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Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
No dia 21 de Julho de 1573, morreu, no naufrágio da sua nau, que seguia para o Japão, o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena, que se distinguiu no cerco de Cananor, em 1559, e que neste ano fez, à sua custa, cobrir de telha a primeira igreja da Madre de Deus de Macau que então era apenas coberta de madeira.
Morreu o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena
Entre 1638 e 1639: por esta data o italiano Marco d’Avalo terá escrito sobre Macau uma memória que C.R. Boxer publica em Macau na Francisco Vieira de Figueiredo e os Portugueses em Macassar e Timor na época da Restauração, 1640-1665. Macau. Escola Tipográfica do Orfanato Salesiano. 1940, com notas críticas e chamando a atenção para o episódio em que D. Francisco de Mascarenhas tomou a cidadela de S. Paulo aos seus fundadores. Marco d’Avalo diz na Descrição da Cidade de Macau: “Quando esta cidade foi primitivamente fundada, foi governada à maneira de uma república, ou seja pelos mais velhos conselheiros, sem qualquer general ou governador, devido ao facto de o local não ter sido adquirido pela força das armas, mas apenas pela permissão dos mandarins chineses (...). Os portugueses casaram com mulheres chinesas e desta forma se tornou gradualmente povoada”.
Descrição da Cidade de Macau pelo Italiano Marco d’Avalo
Em 1637, o Capitão-Mor D. Francisco de Castelo Branco e outros oficiais foram presos e retidos no Japão, por suspeita de cumplicidade na revolta Shimabara que estalou nesse ano.
Presos e retidos no Japão
Lourenço Maria Perreira Marques nasceu em St.º António a 7 de Setembro de 1852 e faleceu na sua casa do Largo Luís de Camões, 3 a 5 de Março de 1911. Estudou no Seminário de S. José e depois no Colégio jesuíta de Campolide em Lisboa, de onde passou para o 'King and Queen College' de Dublin, estabelecendo-se em Hong Kong, onde foi primeiramente director interino do Hospital Civil e logo depois director do Lock Hospital. Aposentou-se em 1895, depois de 16 anos de serviços. Recebeu então uma espontânea demonstração de apreço da comunidade portuguesa de Hong Kong que se reuniu a 25 de Agosto de 1895 no Club Lusitano para lhe manifestar o seu agradecimento. Voltou a Macau, onde continuou a exercer Medicina, recusando receber qualquer tipo de pagamento pelo seu trabalho privado ou oficial. É patrono da 'Rua Dr. Lourenço Pereira Marques e do 'Pátio de Lourenço Marques'.
Faleceu Lourenço Maria Pereira Marques
João Corrêa Paes d'Assumpção faleceu em Macau (Sé) a 19 de Janeiro de 1895. Nasceu em Paço de Arcos a 4 de Maio de 1825, esteve em Macau pela 1ª vez como comissário da corveta «Infante D. Henrique», voltando novamente em 1854. Decidiu então fixar residência em Macau, onde ocupou, durante largos anos, o lugar de contador da Junta da Fazenda Pública de Macau, Timor e Solor. Foi também 1º oficial do Corpo dos Oficiais da Fazenda da Armada e inspector da Santa Casa da Misericórdia de Macau. Foi 1º e único Barão de Assumpção, título registado na Torre do Tombo a 6 de Maio de 1890. Cônsul do Brasil (1892), cavaleiro (dec. de 19.12.1865) e comendador da Ordem de Nª Srª da Conceição de Vila Viçosa (dec. de 15.11.1888), comendador da Ordem de Cristo e cavaleiro da Ordem da Corôa do Sião, e da Real Ordem do Cambodja. Em 1891, foi arrolado como um dos 40 maiores contribuintes de Macau. Era proprietário, entre outros bens, de 4 casas na Calçada do Tronco Velho (nºs 2,4,6 e 8 - residia no nº6) que, depois da sua morte, foram vendidas em 1897 à Santa Casa da Misericórdia que as demoliu passados muitos anos, construindo em seu lugar um único edifício a que deu o nome de «Edifício Caetano Soares», em memória do Dr. José Caetano Soares, médico do Hospital de S. Rafael durante mais de 20 anos.
João Corrêa Paes d'Assumpção faleceu em Macau
Em 1637, primeira viagem comercial dos ingleses à China. No dia 6 de Agosto de 1637, eleição de quatro adjuntos para tratarem com o Senado o modo como se deveria proceder com os ingleses que surgiram na barra de Macau com quatro naus.
Primeira viagem comercial dos ingleses à China.
No dia 1 de Dezembro de 1594, falecimento de Tomé António que se encontra sepultado na igreja de Nossa Senhora da Graça, vulgo igreja de St.º Agostinho, sendo a pedra tumular da sua sepultura a mais antiga que até hoje foi encontrada em Macau.
Falecimento de Tomé António
Ricardo de Sousa faleceu em S. Lourenço a 1 de Agosto de 1900. Nasceu em Macau em 1833. Foi praticante de farmácia em Hong Kong e depois abriu, juntamente com outros sócios, a «Farmácia Popular» em Macau. Por portaria n.º 67 de 20 de Julho de 1869, foi nomeado Administrador do Correio Marítimo de Macau, lugar em que se manteve até à sua aposentação por doença em 1896. Foi sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), fundada em 1871. Há em Macau a «Rua Dr. Ricardo de Sousa», mas, na realidade, ele nunca foi médico, mas simplesmente um hábil farmacêutico e manipulador, procurado por muitos doentes que o tratavam por doutor. Em 1891 foi arrolado como um dos 40 maiores contribuintes de Macau.
Ricardo de Sousa faleceu em S. Lourenço
No dia 18 de Maio de 1940, foram eleitos para seguirem para o Japão como embaixadores Luiz Pais Pacheco, que foi Capitão-Mor da Viagem do Japão e os feitores desta cidade no Japão, Luís Paes Pacheco, Rodrigo Sanches de Paredes, Gonçalo Monteiro de Carvalho e Simão Vaz de Pavia; deveriam tratar do reatamento do comércio com esse país. Ficou resolvido que os embaixadores só levariam 6000 taéis para seus gastos, os quais seriam pedidos aos moradores de Macau sobre penhores e créditos desta cidade, onde existia escassez de dinheiro. Em caso de necessidade, os embaixadores poderiam contrair empréstimos, no Japão, sob o crédito da cidade. No dia 6 de Julho de 1940, a infeliz embaixada de Macau (74 pessoas) chega a Nagasaqui. A 3 de Agosto, 61 membros desta missão são decapitados e o navio queimado; os sobreviventes são enviados de volta a Macau. Dos 61 mártires leigos, de 16 nações, 14 são portugueses da Europa e 4 de Macau. No dia 3 de Agosto de 1640, o trágico acontecimento conhecido como “Embaixada Mártir” tem lugar nesta data, em Nagasáqui. Relação em DITEMA, vol. II, pp. 506 a 508, com a autorizada assinatura do Pe. Diego Yuuki, S.J..
Infeliz embaixada de Macau
Personagem: | Rangel, Jorge António Hagerdon |
Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
1983 | |
1984 | |
1985 | |
Palavra-chave: | Macaense |
Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.º MNL.03.25.001.F |
Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
Tipo: | Imagem |
Fotografia | |
Preto e branco | |
Formato das informações digitais: | TIF, 1511x2000, 2.88MB |
Identificador: | p0004138 |
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