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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic

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1794

Lord Macartney regressou a Macau a 22 de Janeiro de1794: “Chegámos a Macau esta tarde, após uma viagem agradável”; alojou-se na chamada Casa Garden no Jardim de Camões, ficando hóspede do seu compatriota James Drumond. A comitiva de Macartney compunha-se de 95 pessoas, incluindo uma guarnição de dragões, artilheiros e infantaria e 5 músicos alemães. Falando da Gruta de Camões, escreve o relator da embaixada, G. Staunton: “Outros rochedos, arranjados da mesma maneira, estão um pouco acima das mais altas eminências da cidade e formam uma gruta chamada a gruta de Camões. É ali que a tradição diz que o poeta deste nome compôs o seu famoso poema - Os Lusíadas. É certo que Camões residiu por muito tempo em Macau. A interessante gruta à qual deu o seu nome está situada no jardim de uma casa, onde o embaixador e duas pessoas do seu séquito residiram durante a sua estadia na ilha” (sic). (cfr. esta Cronologia…, 1785 e 1789).

1817

Lord Earl Amherst era sobrinho do 1.º Barão de Amherst, Jeffrey Amherst – marechal de campo e conhecido herói de guerra, que comandou as tropas britânicas em vários teatros de guerra – e sucedeu-lhe no título, após a morte deste em 1797. Foi Governador Geral da Índia Inglesa de 1823 a 1828 e responsável pelo alargamento da influência desta, na sequência da 1.ª guerra com a Birmânia, de que resultou a anexação de parte do seu território. A sua ligação a Macau prende-se fundamentalmente ao facto de ter comandado a segunda e última missão diplomática britânica que alcançou Pequim, antes da Guerra do Ópio, e ao impacto que essa embaixada teve no relacionamento sino-britânico e na gestão dos apetites britânicos sobre Macau. Tanto a primeira embaixada inglesa ao Imperador da China, que fora comandada por Macartney em 1793, como esta, foram ambas um fracasso. Lord Amherst não chegou a ser recebido pelo Imperador e teve de abandonar o país por Cantão, local por onde entrara com grandes projectos. Essa embaixada chegou a Macau, em Julho de 1816, e regressou por Macau, onde desembarcou em 22 de Janeiro de 1817 e onde permaneceu 3 dias. A importância para Macau desta expedição deve-se a vários factores que, conjugados, foram marcantes. Em primeiro lugar, a conjuntura internacional em que a Grã-Bretanha, na sequência das guerras napoleónicas, emergiu como a superpotência ocidental e foi gradualmente impondo o seu liberalismo económico a nível mundial. Em segundo lugar, numa alteração da percepção inglesa sobre o relacionamento com Pequim, confirmando-se que esta não aceitava, mais uma vez, aceder a relações de Estado numa base de igualdade. Em terceiro lugar, a constatação de que não seria possível obrigar a China a abrir-se ao exterior sem o uso da força. Esta opção não constava, contudo, no horizonte da política externa inglesa, a curto ou médio prazo, dado que havia outras prioridades no Império Colonial Inglês e ainda não se alcançara uma clara superioridade militar britânica. Não foram solicitados territórios ao Imperador, dados os fracassos anteriores, quer de Macartney quer das duas tentativas britânicas de anexação de Macau (1802 e 1807), na sequência das guerras napoleónicas, que tinham conhecido franca hostilidade das autoridades chinesas. Em quarto lugar, os relatos de viagem mencionavam Hong Kong, local onde a esquadra se abasteceu, segundo orientação da Companhia da Índias Orientais (EIC), e que a partir daí, começava a entrar com regularidade nos relatos e roteiros dos comerciantes ingleses. Em quinto lugar, os britânicos retomaram a ideia de se estabelecerem noutros locais para além de Macau, sendo que este estabelecimento poderia ser utilizado como base de apoio no processo de implantação desses novos estabelecimentos. Antiga ideia inglesa, por exemplo, em 1793, Lord Macartney solicitara as ilhas de Chusan ou alguma perto de Cantão. Em 1834, a também fracassada missão de Lord Napier pretendia solicitar a permissão de estabelecimentos de britânicos em Lantau e Hong Kong. Assim, neste período que marcou o advento de Hong Kong, as atenções rodeavam Macau, mas o insucesso da viagem de Lord Amherst contribuiu para uma redução dos apetites britânicos sobre Macau e a manutenção deste estabelecimento na posse da coroa portuguesa, então enfraquecida pelas dependências resultantes da sua ida para o Brasil, situação que se agravou com as guerainda do fracasso desta embaixada, por manter por mais alguns anos o seu estatuto de único entreposto ocidental na China. Era o único porto da China onde os comerciantes ocidentais podiam pernoitar o ano inteiro e os representantes das companhias podiam viver acompanhados das suas mulheres. Na altura desta embaixada, Macau era uma cidade cosmopolita, que albergava os comerciantes das feitorias estrangeiras de Cantão, e o homem mais poderoso da cidade era o conhecido ouvidor Miguel de Arriaga. Residia, por exemplo, desde 1807, em Macau, Robert Morisson, que na altura trabalhava na tradução da Bíblia (“Novo Testamento”) para chinês. Morisson integrou a embaixada de Lord Amherst a Pequim, como secretário de língua chinesa. A presença inglesa era significativa e a “Casa Garden” pertencia à Honorável Companhia Inglesa das Índias Orientais (EIC), que já dominava a maioria do comércio externo chinês, em Cantão. Os comerciantes americanos e os portugueses eram os maiores competidores. Quanto ao comércio de ópio, importado fundamentalmente da Índia inglesa, estava em franco desenvolvimento, desde o ínicio do século, apesar das proibições publicadas pelas autoridades chinesas, contudo, parecia que ainda não tinha atingido níveis preocupantes para as autoridades chinesas. As exportações de ópio cresceram no período em que Lord Amherst foi governador-geral da Índia, mas só uma maior investigação permitiria conhecer se a sua accão teve algum peso significativo nesse sentido ou se apenas é uma manifestação de uma tendência que acompanhou toda a primeira metade do século XIX. Será também de realçar que foi no final do ano da passagem de Lord Amhest por Macau, e também influenciada pelos efeitos dessa embaixada, que impulsionada pelo ouvidor Miguel de Arriaga se fundou, em Macau, a gigantesca sociedade comercial Casa do Seguro Mercantil”, que associava a maioria de comerciantes portugueses, o próprio Leal Senado e a Misericórdia, e se destinava a combater a concorrência dos comerciantes britânicos. A sede desta firma foi posteriormente transferida para Calcutá, residência do governador geral da Índia, e quando a sociedade foi dissolvida em 1827, após a morte do ouvidor, era governador geral Lord Amherst. Na análise da personalidade de Lord Amherst não se poderá deixar de mencionar que na viagem de retorno, que também foi muito atríbulada, com o afundamento do seu navio, o Alceste, ele teve de mudar de navio e conheceu uma alteração de rota, aportando em S.ta Helena, onde aproveitou para visitar Napoleão, com quem teve vários encontros. Durante a sua governadoria, em 1826, foi fundada na Birmânia a cidade de Earl Amherst, em sua honra. Depois do seu regresso da Índia, retirou-se para a sua quinta, onde residiu até ao seu falecimento, quase 30 anos depois. Bibliografia: PINTO, Carlos Lipari Garcia, Macau Oitocentista e o Impacto da Fundação de Hong Kong, (Macau, 1994, policopiado); RIDE, Lindsay; RIDE, May, An East Company Cemetery. Protestant Burials in Macao, (Hong Kong, 1996).

1822

No dia 22 de Janeiro de 1822, o Leal Senado de Macau enviou a D. João VI uma extensa e interessante “representação” em que, juntamente com a proposta dum novo sistema de administração, se continham copiosas notícias da história deste estabelecimento. Consta que esta representação era da autoria de João Baptista de Miranda e Lima, não tendo sido arquivada no Senado por os indivíduos que o compunham, pelo facto de terem sido depostos pelos acontecimentos deste ano, se terem recusado a dar conhecimento dela aos que os substituíram. (Cfr. França, Bento da - Macau e os seus Habitantes. Relações com Timor. Lisboa, Imprensa Nacional, 1897, pp. 155-156).

1842

No dia 22 de Janeiro de 1842, Fr. Miguel Navarro, franciscano espanhol, fixa-se em Hong Kong. É o primeiro padre católico residente naquela colónia britânica. A 3 de Março seguinte juntar-se-lhe-iam Fr. José, outros padres, e seminaristas enviados por Macau.

1848

No dia 22 de Janeiro 1848, faleceu nesta cidade com 66 anos de idade o “gracioso” poeta macaense José Baptista de Miranda e Lima, autor dos poemas “Philomena Invicta”, “Eustáquio Magnânimo”, “Desengano”, “Alectorea” ou “Poema das Galinhas” e outras produções. Da terceira geração da família macaense 'Lima' de Macau, nasceu na Sé a 10 de Novembro de 1782, foi professo rde gramática portuguesa e latina no Colégio de S. José. Foi eleito procurador do Senado em 1839 e 1844 foi eleito presidente da Assembleia Geral do Montepio Geral de Macau, acabado de instalar. Foi almotacé da Câmara em 1805 e juiz ordinário da mesma Câmara em 1830.

1857

No dia 22 de Janeiro de 1857, provisão do Bispo D. Jerónimo José da Mata, reorganizando o Recolhimento de Santa Rosa de Lima para a educação de meninas pobres, anexando-o ao Mosteiro de Santa Clara de acordo com o Decreto anterior. (Cfr. esta Cronologia…, 1856, Outubro, 2). No dia 19 de Fevereiro de 1857, Projecto de Regulamento para o governo administrativo-económico do Recolhimento de Santa Rosa de Lima, após união com o Mosteiro de Santa Clara desta cidade de Macau, como já se disse.

1864

No dia 22 de Janeiro de 1864, faleceu D. João Xavier de Sousa, Superior do Convento de São Domingos, professor de teologia e filosofia, Comendador da Ordem de Cristo, Bispo eleito de Malaca e Deputado às Cortes. A Chronica de Macau de 1836 publicou alguns artigos seus.

1900

João Eleutério de Almeida faleceu em S. Lourenço a 22 de Janeiro de 1900. É da quarta geração da família macaense 'Almeida' de Macau, filho do Capitão João Lourenço de Almeida, nasceu em 1823. Negociante, proprietário e um dos 40 maiores contribuintes de Macau no ano de 1871. Sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), fundada em 1871.

1928

No dia 8 de Agosto de 1928, foi iniciado o concurso para arrematação em hasta pública, no Senado, do exclusivo do Serviço de abastecimento de água potável à cidade de Macau. Só em 22 de Janeiro de 1930 é constituída a Companhia das Águas de Macau, S.A.R.L. e em 4 de Junho de 1932 é assinado o contrato do exclusivo entre a C.A.M., S.A.R.L e o Leal Senado. (Cfr. Silva, Beatriz Basto de, Cronologia da História de Macau, Vol. III, 1935, Julho, 15).

1937

No dia 22 de Janeiro de 1937, Afonso da Veiga Cardoso terminou o mandato de Comandante Militar e Administrador do Concelho das Ilhas.

1948

Anunciado já na Imprensa de Hong Kong a 14 de Dezembro de 1947, é assinado em Cantão em Janeiro de 1948, entre as autoridades chinesas e portuguesas de Macau o acordo do arroz segundo o qual o Governo de Kuangtung forneceria arroz a Macau, cessando a ameaça anterior de bloqueio económico. A concessão desse benefício teve carácter exclusivo, já que o mesmo não se deu com Hong Kong, e provou publicamente as boas relações de vizinhança entre Cantão e Macau. Isto, nas vésperas do ataque e incêndio da população ao consulado britânico na Ilha de Chamin, já mencionado.

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