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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515

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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic
José Joaquim de Barros faleceu em Macau (Sé) a 19 de Fevereiro de 1823. Nasceu em Cascais a 20 de Março de 1753. Foi nomeado capitão-mor do Estado da Índia, por carta patente de 27 de Junho de 1801, funções que exerceu até à morte, pois é identificado como tal no seu registo de óbito. Em 1801 é proprietário da galera 'Santa António Lusitânia' que fazia viagens entre Goa e Macau. Foi irmão e provedor da Santa Casa da MIsericórdia de Macau, almotacé da Câmara em 1784, vereador do Leal Senado (1809) e procurador do Concelho (1823). Quando o seu filho José Joaquim de Barros Jr. faleceu na Sé a 4 de Novembro de 1841, deixou à Misericórdia de Macau o maior legado que esta instituição recebeu em toda a sua história.
No dia 27 de Janeiro de 1835, a bela Igreja de S. Paulo, de que hoje só resta a altiva frontaria, foi destruída por um violento incêndio, na noite de 26 para 27. Erigida entre 1594-1602, pelos padres da Companhia de Jesus, o grande Seminário que lhe estava anexo foi, no século XVII, um importante instituto de instrução e influência política. O Batalhão Príncipe Regente estava instalado no Colégio e o incêndio propagou-se a partir da cozinha ateando-se com rapidez a toda a estrutura. A Companhia de Jesus celebrou em 1994 o IV Centenário do Colégio Universitário de S. Paulo. No dia 19 de Fevereiro do corrente ano, as relíquias e imagem de S. Francisco Xavier, salvas do incêndio de S. Paulo, e que passaram a estar guardadas na Igreja de Santo António, foram transferidas para a Sé. Mais tarde estiveram em poder duma senhora macaense, donde passaram para o Seminário de S. José.
No dia 19 de Fevereiro de 1840, o Procurador do Senado, José Vicente Jorge, respondeu com toda a firmeza às autoridades chinesas que exigiam a expulsão dos ingleses de Macau, dizendo que os portugueses estavam resolvidos a repelir, com todas as forças disponíveis, quaisquer violências por parte dos chineses e que as fortalezas de Macau estavam prontas a repelir qualquer agressão injusta, fosse de quem fosse.
No dia 13 de Fevereiro de 1846, o Herói de Itaparica João Maria Ferreira do Amaral embarca para Macau no navio inglês Madrid, vindo a ser o primeiro Governador a administrar a Província, como independente da Tutela do Estado da Índia. No dia 22 de Abril de 1846, tomou posse do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, o Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, até aí conhecido como “O herói de Itaparica”, que tinha chegado no dia 19 deste mês e ano. João Maria Ferreira do Amaral é o novo Governador de Macau e só não ultrapassa a data de 1849 no cargo porque é assassinado. O cavaleiro-fidalgo era natural de Lisboa e muito culto em línguas e Filosofia, em Matemática e Cálculo Astronómico. [Precisava, pensamos nós, de mais Psicologia para perceber no rosto que parecia oferecer-lhe flores, a expressão de quem ia derrubá-lo do cavalo e decapitá-lo!] Foi preso pelos miguelistas mas libertado por falta de provas, dezoito meses depois. Emigrou com outros liberais para Inglaterra e depois para a Ilha Terceira. Esteve, ao serviço de Portugal, em Turim e Roma, em Génova e portos de Espanha. Vigiou o contrabando e tráfego de escravos entre os Açores e a América Latina. Resgatou liberais em Brest, foi exercer funções em Luanda. Opôs-se ao desrespeito dos britânicos para com as autoridades portuguesas. Foi para o Brasil e perdeu lá um braço, em combate. Foi repetidamente agraciado pela Coroa. Trocou a marinha pela política e, como homem de confiança do Ministro da Marinha e Ultramar, Joaquim José Falcão, a acrescentar ao perfil firme e determinado de que Macau carecia, tomou posse como Governador a 22 de Abril de 1846. Começou por saldar dívidas à tropa e a funcionários com dinheiro da Pagadoria da Marinha e preparou-se para definir nova estratégia política em Macau. Em 1847 comunicou a QiYing que ia construir uma casa forte na Taipa. A posse da Taipa era, sobretudo, a posse de um porto com melhores condições do que Macau e mais avançado para defesa de qualquer investida estrangeira. Para reparação do cais de Macau, instituiu tributação de uma pataca mensal aos barcos “faitiões” que se registassem na Procuratura. Não foi aceite pelos “contribuintes” esta iniciativa e 1500 chineses em 37 “faitiões” vindos pelo rio abaixo romperam de madrugada pelo cais do porto interior e atacaram a cidade. Foram reprimidos pelos soldados e porque a população ribeirinha os escondeu na confusão de ruelas e casebres daquela parte da cidade. O Governo de Ferreira do Amaral é rico e controverso. Demos um apontamento nesta passagem sobre Governadores, mas a Cronologia indica fontes para seguir de perto o seu mandato até e depois do infeliz desenlace. Como Governador, (V. Governadores De Macau, op. e ed. cit., pp. 210 a 217). • João Maria Ferreira do Amaral concebeu o plano de despojar o Mandarim de parte dos poderes de que estava revestido, ampliando a esfera de atribuições da Procuratura (único tribunal, em Macau, para julgamento de chineses). Igualmente mandou fechar definitivamente a Alfândega Chinesa de Macau. V. nesta Cronologia…, 1849, Março, 5.
No dia 19 de Fevereiro de 1852, concluído o Fortim novo, sobranceiro à Praia de Cacilhas, tomou este o nome de D. Maria II segundo a “Ordem à Força Armada N.° 9” que, por este motivo, ordenou o desmantelamento do Forte de Mong-Há, por se encontrar em ruínas e desnecessário, em virtude da construção do novo fortim. O Forte de Mong-Há foi reconstruído e reactivado mais tarde.
No dia 22 de Janeiro de 1857, provisão do Bispo D. Jerónimo José da Mata, reorganizando o Recolhimento de Santa Rosa de Lima para a educação de meninas pobres, anexando-o ao Mosteiro de Santa Clara de acordo com o Decreto anterior. (Cfr. esta Cronologia…, 1856, Outubro, 2). No dia 19 de Fevereiro de 1857, Projecto de Regulamento para o governo administrativo-económico do Recolhimento de Santa Rosa de Lima, após união com o Mosteiro de Santa Clara desta cidade de Macau, como já se disse.
Político e líder comunista chinês, é um dos veteranos mais conhecidos da revolução comunista chinesa. Na era pós-Mao e durante a década 80 do século XX, foi o líder carismático do Partido Comunista da China, a quem se deve o abandono das políticas da Revolução Cultural, o início da modernização e o rápido crescimento económico dos últimos 30 anos na China. Foi, assim, o principal inspirador da reacção contra o Maoísmo e da introdução das últimas grandes reformas políticas e económicas na China (1980-1990). É considerado o político chinês mais importante, depois de Mao Zedong 毛澤東, e o 'pai' da China moderna. Nascido em 22 de Agosto de 1904, na populosa pro- vínciadeSichuan四川, Deng鄧, aos 16 anos, foi para França, como estudante-trabalhador. Em 1924, filiou-se no Partido Comunista da China, através de Zhou Enlai 周恩來 (1899-1976). Ligado ao Partido Comunista desde a juventude, entrou rapidamente no círculo que veio a ser a liderança do Partido Comunista da China, começando assim uma longa carreira política. Em 1926, tornou-se uma ctivista político em Moscovo e trabalhou com Zhou Enlai 周恩來, em Xangai 上海. Em 1929, foi enviado para a Província de Guangxi 廣西, onde ocorria uma rebelião camponesa (1929- 1934),com o objectivo de enquadrar o movimento e transformar os camponeses em guerrilheiros comunistas. Em 1930, partiu para o norte, com o intuito de se juntar a Mao Zedong 毛澤東. A 7 de Novembro de 1931, após a proclamação de Ruijin como “Capital Vermelha”, Deng 鄧 foi destacado para zonas remotas recém-conquistadas, para estabilizar a situação. Em 1934, as tropas comunistas, estando cercadas pelas forças do Guomindang 國民黨 (Partido Nacionalista), abandonaram os seus domínios, iniciando assim a mítica Grande Marcha, comandadas por Mao Zedong 毛澤東. Até à Revolução Cultural, Deng 鄧 mereceu a total confiança de Mao, que o considerava como um dos seus homens mais capazes. Em 1945, ele e Liu Bocheng 劉伯承, seu conterrâneo, comandaram o 2.º Corpo de Campanha do Exército de Libertação Popular, que combateu as forças invasoras japonesas na guerra de resistência contra o Japão e as tropas do Partido Nacionalista, na Guerra Civil (1946-1949). Em 1951, dirigiu a libertação pacífica do Tibete. Em 1952, foi transferido para Pequim北京, onde passou a desempenhar as funções de vice primeiro-ministro, acumulando a pasta ministerial das finanças. A nível partidário, foi responsável pela elaboração da lei eleitoral. Após a Guerra da Coreia (1950-1953), coordenou o projecto secreto da “Terceira Linha”, idealizado por Mao Zedong毛澤東, que procurava transferir para as zonas mais remotas do país toda a infraestrutura industrial e de defesa, consideradas extremamente importantes. Em 1955, Deng 鄧 chegou ao Politburo e assumiu as funções de secretário-geral, até à Revolução Cultural, sendo aí considerado o quarto, na hierarquia, em toda a China. Após o fracasso do 'Grande Salto Em Frente', Mao 毛bé destituído do comando da economia chinesa, ficando a mesma a cargo de Dengb鄧. Durante a Revolução Cultural (1966-1969), Deng 鄧 foi suspenso e afastado dos cargos do governo e do partido, dado ter sido classificado como o número dois dob'grupo seguidista do capitalismo', liderado por Liu Shaoqi 劉少奇, grande rival de Mao 毛. Foi reabilitado em 1973 por Zhou Enlai 周恩來 e Mao Zedong 毛澤東, assumindo novamente o seu cargo de vice primeiro-ministro. Em 1975 retornou ao Politburo. Em 1976 é afastado novamente e preso pelo 'Bando dos Quatro', liderado pela viúva de Mao 毛, Jiang Qing 江青. Deng 鄧 conseguiu impor-se, definitivamente, em 1978, tornando-se o homem forte do país. A partir de 1979, afastou-se dos postulados maoístas e com bateu os opositores radicais, especialmente o chamado 'Bando dos Quatro'. Tornou-se presidente da Comissão Militar Central do Partido Comunista da China (1981), cargo que exerceu até à sua renúncia (1990). Nas décadas dos anos 80, promoveu uma política económica pragmática, suprimindo o centralismo e dissolvendo a obrigatoriedade da economia colectiva, estimulando a abertura económica da China ao ocidente e criando as ZEE (Zonas Económicas Especiais). Deng鄧, sendo um reformador moderado e nacionalista, desde o seu reaparecimento na vida política da China que vinha alimentando uma ardente aspiração de a tornar economicamente forte e politicamente poderosa, em termos internacionais. Nesse esforço, foi pragmático e perseverante, como foi toda a sua carreira política, numa tentativa de manter o Partido Comunista no poder e modernizar a China. Para tal, é preciso uma China unida, uma liderança forte e a energia do povo chinês. Na opinião de Deng 鄧, tudo isto só poderia ser alcançado sob a liderança do Partido Comunista da China. Deng 鄧 recusou-se a liberalizar a política, pelo que surgiram vários movimentos reivindicando liberdade democrática e pluralismo político. Sem se preocupar com a opinião pública internacional, em 1989, Deng deu ordens para ser feita uma repressão no sentido de esmagar esses movimentos, mantendo-se irredutível na defesa de um partido único com rigoroso controlo sobre qualquer oposição. Em termos de política externa, Deng 鄧 consolidou a China como uma força política ao nível das grandes potências. Levou à prática uma política de aproximação com o Japão e com os Estados Unidos, atraindo capitais estrangeiros para o país. Reaproximou-se do governo soviético (1989) e, junto com Mikhail Gorbatchev, anunciou a normalização das relações entre a China e a então União Soviética. O sobreaquecimento da economia chinesa nos anos 80 do século XX, provocou uma séria inflação, que poderia conduzir a uma recessão. Foi com as suas frequentes intervenções pessoais que manteve o bom ritmo e a orientação correcta das reformas. Em 1992, e como consequência das crises económicas de 1988 e 1989, Deng 鄧 realizou a famosa 'excursão de inspecção ao sul (nanxun 南巡)', em que visitou a Zona Económica Especial de Shenzhen深圳 e outras zonas, com vista a relançar a economia. O seu prestígio e a sua autoridade pessoal impuseram uma nova pujança ao desenvolvimento económico. Foi ele quem lançou a política de 'Um país, dois sistemas', com o que foram resolvidos os problemas de Hong Kong e de Macau, legados pela história. Deng鄧 aposentou-se na qualidade de Presidente da Comissão Militar Central do Partido Comunista da China, em Novembro de 1989, mas continuou a ser influente na vida da China, como ficou evidenciado com a 'excursão da inspecção ao sul (nanxun 南巡)', em 1992. No ano de 1990, afastou-se da cúpula do partido e do comando supremo das Forças Armadas, entregando, pouco a pouco, os poderes ao seu sucessor, Jiang Zemin 江澤民. Faleceu em Pequim 北京, a 19 de Fevereiro de 1997, aos 93 anos. Com toda a justiça, pode-se afirmar que Deng鄧 foi uma das personagens mais marcantes na história chinesa do século XX. Deng é recordado e acarinhado pelo povo chinês como o “Segundo Libertador”, dado que o libertou da pobreza e da miséria. É considerado o 'pai da China moderna'. [J.G.P.] Bibliografia: MACKERRAS, Collin, Mcmillen, Donald H., WATSON, Andrew, Dictionary of the Politics of the People’s Republic of China, (London, 2001); GOODMAN, David, Deng Xiaoping, (London, 1990); SHAMBAUGH, David, Deng Xiaoping: A Portait of a Chinese Statesman, (Oxford, 1995); CHANG, David W., Zhou Enlai and Deng Xiaoping in the Chinese Leadership Succession Crisis,(Lanham,1984);DENG Maomao, Deng Xiaoping: My Father, (New York, 1995); DENG Rong, Deng Xiaoping and the Cultural Revolution: A Daughter Recalls the Critical Years, (Beijing, 2002); DENG Xiaoping, Selected Works of Deng Xiaoping,(Beijing,1984-94); DOMENACH, Jean-Luc, La Chine après Deng, (Paris, 1997); WEISS, Julian, The New Hegemony: Deng Xiaoping’s China Faces the World, (Washington, 1988); MISRA, Kalpana, From post-maoism to post-marxism: The Erosion of Official Ideology in Deng’s China, (New York, 1998); MEISNER, Maurice, The Deng Xiaoping Era: An Inquiry into the Fate of Chinese Socialism, 1978-1994, (1996); CANNON, Terry and JENKINS, Alan, The Geography of Contemporary China:The Impact of Deng Xiaoping’s Decade, (London,1990); Textos Escogidos de Deng Xiaoping, 3 vols., (Beijing, 1994-1995); WEI-WEI Zhang, Ideology and Economic Reform under Deng Xiaoping1978-1993, (London, 1996); LAM, Willy Wo-Lap, China after Deng Xiaoping, (Singapore, 1995).
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