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Data de atualização: 2020/07/21
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No dia 26 de Outubro de 1866, o Conselheiro José Maria da Ponte e Horta tomou posse do cargo de Governador desta Província. Até 1868 assiste-se ao Governo de José Maria da Ponte e Horta, em Macau. Procurou modernizar a administração pública. Olhou com dinamismo o processo de emigração de cules a partir de Macau, publicando Portarias e Regulamentos apertados. Quis abrir uma Escola para Macaenses e já tinha colaboradores mas não teve meios para a manter. Teve um repetido problema: o estabelecimento de hopu - várias estações fiscais chinesas ao redor de Macau. No seu tempo foi inaugurado o Clube Lusitano de Hong Kong (17 de Dezembro de 1866). (V. Governadores De Macau, pp. 145 a 148). No dia 30 de Outubro de 1866, o ex-Governador da província, Conselheiro José Rodrigues Coelho do Amaral, partiu na canhoneira a vapor Camões, tendo recebido dos habitantes as mais calorosas demonstrações de espontâneo agradecimento pelo bom governo que fez. A partida de Hong Kong foi também acompanhada por inequívocas provas de saudade e reconhecimento, por parte dos residentes portugueses naquela colónia.
José Maria da Ponte e Horta tomou posse do cargo de Governador
No dia 22 de Agosto de 1849, assassinato do Governador João Maria Ferreira do Amaral por sete chineses que o acometeram repentinamente, e à traição, próximo das Portas do Cerco. Sucedeu-lhe, na administração da Colónia, o Conselho do Governo, composto pelo Bispo Jerónimo José da Mata, Juiz Joaquim António de Morais Carneiro, Ludgero Joaquim de Faria Neves, Miguel Pereira Simões, José Bernardo Goularte e Manuel Pereira. • Sobre a morte de Ferreira do Amaral, cfr. a obra já citada Estudos de História Do Relacionamento Luso-Chinês. Séculos XVI-XIX de A. Vasconcelos de Saldanha. [Análise actualizada]
Assassinato do Governador Ferreira do Amaral por sete chineses
No dia 3 de Agosto de 1868, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 13 de Maio, o Vice-Almirante António Sérgio de Sousa. António Sérgio de Sousa exerce o cargo de Governador de Macau desde este ano até 1872. Sempre as relações/ralações no diálogo luso-chinês; sempre as alfândegas chinesas a asfixiarem o comércio de Macau e…ainda a questão da Emigração de Cules. O Monumento da Vitória, a inauguração do Arco das Portas do Cerco, a reconstrução depois do tufão de 2 de Setembro de 1871, são marcas do seu governo. (V. Governadores De Macau, pp. 249 a 252).
Tomou posse do Governador António Sérgio de Sousa.
No dia 30 de Janeiro de 1863, partiu para a Metrópole, ao cabo de 14 anos de residência em Macau e 11 de governo, o Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães. Ao tomar conta do Governo, encontrou a caixa pública exausta e com grandes dívidas aos servidores do Estado, mal chegando para as despesas o subsídio da Metrópole. O Conselheiro Guimarães não impôs um só tributo. Fiscalizou unicamente, com rigor, os existentes, empregando a mais severa economia, conseguindo, em menos de três anos, não só pagar mas dispensar o subsídio da Metrópole e, não obstante as despesas terem aumentado de ano para ano, com as obras públicas e a força naval e com socorros de avultadas somas, para outras províncias, deixou a caixa com um saldo de milhares de patacas. Introduziu notáveis melhoramentos na colónia dispendendo para isso grandes quantias, como com o novo Palácio do Governo, aumento sobre o mar de quase toda a linha da Praia Grande, além da reconstrução do Bazar, depois do incêndio que o reduziu a cinzas, reconstrução que tornou aquela parte importante da cidade, não só maior, pelos acréscimos sobre o rio, como muito mais regular e elegante. Foi também ele quem concluiu, satisfatoriamente para Portugal, os tratados com o Sião, Japão e China, que trouxeram muita honra para Portugal, bem como idênticas vantagens alcançadas com outras nações estrangeiras, abrindo um diálogo salutar.
Isidoro Francisco Guimarães partiu para Portugal
No dia 22 de Junho de 1863, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 7 de Abril de 1863, o Coronel de Engenharia, José Rodrigues Coelho do Amaral. Foi um Governador eficiente e mereceu o reconhecimento da população. Uma das mais entusiásticas memórias da sua acção encontra-se nas páginas 79 a 88 - incluindo retrato - da obra de A. Marques Pereira - As Alfândegas Chinesas de Macau. Análise do Parecer da Junta do Ultramar sobre este objecto. Macau, Typographia J. Da Silva, 1970.
José Rodrigues Coelho do Amaral tomou posse do Governador de Macau
No dia 6 de Julho de 1850, após 39 dias de Governo da Colónia, faleceu, vítima de cólera que se manifestou apenas 8 horas antes, aos 49 anos de idade, o Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha, que tomara posse em 30 de Maio, sendo sepultado na Capela do Cemitério de S. Paulo. A cidade de Luanda erigiu-lhe uma estátua, comemorando os relevantes serviços que ele prestara a Angola, onde exercera o cargo de Governador Geral. Apesar de um curto período de serviço em Macau, foram-lhe reconhecidos um bom impulso ao negócio local e a determinação de alcançar um clima pacífico no dia-a-dia.
Faleceu Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha
No dia 23 de Março de 1872, Januário Corrêa de Almeida [ou J. Correia d’Almeida], Visconde de S. Januário, Capitão de Cavalaria e Bacharel de Matemática, toma posse do cargo de Governador de Macau (para que tinha já sido nomeado em 19 de Janeiro anterior). Januário Correia de Almeida governa Macau até 1874. Vinha da Índia, também como Governador-Geral. Alfândegas e Emigração de Cules continuaram na ordem do dia como preocupações fundamentais. Teve que dar resposta humanitária e sanitária após o maior tufão de sempre, a 22/23 Setembro de 1874. Fez com o Vice- Rei Ruilin um “acordo verbal de 1872” sobre o domínio marítimo de Macau. A sua preocupação com os cules foi no sentido de se tornarem verdadeiramente emigrantes livres, sem coacção nem enganos dos corretores. Publicou um Relatório sobre a matéria no Boletim da Província de 1 de Junho de 1872, anexo à Portaria n.º 33 de 23 de Maio anterior e também a Portaria n.º 34 de 28 de Maio para reunir disposições dispersas. Repetiu legislação a 25 de Janeiro de 1873, a 15 de Abril, a 12 de Julho e a 16 de Agosto do mesmo ano. A 6 de Janeiro de 1874 foi inaugurado o Hospital de S. Januário. (V. Governadores De Macau, pp. 253 a 258).
Januário Corrêa de Almeida toma posse do Governador de Macau
| Personagem: | Miranda, António José Bernardes de |
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 21/06/1932 | |
| Palavra-chave: | Governador de Macau |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 237, ISBN 9789996575006 |
| Língua de entrevista: | Português |
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