Anotações: Foi publicada na Revista de Macau n.º 9, p. 65, imagem 2.

Informações relevantes
Data de atualização: 2020/09/03
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Anotações: Foi publicada na Revista de Macau n.º 9, p. 65, imagem 2.

Data de atualização: 2020/09/03
A estrutura da cidade vai-se modificando, surgindo uma arquitectura que é o resultado de uma especial síntese de tradições e inovações. São construídos os aterros nas zonas da Praia Pequena e do Manduco que se traduzem em mais espaços para novas construções. É nesta época que se iniciam as obras do Jardim Botânico, mais tarde conhecido por Jardim de Camões, o primeiro de um conjunto mais vasto de jardins que surgiriam na segunda metade do século XIX. A arquitectura começa a inspirar-se nos modelos do neoclassicismo académico que, progressivamente, acabará por integrar a linguagem do ecletismo oitocentista. Lugar destacado teve o arquitecto José Tomás de Aquino que projectou diversas residências, teatros, igrejas, sendo de sublinhar a reedificação, em 1834, da casa Joseph Jardim, na Rua do Bom Parto; a construção, em 1837, de uma nova Ermida da Penha; o Teatro Luso-Britânico, em 1839; a sua própria residência, em 1846, na chácara de Santa Sancha, mais tarde residência do governador; o Palacete da Flora, em 1848. Pouco depois abriram-se as ligações entre a zona da Porta de Santo António e Mong Há (Wangxia 望廈), passando pela Porta do Cerco. A par da reparação e modernização das velhas fortificações, construíram-se novas, como o Forte de Mong Há (Wangxia 望廈), a Fortaleza de D. Maria II e a bateria Primeiro de Dezembro. No interior da cidade procedeu-se à melhoria de alguns edifícios civis e religiosos e foi estabelecido a numeração de prédios e casas. Por esta altura, década de cinquenta, Macau contava com mais de 25.000 habitantes, dos quais 20.000 eram chineses. A partir dos anos 50, a política de regeneração estendeu-se também a Macau, levando ao melhoramento das suas comunicações, do sistema viário, das medidas de saneamento e das grandes obras públicas. É também a partir desta época que a influência de Hong Kong mais se faz sentir em Macau, bem evidente na reconstrução e na expansão da cidade. O neo-classicismo, já definido como um estilo internacional com adaptações às condições locais, vai sendo um modelo que, através da Inglaterra, vai aparecendo na Índia, Viet Nam, em algumas cidades portuárias da China, Hong Kong e, através desta, em Macau. Já nos finais da década seguinte, por portaria de 12 de Março de 1869, é nomeada uma comissão para classificar as ruas da cidade, composta por Félix Hilário de Azevedo, Lourenço Marques, João Correa Paes de Assunção e Manuel de Castro Sampaio. Posteriormente, a referida comissão elaborou e apresentou, a 16 de Junho do mesmo ano, um relatório ao governador Sérgio de Sousa (1868-1872). Foram restituídos os nomes originais a várias ruas, outras obtiveram novos nomes, num total de 529 vias públicas. O recenseamento de Junho de 1867 apresentava um total de 56252 habitantes. As áreas de maior concentração eram a cidade cristã, com 20.177 habitantes, e o Bazar, com 14.573 habitantes. Os europeus residiam em maior número na Sé e em S. Lourenço. O Hospital português de S. Januário é construído a partir de 1872, filiando-se no modelo neogótico inglês, da autoria do barão do Cercal, também autor do projecto do Cemitério de S. Miguel, no qual se encontra a capela neogótica, de 1875. O Grémio Militar, mais tarde Clube Militar, é igualmente do barão do Cercal, datado de 1872, assim como a fachada principal do Teatro D. Pedro V (1863-79), ambos de inspiração clássica. Já o Quartel da Polícia Marítima na Barra (1879) é do risco do arquitecto italiano Cassuto, de inspiração neoindiana de tipo inglês. Em 1881 fizeram-se obras de regularização das margens do Porto Interior, tornando possível a abertura de uma marginal que, mais tarde, se ligaria ao passeio da Praia Grande. Obedecendo aos novos gostos, a antiga fachada lisa da Santa Casa da Misericórdia é transformada numa arcada em dois andares, vulgarizando-se as arcadas nos edifícios das ruas comerciais como os do Largo do Senado e da Avenida Almeida Ribeiro.
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO de Macau do Século XIX
O famoso arquitecto macaense José Agostinho Tomás de Aquino faleceu em Macau a 21 de Junho de 1852. Da terceira geração da família macaense 'Aquino' de Macau, nasceu em S. Lourenço a 27 de Agosto de 1804. Estudou no Colégio de S. José em 1818 embarcou para Lisboa onde se mtriculou no Colégio Luso-Britânico, nas cadeiras de matemática, desenho e comércio, obtendo carta patente passada pelo Tribunal do Comércio de Lisboa, após o que regressou a Macau em 1825. É autor dos projectos de alguns dos mais importantes edifícios do seu tempo em Macau- palácio do Barão do Cercal, na Praia Grande (hoje Palácio do Governo), a casa de José Vicente Jorge (demolida), a casa das 16 colunas (demolida para dar lugar ao Instituto Salesiano), reconstrução da Igreja de S. Lourenço, reconstrução da Sé, etc. Era proprietário, tenente do Batalhão Provisório de Macau e capitão da barca «Margarida». Foi aomotacé (1840), vereador (1841) e juíz ordinário do Leal Senado (1842) e sóco do Ateneu das Belas Artes de Lisboa (1839).
José Agostinho Tomás de Aquino faleceu em Macau
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| Década 1950 | |
| Local: | Península de Macau-Freguesia de Santo António |
| Guilda de Kung Sin Hang | |
| Palavra-chave: | Grémio de Operários |
| Construção naval |
| Fotografia: | Lei Iok Tim |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.º MNL.01.01.044.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 2000x1437, 8.22MB |
| Identificador: | p0004070 |
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Data de actualização: 28 de Abril de 2025
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