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Data de atualização: 2020/09/04
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Data de atualização: 2020/09/04
A 30 de Agosto e a 17 de Outubro de 1723, diz-se que “a Navegação dos Chinas já he tão franca, que nesta monção so em o Porto de Batavia se acharam perto de 40 Somas; em Manila, segundo as noticias, outras tantas”. O V.R. da Índia proibira os barcos de Macau de trazer sândalo de Batávia “em razão de estar vedada a navegação das embarcações Sinicas”. Agora que eles lá vão e trazem carga para Cantão, Chincheo e Liampó, “também devem ir lá os nossos, pois esse alvará do V.R. só serve para a destruição e ruina desta Cidade e, enquanto durou, serviu sempre de discórdias e mal querenças”. “Os Barqueiros poderão daqui em diante mandar seus Barcos a donde mais conveniente lhes parecer. Mas dê-se parte de tudo ao V.R.”. Note-se a resconstrução e animação dos centros comerciais de Chincheo e Liampó, destruídos quando portugueses, no século XVI.
Destruição e ruina desta Cidade
No dia 23 de Abril de 1759, o inglês William Wilson, capitão do barco Pith, diz que trouxera de Madrasta uma chalupinha e pedia ao Senado licença para ela ficar em Macau, enquanto o seu navio carregava em Cantão. O Senado despachou: “pode ficar na Taipa, lugar abrigado e suficiente, aonde costumam ficar os navios das demais nações”.
O inglês pedia ao Senado licença para a sua chalupinha ficar em Macau
No dia 6 de Agosto de 1669, com carga de Jacarta (Batávia), entrou no porto de Macau um patacho holandês, que regressou em 30 de Outubro do mesmo ano. (Cfr. Pires, B. Videira, A Vida Marítima De Macau No Século XVIII, Instituto Cultural de Macau/Museu Marítimo de Macau. Colecção Documentos e Ensaios, Nº 7. Macau, 1993).
Entrou no porto de Macau um patacho holandês
Em 1671, no Sul, o General de Mar, de quem dependia a navegação, exige 11 mil taéis para consentir em Macau o movimento de navios e mercadorias. O Senado não tem por onde pagar, mas aceita e promete.
Senado aceita a exigência de pagamento
No dia 16 de Outubro de 1723, aos mercadores só era permitido mandar alternadamente os barcos a Batávia ou a Manila, pois aos chinas eram proibidas essas viagens. Como foi levantada essa proibição, permitem-se as viagens dos barcos portugueses sem restrição alguma. K’ang-hsi proibira essas viagens aos chinas e eles mandavam as suas fazendas nos barcos portugueses; mas seu filho Yung Cheng levantou-lhes essa proibição.
Proibição levantada
No dia 12 de Novembro de 1889, é publicado no Boletim da Província o Relatório da Comissão nomeada para estudar as causas da decadência da navegação costeira para Macau, assinado pelo Presidente da referida Comissão, António Joaquim Basto.
Relatório da Comissão nomeada para estudar as causas da decadência da navegação costeira para Macau
De 1672 a 1676 é Capitão-Mor de Macau António Barbosa Lobo. No seu tempo procura-se reanimar as viagens comerciais com Manila, Solor, Timor e Larantuca, por conta da Fazenda Real, sendo entregue a administração das viagens a uma junta de notáveis macaenses. Até holandeses e navios chineses de longo curso fundearam na rada de Macau, bem como ingleses. António Barbosa Lobo reorganizou militarmente Macau com o rédito das viagens, embora tenha enfrentado, no fim do seu mandato, oposição do Senado. V. Governadores de Macau, Coordenação de Jorge Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. Investigação e textos de Paulo Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias. Editora Livros do Oriente, Portugal, 2013, pp. 54-55.
António Barbosa Lobo toma posse como Capitão-Mor de Macau
No dia 10 de Fevereiro de 1859, assinatura em Bangkok do “Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Portugal e Sião”, negociado pelo Governador de Macau, Isidoro Francisco Guimarães, Visconde da Praia Grande.
“Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Portugal e Sião”
No dia 20 de Julho de 1670, chegou de Goa o novo Capitão-Geral e Governador de Macau, Manuel Borges da Silva. Iria governar até 1672. De 1670 a 1672 é Capitão-Mor de Macau João Borges da Silva, que põe termo à aproximação comercial com Batávia (alegando que criaram más relações com as autoridades chineses). No seu tempo o Capitão teve pela frente o conflito entre os jesuítas e o Senado, que mais não eram do que o ponto de vista da Companhia, a longo prazo, e o da Cidade de Macau, que não foi defendida, concretamente, na Embaixada de Saldanha. Cabe também lembrar, no seu governo, o desempenho de Bento Faria, que, em Goa sugeriu a oferta de um leão ao Imperador da China, quando houvesse novo contacto. V. Governadores De Macau, Coordenação de Jorge Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. Investigação e textos de Paulo Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias. Editora Livros do Oriente, Portugal, 2013, pp. 52-53.
Chegou de Goa o novo Capitão-Geral e Governador de Macau, Manuel Borges da Silva
| Tempo: | Dinastia Qing entre 1845 e 1911 |
| Década 1870 | |
| Palavra-chave: | Litoral |
| Arquitectura | |
| Embarcação | |
| Colina |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.ºMNL.05.12.20.Icon |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Original da obra de arte | |
| Aguarela | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 2000x1587, 9.08MB |
| Identificador: | p0005565 |
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