rodrigues Coelho do Amaral tomou posse do Governador de Macau
No dia 3 de Agosto de 1868, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 13 de Maio, o Vice-Almirante António Sérgio de Sousa. António Sérgio de Sousa exerce o cargo de Governador de Macau desde este ano até 1872. Sempre as relações/ralações no diálogo luso-chinês; sempre as alfândegas chinesas a asfixiarem o comércio de Macau e…ainda a questão da Emigração de Cules. O Monumento da Vitória, a inauguração do Arco das Portas do Cerco, a reconstrução depois do tufão de 2 de Setembro de 1871, são marcas do seu governo. (V. Governadores De Macau, pp. 249 a 252).
Tomou posse do Governador António Sérgio de Sousa.
No dia 13 de Fevereiro de 1846, o Herói de Itaparica João Maria Ferreira do Amaral embarca para Macau no navio inglês Madrid, vindo a ser o primeiro Governador a administrar a Província, como independente da Tutela do Estado da Índia. No dia 22 de Abril de 1846, tomou posse do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, o Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, até aí conhecido como “O herói de Itaparica”, que tinha chegado no dia 19 deste mês e ano. João Maria Ferreira do Amaral é o novo Governador de Macau e só não ultrapassa a data de 1849 no cargo porque é assassinado. O cavaleiro-fidalgo era natural de Lisboa e muito culto em línguas e Filosofia, em Matemática e Cálculo Astronómico. [Precisava, pensamos nós, de mais Psicologia para perceber no rosto que parecia oferecer-lhe flores, a expressão de quem ia derrubá-lo do cavalo e decapitá-lo!] Foi preso pelos miguelistas mas libertado por falta de provas, dezoito meses depois. Emigrou com outros liberais para Inglaterra e depois para a Ilha Terceira. Esteve, ao serviço de Portugal, em Turim e Roma, em Génova e portos de Espanha. Vigiou o contrabando e tráfego de escravos entre os Açores e a América Latina. Resgatou liberais em Brest, foi exercer funções em Luanda. Opôs-se ao desrespeito dos britânicos para com as autoridades portuguesas. Foi para o Brasil e perdeu lá um braço, em combate. Foi repetidamente agraciado pela Coroa. Trocou a marinha pela política e, como homem de confiança do Ministro da Marinha e Ultramar, Joaquim José Falcão, a acrescentar ao perfil firme e determinado de que Macau carecia, tomou posse como Governador a 22 de Abril de 1846. Começou por saldar dívidas à tropa e a funcionários com dinheiro da Pagadoria da Marinha e preparou-se para definir nova estratégia política em Macau. Em 1847 comunicou a QiYing que ia construir uma casa forte na Taipa. A posse da Taipa era, sobretudo, a posse de um porto com melhores condições do que Macau e mais avançado para defesa de qualquer investida estrangeira. Para reparação do cais de Macau, instituiu tributação de uma pataca mensal aos barcos “faitiões” que se registassem na Procuratura. Não foi aceite pelos “contribuintes” esta iniciativa e 1500 chineses em 37 “faitiões” vindos pelo rio abaixo romperam de madrugada pelo cais do porto interior e atacaram a cidade. Foram reprimidos pelos soldados e porque a população ribeirinha os escondeu na confusão de ruelas e casebres daquela parte da cidade. O Governo de Ferreira do Amaral é rico e controverso. Demos um apontamento nesta passagem sobre Governadores, mas a Cronologia indica fontes para seguir de perto o seu mandato até e depois do infeliz desenlace. Como Governador, (V. Governadores De Macau, op. e ed. cit., pp. 210 a 217). • João Maria Ferreira do Amaral concebeu o plano de despojar o Mandarim de parte dos poderes de que estava revestido, ampliando a esfera de atribuições da Procuratura (único tribunal, em Macau, para julgamento de chineses). Igualmente mandou fechar definitivamente a Alfândega Chinesa de Macau. V. nesta Cronologia…, 1849, Março, 5.
João Maria Ferreira do Amaral embarca para Macau
No dia 6 de Julho de 1850, após 39 dias de Governo da Colónia, faleceu, vítima de cólera que se manifestou apenas 8 horas antes, aos 49 anos de idade, o Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha, que tomara posse em 30 de Maio, sendo sepultado na Capela do Cemitério de S. Paulo. A cidade de Luanda erigiu-lhe uma estátua, comemorando os relevantes serviços que ele prestara a Angola, onde exercera o cargo de Governador Geral. Apesar de um curto período de serviço em Macau, foram-lhe reconhecidos um bom impulso ao negócio local e a determinação de alcançar um clima pacífico no dia-a-dia.
Faleceu Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha
| Personagem: | Miranda, António José Bernardes de |
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 21/06/1932 | |
| Palavra-chave: | Governador de Macau |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 237, ISBN 9789996575006 |
| Língua de entrevista: | Português |
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