
Informações relevantes
Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
Entre 1638 e 1639: por esta data o italiano Marco d’Avalo terá escrito sobre Macau uma memória que C.R. Boxer publica em Macau na Francisco Vieira de Figueiredo e os Portugueses em Macassar e Timor na época da Restauração, 1640-1665. Macau. Escola Tipográfica do Orfanato Salesiano. 1940, com notas críticas e chamando a atenção para o episódio em que D. Francisco de Mascarenhas tomou a cidadela de S. Paulo aos seus fundadores. Marco d’Avalo diz na Descrição da Cidade de Macau: “Quando esta cidade foi primitivamente fundada, foi governada à maneira de uma república, ou seja pelos mais velhos conselheiros, sem qualquer general ou governador, devido ao facto de o local não ter sido adquirido pela força das armas, mas apenas pela permissão dos mandarins chineses (...). Os portugueses casaram com mulheres chinesas e desta forma se tornou gradualmente povoada”.
Descrição da Cidade de Macau pelo Italiano Marco d’Avalo
No dia 24 de Dezembro de 1639, foi declarado que Manuel de Vasconcelos, sobrinho de Domingos Vaz, em tempo algum poderia ser eleito para qualquer cargo em Macau nem servir em ofício algum, estando preso em sua casa, por se ter recusado com maus modos a aceitar o cargo de almotacé (Almotacé- Antigo oficial municipal encarregado da fiscalização das medidas e pesos, e da taxação dos preços dos alimentos. [O cargo poderia trazer inimizades!]).
Manuel de Vasconcelos preso em sua casa
Ricardo de Sousa faleceu em S. Lourenço a 1 de Agosto de 1900. Nasceu em Macau em 1833. Foi praticante de farmácia em Hong Kong e depois abriu, juntamente com outros sócios, a «Farmácia Popular» em Macau. Por portaria n.º 67 de 20 de Julho de 1869, foi nomeado Administrador do Correio Marítimo de Macau, lugar em que se manteve até à sua aposentação por doença em 1896. Foi sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), fundada em 1871. Há em Macau a «Rua Dr. Ricardo de Sousa», mas, na realidade, ele nunca foi médico, mas simplesmente um hábil farmacêutico e manipulador, procurado por muitos doentes que o tratavam por doutor. Em 1891 foi arrolado como um dos 40 maiores contribuintes de Macau.
Ricardo de Sousa faleceu em S. Lourenço
Em 1639, partiram 4 galeotas de Macau para o Japão; mas uma naufragou e outra arribou de volta a Macau; as restantes foram mandadas sair de Nagasaqui sem terem sido autorizadas a comerciar. No dia 4 de Agosto de 1639, foi publicado pelo Conselho de Estado ou Roju, em Iedo (Tóquio), o decreto do Shogum do Japão, proibindo os portugueses de comerciarem no Japão, pondo assim termo ao grande período de prosperidade de que gozava a colónia de Macau.
4 galeotas de Macau para o Japão
No dia 21 de Julho de 1573, morreu, no naufrágio da sua nau, que seguia para o Japão, o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena, que se distinguiu no cerco de Cananor, em 1559, e que neste ano fez, à sua custa, cobrir de telha a primeira igreja da Madre de Deus de Macau que então era apenas coberta de madeira.
Morreu o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena
No dia 18 de Maio de 1940, foram eleitos para seguirem para o Japão como embaixadores Luiz Pais Pacheco, que foi Capitão-Mor da Viagem do Japão e os feitores desta cidade no Japão, Luís Paes Pacheco, Rodrigo Sanches de Paredes, Gonçalo Monteiro de Carvalho e Simão Vaz de Pavia; deveriam tratar do reatamento do comércio com esse país. Ficou resolvido que os embaixadores só levariam 6000 taéis para seus gastos, os quais seriam pedidos aos moradores de Macau sobre penhores e créditos desta cidade, onde existia escassez de dinheiro. Em caso de necessidade, os embaixadores poderiam contrair empréstimos, no Japão, sob o crédito da cidade. No dia 6 de Julho de 1940, a infeliz embaixada de Macau (74 pessoas) chega a Nagasaqui. A 3 de Agosto, 61 membros desta missão são decapitados e o navio queimado; os sobreviventes são enviados de volta a Macau. Dos 61 mártires leigos, de 16 nações, 14 são portugueses da Europa e 4 de Macau. No dia 3 de Agosto de 1640, o trágico acontecimento conhecido como “Embaixada Mártir” tem lugar nesta data, em Nagasáqui. Relação em DITEMA, vol. II, pp. 506 a 508, com a autorizada assinatura do Pe. Diego Yuuki, S.J..
Infeliz embaixada de Macau
Em 1641, Malaca cai nas mãos dos holandeses (Cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1639-1640; 1644).
Malaca cai nas mãos dos holandeses
No dia 2 de Setembro de 1639, os Capitães-Mor D. Francisco de Castelo Branco e D. João Pereira, presos no Japão, foram levados ao palácio do Governador para ouvirem a sentença imperial sobre a quebra de comércio com os portugueses. De posse do documento comprovativo e na companhia de outros portugueses, regressaram a Macau a 17 de Outubro.Cfr. registo seguinte sobre o mesmo assunto. Documento dirigido pelo comissário japonês encarregue da aplicação das leis anticristãs aos prisioneiros portugueses (V. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015,1639 18 de Agosto), dizendo que merecem a morte mas que, por benevolência, são deixados paritr para não mais voltar. (Cfr. Livro dos Registos de François Caron, Chefe da Feitoria holandesa de Hirado, Setembro de 1639, in Le Puissant Royaume du Japon: la Descrition de François Caron (1636), Paris, 2003, pp. 178-179).
Capitães-Mor presos no Japão
| Personagem: | Rangel, Jorge António Hagerdon |
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1983 | |
| 1984 | |
| 1985 | |
| Palavra-chave: | Macaense |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.º MNL.03.25.001.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 1511x2000, 2.88MB |
| Identificador: | p0004138 |
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Data de actualização: 28 de Abril de 2025
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