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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic
No dia 17 de Janeiro de 1527, Diogo Calvo escreve a D. João III de Portugal, tentando com a experiência que tem da China, desde 1521, explicar a realidade e a especificidade que é o Império Ming. Diz ainda que lhe parece auspicioso o momento para arrancar com nova tentativa de aproximação porque os “chins” estão desejosos dos produtos.
Eremita de S. Agostinho, nasceu em Torres Vedras, onde foi baptizado a 16 de Janeiro de 1684, e faleceu no mar, entre Goa e Macau, a 19 de Abril de 1741. Vestiu o hábito no convento da Graça de Lisboa, a 17 de Março de 1702, e chefiou a missão que, em 1720, partiu para Goa. Foi Comissário e Visitador das Missões de Bengala, em 1715, e exerceu por um ano o governo da diocese de Meliapor, onde recebeu, a 22 de Fevereiro de 1725, as bulas de Bispo de Uranópolis, coadjutor e futuro sucessor do Bispo de Macau D. João do Casal. Foi sagrado na igreja da Graça de Macau, a 7 de Dezembro de 1726. Em 1734 partiu para Cantão, em cuja Sé foi prelado algum tempo. Dali embarcou de regresso a Portugal, mas uma tempestade medonha atrasou-lhe a viagem e só conseguiu chegar a Lisboa em 1736. Entretanto, a 20 de Novembro de 1735, o Bispo de Macau, D. João do Casal, morreu, o que o levou a apressar a viagem para a diocese, aonde chegou a 28 de Agosto de 1738 e fez a entrada oficial no dia 8 de Setembro de 1738. Era muito prudente, zelosíssimo, muito piedoso e bom, de extrema humildade, tendo percorrido a sua extensa diocese. Em 11 de Fevereiro de 1740 chegaram as bulas da sua transferência para Goa (de 11 de Fevereiro de 1739), como Arcebispo. Deixou Macau a 27 de Novembro do mesmo ano, a caminho de Goa, a fim de tomar posse da arquidiocese. Já fora da barra de Calecute, morreu a 19 de Abril de 1741. O capitão do navio lançou o corpo ao mar. [H.P.R.] Bibliografia: ALMEIDA, Fortunato de, História da Igreja em Portugal, vol. 2, p. 706; CONCEIÇÃO, Cláudio da, Gabinete Histórico, tomo XI, p. 99; FERNANDES, Gabriel, “Relação dos Bispo de Macau”, in Boletim da Sociedade de Geografia, ser. 6, p. 123; NAZARÉ, Casimiro Cristóvão da, “Mitras Lusitanas no Oriente”, in Boletim da Sociedade de Geografia, ser. 14; p. 436; TEIXEIRA, Padre Manuel, “Bispos e Governadores de Macau”, in Macau e a sua Diocese, vol. 2, (Macau, 1940), pp. 196-205.
Ao sair de Macau, em Janeiro de 1780, D. Alexandre da Silva Pedrosa Guimarães deixou a diocese entregue aos cuidados do vigário geral padre António Jorge Nogueira. Com o bispo em Lisboa e com o passar dos anos, o governador do bispado alimentou a esperança de vir a ser nomeado para a mitra macaense. Os moradores de Macau, em Janeiro de 1790, secundaram o desejo do padre Nogueira, solicitando à Rainha que o indigitasse para suceder ao bispo Pedrosa Guimarães. A pretensão dos macaenses chegava tardiamente, porque a sé de Macau já tinha sido ocupada por D. Marcelino José da Silva, eleito para o cargo a 14 de Julho de 1789. Nascido em Paparia (Beira Baixa), a 16 de Janeiro de 1749, o novo ordinário macaense foi baptizado na igreja de Sernache do Bonjardim, a 30 de Março do mesmo ano. Doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra e membro da Ordem Militar de Avis, D. Marcelino José da Silva foi sagrado, em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1790. Para Macau, partiu em Fevereiro de 1791, tendo chegado ao seu destino a 10 de Setembro do mesmo ano. No dia seguinte, foi recebido na cidade, fazendo a sua entrada solene na Sé Catedral no dia 25 de Setembro de 1791. Um mês após a sua chegada, ocorreu um triplo homicídio perpetrado por um marinheiro filipino. As exigências dos mandarins durante o processo e os desacatos praticados no dia em que o réu foi executado impressionaram negativamente o prelado. O procedimento pouco interveniente do governador Vasco Luís Carneiro de Sousa e Faro, as agressões aos membros do Senado que assistiam à execução do réu e os danos causados nas igrejas e nas casas dos cristãos puseram em evidência a fragilidade das autoridades portuguesas de Macau face às suas congéneres chinesas. No relatório que, em Dezembro de 1791, remeteu a Martinho de Melo e Castro, o bispo dava conta desses incidentes e das suas preocupações relativamente ao governo da cidade e à situação em que encontrou a sua diocese. O clero, constituído por 15 padres seculares, 5 minoristas e 24 religiosos (13 franciscanos, 8 dominicanos e 3 agostinhos), era todo ignorante. Nesta categoria, não incluía os 4 padres lazaristas que dirigiam o seminário frequentado por 17 seminaristas portugueses e chineses. Igualmente ignorante em matéria de doutrina eram os cristãos macaenses, tendo, por isso, ordenado que os párocos ensinassem todos os domingos o catecismo. Exceptuando dez ou doze moradores ricos, todos os demais se encontravam empobrecidos e sobrecarregados de dívidas. A pobreza e a ociosidade coexistiam com o luxo e a prostituição sustentada pelos representantes das companhias comerciais europeias que residiam na cidade. Para obviar o problema, tinha fundado o Recolhimento de Santa Maria Madalena. As preocupações do prelado foram apresentadas em Goa e em Lisboa. O governador da Índia respondeu algo indiferentemente, mas, em Lisboa, as inquietações do prelado foram, nessa altura, bem acolhidas. Todavia, na monção de 1792, Martinho de Melo e Castro recebeu queixas sobre o excessivo rigor do bispo que pretendia recorrer à força e à prisão para corrigir a dissolução de costumes. O Recolhimento era gerido como se fosse uma prisão feminina e não um estabelecimento destinado a apoiar as mulheres que, por falta de recursos, se dedicavam à prostituição. Além disso, D. Marcelino José da Silva pressionava o governador e o ouvidor para que colaborassem na sua campanha morigeradora, pretendendo que lhe fossem providenciados os meios repressivos que pretendia usar. Face ao agravamento das incompatibilidades, o prelado macaense decidiu recorrer, de novo, para Lisboa, declarando que ou lhe concediam os recursos que requisitava ou, não sendo atendido, apresentava a sua resignação. A resposta do Secretário de Estado do Ultramar foi algo violenta, lembrando-lhe que Cristo tinha mandado os apóstolos a pregar e a baptizar, sem lhes ter aconselhado o uso da força. Aliás, se o bispo se sentia incapaz de exercer o seu ministério sem medidas coercivas, isso significava que não possuía as qualidades necessárias para pastorear as duas províncias chinesas (Guangdong 廣東 e Guangxi 廣西) que pertenciam à sua diocese e onde jamais poderia recorrer à força. A admoestação foi recebida, mas não sanou o diferendo existente entre o prelado e o ouvidor, devido a um fundo de 8 mil taéis atribuídos em partes iguais ao Seminário e ao Recolhimento de Santa Maria Madalena. O capital tinha estado depositado no cofre dos órfãos e tinha sido concedido à diocese para, através do investimento nos diversos barcos da cidade, garantir os recursos necessários ao funcionamento das obras a que ficava adstrito. O ouvidor considerava que, embora tivesse passado a pertencer ao bispado, o fundo devia continuar a ser gerido pelo Senado. O bispo, por seu turno, pretendia que a administração fosse confiada ao clero, por temer que se perdesse como já tinha acontecido com outros fundos destinados a fins eclesiásticos. A decisão tomada em Lisboa contemplou as pretensões do ouvidor, obrigando o prelado a entregar o capital ao Senado. D. Marcelino obedeceu, mas a 29 de Dezembro de 1790 renovou o seu pedido de renúncia, frisando que não o fazia para fugir a trabalhos, mas porque, ao fim de nove anos, tinha verificado que não possuía nem as virtudes nem os talentos para desempenhar o múnus episcopal. A diocese necessitava de alguém que fosse capaz de provocar as mudanças que ele não conseguira implementar. O pedido foi aceite a 11 de Dezembro de 1801, tendo D. Marcelino José da Silva regressado a Lisboa, em Janeiro de 1803. No seu pedido de renúncia declarava que pretendia regressar ao seu convento de S. Bento de Avis. Desconhecemos se cumpriu o seu desejo e em que se ocupou até ao seu falecimento a 11 de Junho de 1783. Ficou sepultado no Seminário de Sernache do Bonjardim, ao lado de seu irmão, bispo de Adrianóplis, 19.º provisor da ordem do Crato e fundador do Seminário das Missões Ultramarinas. [A.V.] Bibliografia: Arquivo Histórico de Goa, Correspondência de Macau, livros 1289-1291; Arquivo Histórico Ultramarino, Macau, cxs. 18 a 23 e Arquivos de Macau, vols. IV, VIII, XI, XIV e XV, 1965, 1967, 1969-1971; ABREU, António Graça de, D. Frei Alexandre de Gouveia, Bispo de Pequim (1751-1808). Contribuição para o Estudo das Relações entre Portugal e a China, dissertação de mestrado, não publicada, (Lisboa, 1998); GUIMARÃES, Ângela, Uma Relação Especial: Macau e as Relações Luso-Chinesas (1780-1814) , (Lisboa, 1996); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, (Macau, 1940); VALE, A. M. Martins do, Os Portugueses em Macau (1750-1800) , (Macau, 1997).
Em 1750, os mandarins exerciam uma tirania tão violenta, segundo o código de 1749, que, como já se viu, foi resolvido em conselho geral mandar-se o Bispo D. Fr. Hilário de St.ª Rosa a Portugal avisar o Rei. Este era então D. José I, que o viria a receber bem e que prometeu enviar um Embaixador à China, o que em breve, de facto, cumpriu, mandando Pacheco de Sampaio. Cfr. esta Cronologia…, 1751, Fevereiro, 7. No dia 16 de Janeiro de 1750, D. Fr. Hilário de St.ª Rosa parte para Lisboa num navio francês, chegando a 28 de Julho. Em 31 de Julho morre D. João V e em 7 de Setembro é aclamado D. José I. O Bispo levava para o Rei uma Representação do Senado de Macau que dizia que nenhuma das perseguições anteriores “e nem ainda todas juntas se podem comparar com a que actualmente padecemos, e que realmente nos fere no mais intimo dos nossos corações por ser ofensiva da pureza da nossa Santa Lei e da propagação da Fe Católica, em cujo ódio mandou o Imperador fechar nesta cidade a Igreja de N. Sr.a do Amparo”.
Por anúncio de 22 de Julho de 1922 , faz-se público que no dia 16 do próximo mês de Janeiro de 1923, pelas 15 horas, se procederá a arrematação do exclusivo do jogo de Fantan em Macau, pelo tempo de 3 anos, a decorrer desde 1 de Fevereiro de 1923 a 31 de Janeiro de 1926, sendo a base de arrematação em $520.000,00. As propostas dos concorrentes deverão ser feitas em cartas fechadas. Não será recebida proposta alguma que não venha acompanhada do documento comprovativo de ter sido feito na Agência do Banco Nacional Ultramarino em Macau o depósito de $52.000,00 como garantia à proposta.
No dia 16 de Janeiro de 1945, bombardeamento de Macau. Testemunho na 1ª. Pessoa.V. Pe. Manuel Teixeira na Revista Nam Van de 1 de Março de 1985, pp. 23 a 25. • “Primeiro bombardeamento aéreo de Macau” por esquadrilhas da Taskforce 38 da Força Aérea dos EUA, sob o comando do Almirante William Halsey. O alvo principal do ataque é a destruição dos depósitos de combustível existentes no hangar do extinto Centro de Aviação Naval de Macau (CANM), situado no porto exterior da península. Igualmente foi bombardeada a fortaleza de D. Maria que ficou danificada. Conhecedora das intenções das autoridades portuguesas de venderem parte do combustível aos japoneses, a marinha de guerra americana efectua duas operações para destruir o alvo. A operação de manhã demole o alvo e a da tarde confirma-o. O bombardeamento salda-se em cinco mortos e na destruição do antigo Museu Marítimo de Macau, que estava abrigado no “hangar” de aviação (o 2.° bombardeamento ocorre a 5 de Março e o 3.º a 7 de Abril do mesmo ano); (Cfr. Fernandes, M.S. – Sinopse...). Sobre o rebentamento de três bombas em Macau, ver também A Voz de Macau de 10 de Setembro de 1945).
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