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Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
No dia 25 de Fevereiro de 1603, foi tomada, no estreito de Johore, a nau Santa Catarina, de 1500 toneladas, do comando do capitão Sebastião Serrão, pelo almirante holandês Jacob Heemskerck. (Mare Clausum/Mare Liberum).
Tomada a nau Santa Catarina
Em 1625, Manuel Tavares Bocarro estabelecido em Macau “para fundir nela toda a artilharia que lhe seja necessária para sua fortificação”, ficará na cidade onde se virá a destacar, social e politicamente, até c. 1672, data tida como da sua morte, já em Goa (V. Leão, Mário C. “Gentes da Índia Por Terras De Macau”. Separata do Boletim do Instituto Menezes Bragança, Nº 169. Goa, 1993). Entre 1625 e 1664, Manuel Bocarro, filho do dono da Fundição de Artilharia de Goa, funde canhões para Macau e China. (Cfr. Boxer, C.R., Estudos para a História de Macau. Séculos XVI e XVII – 1.º Tomo. Fundação Oriente. Lisboa, 1991) . V. Leão, Mário C. “Gentes da Índia Por Terras De Macau”. Separata do Boletim do Instituto Menezes Bragança, Nº 169. Goa, 1993.
Manuel Tavares Bocarro estabelecido “para fundir nela toda a artilharia ”
Em 1614, primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. (cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1580). Na Peregrinação, cap. LXIX, descreve-se a missa solene em Liampó, aquando da chegada de António de Faria. É cantado o “Te Deum Laudamos” estando a execução a cargo de oito padres revestidos de capas de brocado e telas ricas, em procissão desde a entrada da Igreja. Uma soma “de cantores” respondia em “canto dorgao” com muito boas “falas” como se fosse ali a capela de qualquer grande príncipe. “Seis meninos de sacristia” em traje de anjo compareciam com seus “instrumentos dourados” em que ora tangiam, só, ora se acompanhavam de cânticos. O vigário tangeu uma “viola grande ao modo antigo”. E tudo causou grande devoção. Todo este aparato musical, em que o órgão quinhentista português é usado, foi forçosamente desenvolvido maioritariamente em Macau. (Cfr. Doderer, Gerhard, “Órgão e Carrilhão nas Relações Luso-Chinesas: Aspectos De Um Percurso Histórico”, in Cadernos Históricos, IX, Lagos, 1998).
Publicada a primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
Em 1603, entraram no porto de Macau duas naus e um patacho holandeses que tomaram a nau do Capitão-Mor Gonçalo Rodrigues de Sousa, cuja tripulação se encontrava em terra a fazer os preparativos para seguir para o Japão. Assim continua a série de ataques dos holandeses a Macau, repetidos em 1604, 1607, 1622 (e 1627, mas só nas águas para lá da Rada). Esta notícia é-nos repetida, com a indicação da fonte e mais alguns elementos na data seguinte. Foi tomada em Macau a nau que estava pronta com 1400 picos de seda bruta para partir da China para o Japão. Não tinha ninguém a defendê-la e o almirante holandês C. Van Veen apareceu de surpresa com as naus Nassau e Erasmus e um patacho, assenhoreando-se de tudo sem qualquer resistência. (Cfr. Pires, S. J. Padre Benjamim Videira. Taprobana e mais além … Presenças de Portugal na Ásia. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1995, p. 233).
Tomadas as naus do Capitão-Mor Gonçalo Rodrigues de Sousa
No dia 9 de Setembro de 1607, tentativa holandesa para atacar e tomar Macau: oito navios holandeses, o Orange (capitânea), o Maurício, o Erasmo, o Eunhice, o Delft, o Pequeno Sol, o Pombinha e um iate, com uma tripulação de 551 homens e comandados pelo almirante Cornelio Metelieff, foram escorraçados das águas de Macau, por seis velas portuguesas do capitão-mor André Pessoa, tendo o inimigo perdido uma das naus e o iate. Assim se gorou a tentativa de impedir a largada da Nau do Trato para Nagasaqui. (Cfr. Pires, S. J. Padre Benjamim Videira. Taprobana e mais além … Presenças de Portugal na Ásia. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1995, p. 234).
Tentativa holandesa para atacar e tomar Macau
Não houve viagem ao João em 1594, poruqe D. Francisco de Sá, o Capitão, perdeu a nau em Dacham.
Perda da nau
No dia 1 de Dezembro de 1594, falecimento de Tomé António que se encontra sepultado na igreja de Nossa Senhora da Graça, vulgo igreja de St.º Agostinho, sendo a pedra tumular da sua sepultura a mais antiga que até hoje foi encontrada em Macau.
Falecimento de Tomé António
No dia 13 de Agosto de 1956, chegou a Nagasaqui o Capitão-Mor Rui Mendes de Figueiredo, com a sua nau.
Capitão-Mor Rui Mendes
No dia 26 de Março de 1605, a esquadra holandesa do almirante Wijtrant Van Waryck tomou a nau St.º António, na sua torna-viagem da China, no porto de Patane (Sião). Interessante artigo recente remete-nos para outrora, ao abordar o bairro português em Ayuthaya (Sião), onde já no século XVI vivera Fernão Mendes Pinto - in Oliveira, Pedro Daniel, O Clarim, periódico de Macau, 24 de Fevereiro de 2012, p. 8.
Esquadra holandesa do almirante Wijtrant Van Waryck tomou a nau St.º António no porto de Patane (Sião)
| Personagem: | Rangel, Jorge António Hagerdon |
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1983 | |
| 1984 | |
| 1985 | |
| Palavra-chave: | Macaense |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.º MNL.03.25.001.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 1511x2000, 2.88MB |
| Identificador: | p0004138 |
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