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"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
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1749

Ao sair de Macau, em Janeiro de 1780, D. Alexandre da Silva Pedrosa Guimarães deixou a diocese entregue aos cuidados do vigário geral padre António Jorge Nogueira. Com o bispo em Lisboa e com o passar dos anos, o governador do bispado alimentou a esperança de vir a ser nomeado para a mitra macaense. Os moradores de Macau, em Janeiro de 1790, secundaram o desejo do padre Nogueira, solicitando à Rainha que o indigitasse para suceder ao bispo Pedrosa Guimarães. A pretensão dos macaenses chegava tardiamente, porque a sé de Macau já tinha sido ocupada por D. Marcelino José da Silva, eleito para o cargo a 14 de Julho de 1789. Nascido em Paparia (Beira Baixa), a 16 de Janeiro de 1749, o novo ordinário macaense foi baptizado na igreja de Sernache do Bonjardim, a 30 de Março do mesmo ano. Doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra e membro da Ordem Militar de Avis, D. Marcelino José da Silva foi sagrado, em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1790. Para Macau, partiu em Fevereiro de 1791, tendo chegado ao seu destino a 10 de Setembro do mesmo ano. No dia seguinte, foi recebido na cidade, fazendo a sua entrada solene na Sé Catedral no dia 25 de Setembro de 1791. Um mês após a sua chegada, ocorreu um triplo homicídio perpetrado por um marinheiro filipino. As exigências dos mandarins durante o processo e os desacatos praticados no dia em que o réu foi executado impressionaram negativamente o prelado. O procedimento pouco interveniente do governador Vasco Luís Carneiro de Sousa e Faro, as agressões aos membros do Senado que assistiam à execução do réu e os danos causados nas igrejas e nas casas dos cristãos puseram em evidência a fragilidade das autoridades portuguesas de Macau face às suas congéneres chinesas. No relatório que, em Dezembro de 1791, remeteu a Martinho de Melo e Castro, o bispo dava conta desses incidentes e das suas preocupações relativamente ao governo da cidade e à situação em que encontrou a sua diocese. O clero, constituído por 15 padres seculares, 5 minoristas e 24 religiosos (13 franciscanos, 8 dominicanos e 3 agostinhos), era todo ignorante. Nesta categoria, não incluía os 4 padres lazaristas que dirigiam o seminário frequentado por 17 seminaristas portugueses e chineses. Igualmente ignorante em matéria de doutrina eram os cristãos macaenses, tendo, por isso, ordenado que os párocos ensinassem todos os domingos o catecismo. Exceptuando dez ou doze moradores ricos, todos os demais se encontravam empobrecidos e sobrecarregados de dívidas. A pobreza e a ociosidade coexistiam com o luxo e a prostituição sustentada pelos representantes das companhias comerciais europeias que residiam na cidade. Para obviar o problema, tinha fundado o Recolhimento de Santa Maria Madalena. As preocupações do prelado foram apresentadas em Goa e em Lisboa. O governador da Índia respondeu algo indiferentemente, mas, em Lisboa, as inquietações do prelado foram, nessa altura, bem acolhidas. Todavia, na monção de 1792, Martinho de Melo e Castro recebeu queixas sobre o excessivo rigor do bispo que pretendia recorrer à força e à prisão para corrigir a dissolução de costumes. O Recolhimento era gerido como se fosse uma prisão feminina e não um estabelecimento destinado a apoiar as mulheres que, por falta de recursos, se dedicavam à prostituição. Além disso, D. Marcelino José da Silva pressionava o governador e o ouvidor para que colaborassem na sua campanha morigeradora, pretendendo que lhe fossem providenciados os meios repressivos que pretendia usar. Face ao agravamento das incompatibilidades, o prelado macaense decidiu recorrer, de novo, para Lisboa, declarando que ou lhe concediam os recursos que requisitava ou, não sendo atendido, apresentava a sua resignação. A resposta do Secretário de Estado do Ultramar foi algo violenta, lembrando-lhe que Cristo tinha mandado os apóstolos a pregar e a baptizar, sem lhes ter aconselhado o uso da força. Aliás, se o bispo se sentia incapaz de exercer o seu ministério sem medidas coercivas, isso significava que não possuía as qualidades necessárias para pastorear as duas províncias chinesas (Guangdong 廣東 e Guangxi 廣西) que pertenciam à sua diocese e onde jamais poderia recorrer à força. A admoestação foi recebida, mas não sanou o diferendo existente entre o prelado e o ouvidor, devido a um fundo de 8 mil taéis atribuídos em partes iguais ao Seminário e ao Recolhimento de Santa Maria Madalena. O capital tinha estado depositado no cofre dos órfãos e tinha sido concedido à diocese para, através do investimento nos diversos barcos da cidade, garantir os recursos necessários ao funcionamento das obras a que ficava adstrito. O ouvidor considerava que, embora tivesse passado a pertencer ao bispado, o fundo devia continuar a ser gerido pelo Senado. O bispo, por seu turno, pretendia que a administração fosse confiada ao clero, por temer que se perdesse como já tinha acontecido com outros fundos destinados a fins eclesiásticos. A decisão tomada em Lisboa contemplou as pretensões do ouvidor, obrigando o prelado a entregar o capital ao Senado. D. Marcelino obedeceu, mas a 29 de Dezembro de 1790 renovou o seu pedido de renúncia, frisando que não o fazia para fugir a trabalhos, mas porque, ao fim de nove anos, tinha verificado que não possuía nem as virtudes nem os talentos para desempenhar o múnus episcopal. A diocese necessitava de alguém que fosse capaz de provocar as mudanças que ele não conseguira implementar. O pedido foi aceite a 11 de Dezembro de 1801, tendo D. Marcelino José da Silva regressado a Lisboa, em Janeiro de 1803. No seu pedido de renúncia declarava que pretendia regressar ao seu convento de S. Bento de Avis. Desconhecemos se cumpriu o seu desejo e em que se ocupou até ao seu falecimento a 11 de Junho de 1783. Ficou sepultado no Seminário de Sernache do Bonjardim, ao lado de seu irmão, bispo de Adrianóplis, 19.º provisor da ordem do Crato e fundador do Seminário das Missões Ultramarinas. [A.V.] Bibliografia: Arquivo Histórico de Goa, Correspondência de Macau, livros 1289-1291; Arquivo Histórico Ultramarino, Macau, cxs. 18 a 23 e Arquivos de Macau, vols. IV, VIII, XI, XIV e XV, 1965, 1967, 1969-1971; ABREU, António Graça de, D. Frei Alexandre de Gouveia, Bispo de Pequim (1751-1808). Contribuição para o Estudo das Relações entre Portugal e a China, dissertação de mestrado, não publicada, (Lisboa, 1998); GUIMARÃES, Ângela, Uma Relação Especial: Macau e as Relações Luso-Chinesas (1780-1814) , (Lisboa, 1996); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, (Macau, 1940); VALE, A. M. Martins do, Os Portugueses em Macau (1750-1800) , (Macau, 1997).

1828

No dia 25 de Setembro de 1828, os chineses foram proibidos, por Edital do Mandarim da Casa Branca, de atirar pedras às casas vizinhas do Forte [sic, deve ser Porta] de Sto. António e de cometer distúrbios para exigirem a abertura das Portas do Campo, antes do tempo determinado, as quais há mais de dois séculos eram abertas às 5.00 horas da manhã e fechadas às 20.00 horas, conservando-se as chaves em poder do Governo.

1856

No dia 25 de Setembro 1856, o Governo de Timor e Solor, que tinha sido separado do Governo do Estado da Índia em 20 de Setembro de 1844 para ser anexado ao Governo de Macau, voltou a fazer parte, até 1863, do Estado da Índia.

1869

No dia 25 de Setembro de 1869, a canhoneira a vapor Camões do comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro, que foi enviada até às Ilhas dos Ladrões à procura do barco que, na tarde do dia 24, atacara a barca da Confederação Germânica do Norte, Apenrade, nas proximidades da ilha Potoe, não conseguiu, porém, encontrar quaisquer vestígios dos piratas. A lorcha destes veio a ser capturada, na madrugada do dia 28, sob um violento temporal, no canal conhecido por Broadway.

1880

O Boletim Oficial (de 29 de Março de 1879) publica o anúncio da arrematação do edifício do “Theatro D. Pedro V”, penhorado em execução movida pelo Leal Senado contra a sociedade proprietária. O Teatro é vendido em leilão judicial por 1.400 reis (mais 672 reis pelos trastes), segundo o Boletim Oficial de 10 de Julho de 1880. Entretanto é fundado o Clube União e são os seus sócios (agremiados publicamente por escritura celebrada em 25 de Setembro de 1879) - que adquirem o teatro, com o nome de “Associação dos Proprietários do Theatro D. Pedro V”; nos estatutos do Clube União, aponta-se para um único fim: o clube deve manter o teatro, ao serviço da população portuguesa de Macau. (Cfr. esta Cronologia…,1879, Agosto, 28).

1888

No dia 25 de Setembro de 1888, o Processo n.º 344 - Série R - da Admin. Civil (A.H.M.) contém a representação dirigida ao Governo de Sua Magestade, pelo Leal Senado da Câmara de Macau, como protesto pela sua dissolução pelo Governador Firmino José da Costa.

1918

No dia 25 de Setembro de 1918, o Dr. Alfredo Pinto Lello é eleito deputado pelo Círculo de Macau. Viaja para Lisboa. É feita a entrega do cartório de tabelionato ao ajudante, Damião Rodrigues, nomeado por Decreto de 13 de Julho de 1918. (Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n.° 552 – S-P).

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