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Data de atualização: 2020/07/21
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No dia 22 de Novembro de 1850, foram dadas instruções, antes de sair de Lisboa, ao Conselheiro Francisco António Gonçalves Cardoso, nomeado em 17 de Outubro deste ano Governador de Macau.
Novo governador de Macau
No dia 30 de Janeiro de 1863, partiu para a Metrópole, ao cabo de 14 anos de residência em Macau e 11 de governo, o Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães. Ao tomar conta do Governo, encontrou a caixa pública exausta e com grandes dívidas aos servidores do Estado, mal chegando para as despesas o subsídio da Metrópole. O Conselheiro Guimarães não impôs um só tributo. Fiscalizou unicamente, com rigor, os existentes, empregando a mais severa economia, conseguindo, em menos de três anos, não só pagar mas dispensar o subsídio da Metrópole e, não obstante as despesas terem aumentado de ano para ano, com as obras públicas e a força naval e com socorros de avultadas somas, para outras províncias, deixou a caixa com um saldo de milhares de patacas. Introduziu notáveis melhoramentos na colónia dispendendo para isso grandes quantias, como com o novo Palácio do Governo, aumento sobre o mar de quase toda a linha da Praia Grande, além da reconstrução do Bazar, depois do incêndio que o reduziu a cinzas, reconstrução que tornou aquela parte importante da cidade, não só maior, pelos acréscimos sobre o rio, como muito mais regular e elegante. Foi também ele quem concluiu, satisfatoriamente para Portugal, os tratados com o Sião, Japão e China, que trouxeram muita honra para Portugal, bem como idênticas vantagens alcançadas com outras nações estrangeiras, abrindo um diálogo salutar.
Isidoro Francisco Guimarães partiu para Portugal
No dia 2 de Janeiro de 1851, transladação do corpo do Governador João Maria Ferreira do Amaral, do Palácio do Governo para a Capela de N. Sra. do Carmo da Igreja de S. Francisco, onde foi sepultado. (Cfr. Boletim do Governo, Vol. VI, No. 8, de 11 de Janeiro de1851). Foi o Atáude conduzido aos ombros de 6 marinheiros, e as pontas do pano mortuário que o cobria pegaram, o Encarregado de Negócios de France na China, o Cônsul dos Estados Unidos da América, um Vereador, servindo do Presidente, da Câmara Municipal, o Comandante da Estação Naval, o Major Comandante do Batalhão Provisório, ou milícia nacional da Cidade. Precedia o Atáude um destacamento, e marinhagem das guarnições dos Navios de guerra surtos no Porto, e compunham o préstito funebre, o Corpo Municipal com o seu pendão em funeral, as Autoridades civis e militares, a oficialidade da Marinha e do Batalhão Provisório, o Corpo Diplomático e Consular aqui residente, e seus Empregaods, e numeroso sequito dos Moradores de Macao, e de portugueses e estrangeiros ora existentes na Cidade. Fechava este respeitável e ponposo acompanhamento o Batalhão de Linha, com o seu Tenente Coronel Comandante à frente. À porta da Igreja de S. Francisco achava-se o Presidente do Conselho do Governo, Sr. Exa. Rma. o Bispo Diocesano, rodeado de todo o seu Clero, e acompanhando os restos mortaes à referida capela, aqui lhes foi cantado o competente Memento. O préstito e o todo desta religiosa ceremónia apresentava um aspecto de triste, e solemne gravidade que muito impressionava e commovia, fasendo palpitar com sentimentos generosos e patrioticos os corações portugueses.
Transladação do corpo de Ferreira do Amaral
José Gregório Pegado faleceu em Aden, no seu regresso a Portugal em 1846, tendo embarcado em Macau, em 28 de Maio desse ano.
Pegado faleceu em Aden
No dia 2 de Novembro de 1849, foi exonerado, por Decreto, o Capitão Feliciano António Marques Pereira, do governo interino de Macau, para o qual havia sido nomeado, pelo decreto de 22 de Outubro de 1849, em substituição do Conselheiro e Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, que fora assassinado pelos chinas. Nesta mesma data foi publicado o Decreto que nomeava o Capitão de Mar-e-Guerra, Pedro Alexandrino da Cunha, para o cargo de Governador de Macau.
Nomeado Pedro Alexandrino da Cunha para novo Governador de Macau
No dia 6 de Julho de 1850, após 39 dias de Governo da Colónia, faleceu, vítima de cólera que se manifestou apenas 8 horas antes, aos 49 anos de idade, o Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha, que tomara posse em 30 de Maio, sendo sepultado na Capela do Cemitério de S. Paulo. A cidade de Luanda erigiu-lhe uma estátua, comemorando os relevantes serviços que ele prestara a Angola, onde exercera o cargo de Governador Geral. Apesar de um curto período de serviço em Macau, foram-lhe reconhecidos um bom impulso ao negócio local e a determinação de alcançar um clima pacífico no dia-a-dia.
Faleceu Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha
No dia 3 de Agosto de 1868, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 13 de Maio, o Vice-Almirante António Sérgio de Sousa. António Sérgio de Sousa exerce o cargo de Governador de Macau desde este ano até 1872. Sempre as relações/ralações no diálogo luso-chinês; sempre as alfândegas chinesas a asfixiarem o comércio de Macau e…ainda a questão da Emigração de Cules. O Monumento da Vitória, a inauguração do Arco das Portas do Cerco, a reconstrução depois do tufão de 2 de Setembro de 1871, são marcas do seu governo. (V. Governadores De Macau, pp. 249 a 252).
Tomou posse do Governador António Sérgio de Sousa.
No dia 18 de Setembro de 1851, foi exonerado o Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra Francisco António Gonçalves Cardoso do cargo de Governador da Província de Macau e nomeado, a 19, o Capitão Tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães Júnior, Comandante da corveta D. João I, para o substituir.
Exonerado Francisco António Gonçalves Cardoso do cargo de Governador da Província de Macau
No dia 19 de Novembro de 1851, o Capitão-Tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães desembarcou às 15.00 horas, sendo recebido pelo Governador cessante Francisco António Gonçalves Cardoso e demais autoridades. Após a recepção no Palácio do Governo, o Governador cessante dirigiu-se à Sé, para buscar o bastão que havia depositado aos pés de Nossa Senhora da Conceição, dirigindo-se em seguida ao Monte, seguido das autoridades. Após a entrega do bastão e das chaves da Fortaleza e troca de discursos, dirigiram-se os dois Governadores para o Leal Senado, a fim de o novo Governador assinar o auto da posse, findo o qual voltou à Sé, para depositar novamente o bastão aos pés da Nossa Senhora da Conceição. Isidoro Francisco Guimarães, depois Visconde da Praia Grande, durante os anos da sua inteligente e próspera governação, conseguiu restaurar por completo o estado financeiro da Província que, encontrando-se em 1852 deficitário em 48.309 patacas, apresentou, em 1862, um saldo de 104.633 patacas. No dia 24 de Novembro, seguiu para Hong Kong na corveta D. João I o ex-Governador Francisco António Gonçalves Cardoso, a fim de regressar à metrópole, no vapor da mala.
Capitão-Tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães desembarcou em Macau
| Personagem: | Oliveira, Joaquim Anselmo de Mata (Governador) |
| Magalhães, João Pereira de | |
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 15/10/1931 | |
| Palavra-chave: | Adamastor (Navio) |
| Governador de Macau |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 232, ISBN 9789996575006 |
| Língua de entrevista: | Português |
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