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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic

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1520

No dia 23 de Janeiro de 1520, voltando a Malaca, Jorge Álvares distinguiu-se na defesa da cidade. Entretanto, com as delongas do cerimonial chinês, só então Tomé Pires parte de Cantão, levando 3 navios de remo, à maneira de fustas, com toldos de seda, a caminho da Corte, depois de demorada estadia em Nanquim. Sobre Tomé Pires, diz João de Barros, que “posto não era de tanta qualidade, por ser boticário, e servir na Índia de escolher as drogas de botica que vinham para o reino, para aquele negócio era o mais hábil e apto que poderia ser, porque além de ter pessoa, e natural discrição com letras, segundo sua faculdade, era largo de condição e aprazível em negociar, mui curioso de inquirir e saber as coisas, e tinha um espírito vivo para todos”. Os portugueses são denegridos junto do Imperador da China pelo ex-régulo e queixoso embaixador mouro de Malaca. Receando que nós quiséssemos também apoderar-nos da China, como fizemos com a Índia, o Imperador não recebeu logo Tomé Pires, que chegou a Pequim a 11 de Janeiro de 1521. Enquanto o cerimonial se prolongava, o Imperador morreu. (Cfr.Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, 1521, Janeiro, 18). O embaixador e alguns companheiros foram presos e maltratados (Cfr. Carta de Cristóvão Vieira in Raffaela d’Intino, Enformação das Cousas da China, Textos do Século XVI, Lisboa, INCM, 1989, p. 10 e seguintes) (Cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, 1521, Maio, 22).

1575

A Diocese de Macau foi criada em 23 de Janeiro de 1575, através da Bula Papal Super specula militantis Ecclesiae concedida pelo Pontíficie Gregório XIII (1572-1585). Em consequência do crescimento de cristãos, nomeadamente, católicos, as paróquias foram aparecendo, sob a protecção religiosa de um santo. A criação das mesmas seguiu o ritmo de estabelecimento dos portugueses na península de Macau. A Diocese dessa cidade tem seis paróquias, cinco na cidade e uma na ilha da Taipa. A primeira zona a ser ocupada em Macau foi a do sul, logo seguida pela área do porto interior e a zona do porto exterior. Os territórios do norte, campos que ao longo dos tempos se transformaram em zonas habitacionais, foram a penúltima paróquia a ser criada. Já no século XIX, surgiu a Paróquia da Ilha da Taipa. –Paróquias de Macau. – 1. A Paróquia de S. Lourenço, cuja igreja foi construída entre 1558-1560 e reconstruída em 1618 (através de donativos da comunidade católica), 1768, 1846 e 1898. Funciona normalmente com um padre e três vigários apostólicos. 2. A Paróquia de Santo António teve a sua igreja construída antes de 1565 e foi alvo de sucessivas reconstruções em 1610, 1809, 1875 e 1930. A primitiva igreja era de madeira e outros materiais perecíveis. Funciona comum padre e quatro vigários apostólicos. 3. A Paróquia de S. Lázaro ou Nossa Senhora da Esperança, com a sua igreja construída em 1568 e reconstruída em 1885, funciona com um padre e três vigários apostólicos. 4. A Paróquia da Sé Catedral ou Natividade de Nossa Senhora, cujo templo foi construído antes de 1576, reconstruído em 1623 e 1850. É a sede da Diocese, residência episcopal e funciona com um padre, neste caso, Bispo e com quatro vigários apostólicos. 5. A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima teve a sua igreja construída em 1929 e reconstruída em 1967. Funciona com um padre e dois vigários apostólicos. 6. A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na Taipa, foi erigida aquando da construção da sua igreja em 1885, alvo de obras de reconstrução em 1985, funciona comum padre e um vigário apostólico. [A.N.M.] Bibliografia: CARMO, António, A Igreja Católica em Macaue na China, no Contexto do Sudeste Asiático. (Macau, 1997); LJUNGSTEDT, Anders, Um Esboço Histórico dos Estabelecimentos dos Portugueses e da Igreja Católica Romana e das Missões na China, (Macau, 1999).

1576

No dia 23 de Janeiro de 1576, Gregório XIII, pela bula Super Specula Militantis Ecclesiae, erigiu o bispado português de Macau, com jurisdição em toda a China, Japão, Coreia, Tartária, Sião, Tonquim e ilhas adjacentes, sendo Bispo-Governador D. Belchior Carneiro Leitão, da Companhia de Jesus, Bispo tutelar de Niceia e Patriarca da Etiópia. D. Belchior fundou a Santa Casa da Misericórdia em Macau (v. Seabra, Leonor Diaz de, A Misericórdia De Macau (Séculos XVI a XIX). Irmandade, Poder E Caridade Na Idade Do Comércio. Ed. Universidade de Macau / Universidade do Porto. Macau, 2011, p. 48 e seguintes) e faleceu nesta cidade, em 19 de Agosto de 1583, sendo sepultado na igreja de S. Paulo, no centro da capela-mor. Por esta bula foi também elevada à dignidade de Sé Catedral uma igreja com o nome de Santa Maria, que já estava fundada e erecta de há muito, mas que não é a presente Sé Catedral. O 1.º Bispo da nova Diocese, porém, foi D. Leonardo de Sá, da Ordem de Cristo e a 1.ª Catedral pensava-se tradicionalmente ter sido a Igreja antiga de S. Lázaro (ermida de Nossa Sra. da Esperança), mas a lógica e a falta de provas fizeram abandonar a ideia.

1587

No início do século XIII, Domingos de Gusmão fundou uma ordem religiosa e minentemente apostólica: a Ordem dos Pregadores, uma dádivado Espírito Santo à Igreja, ao serviço da evangelização dos povos. Imitando os apóstolos na pobreza e na pregação itinerante, São Domingos de Gusmão e os seus frades consagraram-se ao ministério da Palavra, anúncio da salvação. O frade pregador deve ir pregar o evangelho por toda a parte. Não deve esperar que venham até ele. Esta projecção apostólico-missionária marca de tal modo o estilo e a especificidade da vida dominicana que a expansão da ordem dos Pregadores correspondeu, desde o seu início, ao fervor missionário dos seus religiosos. O ideal que Domingos não logrou desenvolver pessoalmente no serviço missionário a todas as igrejas e a todos os povos, conseguiu, porém,incutir maravilhosamente nos seus filhos, discípulos e sucessores. Cinco anos após a confirmação da sua ordem por Honório III, os frades pregadores, movidos pela sua vocação apostólica, haviam-se espalhado por toda a Europa e, em finais do século XIII, já havia sido erigida a Congregação dos Irmãos Peregrinos, exclusivamente dedicada à evangelização das gentes, cujo campo de acção iria ser o Oriente (Próximo e Extremo) e a África. Antes do final da Idade Média, em meados do século XIV, surge um novo movimento missionário de grande importância, em direcção aos países do Extremo Oriente, entre os dominicanos portugueses, que, seguindo a rota dos exploradores de Portugal, expandiram o seu campo missionário pelos mapas de África, da Índia, de Ceilão, de Malaca, …, tendo estabelecido a sua sede central em Goa.Trata-se da Congregação da Santa Cruz das Índias Orientais, que nos traz à memória a Congregação dos Irmãos Peregrinos de finais do século XIII, e prenuncia o que virá a ser a Província Missionáriade Nossa Senhora do Rosário. Esta Província nasceu em 1587 e tinha como vocação específica a evangelização da China e dos povos vizinhos. Por destino histórico, Manila veio a tornar-se o centro das suas operações apostólicas, e as Ilhas Filipinas, a China, o Japão, o Vietname e a Formosa os campos da sua itinerância evangélica durante quatrocentos anos. – I.Dominica nos: de Acapulco a Macau. Estava-se na segunda quinzena de Agosto de 1587. O patacho San Martín, após cinco meses de travessia pelo Pacífico, aproximava-se de Macau, seu porto de destino, quando foi surpreendido for um forte temporal e arremessado para a costa da China, tendo ficado completamente destruído. Salvaram-se tripulantes e passageiros, entre os quais se encontravam três dominicanos espanhóis: os padres Antonio Arcediano, Alonso Delgado e Bartolomé López,que íam acaminho de Macau na esperança de ali encontrarem porta aberta para iniciarem o seu apostolado na evangelização da China. Os frágeis náufragos foram acolhidos por um chinês gentil, rico em bens de fortuna e em virtudes naturais, que os recebeu generosamente e lhes ofereceu inclusivamente os seus bons préstimos para interceder perante o vice-rei chinês no sentido de este lhes permitir que se estabelecessem na China e pregassem o evangelho. Tendo aceitado a oferta, e enquanto eram feitas as diligências necessárias para obter a autorização do vice-rei, os frades e os seus companheiros de naufrágio dirigiram-se para Macau, tendo chegado à colónia lusitana a 1 de Setembro de 1587. Os 15 dominicanos, que formavam o núcleo central de uma nova fundação missionária consagrada à evangelização da China e reinos vizinhos, foram mais afortunados na travessia do Pacífico. Saíram de Acapulco, no México, no dia 6 de Abril de 1587 e chegaram a Cavite, nas Filipinas, a 22 de Julho e, três dias depois, a Manila, onde foram fraternalmente recebidos pelo seu irmão na religião, o excelentíssimo Padre D. Domingo Salazar, O.P., pri- meiro bispo das Filipinas. Os três dominicanos que haviam saído de Acapulco com destino a Macau a 3 de Abril constituíam a guarda-avançada desta nova fundação missionária que procurava, na colónia lusitana da China, um porto seguro deligação entre Manila e a China e uma base estável com vista à expansão do seu apostolado na China continental. –II.Dominica nos em Macau. Os frades de São Domingos foram recebidos em Macau pelos padres agostinhos que, praticamente só um ano antes (1 de Nov. de 1586), haviam logrado fundar um convento que lhes franqueasse a entrada na China. Na ausência do bispo, D. Leonardo de Sá, que se encontrava por aquela altura em Goa, o Provisor da diocese favoreceu os dominicanos com adoação de umas casas onde puderam alojar-se imediatamente. As cláusulas desta doação determinavam que a nova igreja levasse a advocação de Nossa Senhora do Rosário e que os frades se comprometessem a rezar anualmente as três missas do Natal em intenção do ofertante. Os frades aceitaram ao ferta a 16 de Outubro e, oito dias mais tarde, ambas as partes assinavam o contrato. Esta fundação de Macau foi oficialmente reconhecida Província no Primeiro Capítulo celebrado em Manila a 10 de Junho de 1588, tendo o padre Antonio Arcediano sido instituído vigário da casa de Macau, para a qual foram designados os padres Alonso Delgado e Bartolomé López. Esta recepção por parte do governo lusitano provocou principalmente oposição e resistência. Mal foi conhecida a chegada dos náufragos castelhanos, brotaram em força na colónia os já tradicionais receios que os portugueses alimentavam em relação aos espanhóis e começaram de imediato a organizar-se reuniões do Conselho da cidade para decidir a sorte dos três dominicanos e dos seus companheiros de viagem. Os mais exaltados pediam a expulsão destes sem demora, enquanto que a maioria propunha que o caso fosse enviado para o Vice-Rei da Índia, cuja decisão seria acatada. As medidas que foram tomadas em relação a este assunto tão espinhoso foram de tal modo rápidas que, em Março do ano seguinte (1588), chegavam a Macau as cartas do Vice-Rei português da Índia, nas quais se dispunha que os frades de São Domingos e os seus companheiros de naufrágio, por serem castelhanos, fossem desterrados para Goa, sem que lhes fosse permitido viajarem até Manila. Era também estabelecido que as propriedades dos religiosos fossem entregues aos dominicanos portugueses da Congregação da Santa Cruz das Índias. Assim terminavam as primeiras tentativas dos dominicanos espanhóis para fundarem uma missão em Macau. Todavia, nem tudo foi fracasso. Deixaram em Macau a sua pequena igreja de madeira dedicada à Virgem do Rosário, o seu singelo convento e os rudimentos de uma escola de Gramática. E, zelando por este pequeno tesouro até à chegada dos dominicanos portugueses, ali ficava o Padre António de Santa Maria, mestiço sino-português, sacerdote secular que, atraído pela austeridade da vida monástica e pelo zelo apostólico dos dominicanos, se havia incorporado na comunidade, tendo recebido, graçasàhabi- lidade do padre Arcediano, o hábito dos frades pregadores. – III. Dominicanos e a Procuração das Missões em Macau. A fundação da Procuração das Missões Dominicanas em Macau coincide com a restauração das missões na China. Com o martírio do bispo Pedro M. Sanz, a 26 de Maio de 1747, e o dos padres Serrado, Alcober Díaz y Royo, a 28 de Outubro do ano seguinte, a perseguição havia terminado com o apostolado dos dominicanos espanhóis na China. Restava apenas na missão o infatigável e heróico padre Juan Fung de Santa María, dominicano chinês, o qual pedia com insistência, na sua correspondência com os superiores de Manila, o envio de novos operários evangélicos. Devido à perseguição, a restauração da missão teve de esperar até 1753, ano em que foram destinados à China os padres espanhóis DiegoTerradillos e Domingo Castanedo e os padres chineses Pedro Nien de Santo Domingo e Simon Lo del Rosario. Saíram de Manila a 10 de Janeiro de 1753, chegando a Macau a 28 dos mesmos mês e ano. Os quatro novos missionários conseguiram entrar na missão de Fujian a partir da colónia lusitana, por diversas vias e em diferentes datas no ano seguinte, apesar da apertada vigilância das autoridades chinesas para impedir a todo o custo a entrada de estrangeiros na China. O segundo reforço, também de quatro missionários, chegou a Macau a 14 de Novembro de 1754. Tratava-se dos padres Manuel Díaz, Antonio Lotranco, Pedro Feliu e Vicente Ausina, este último com o Procurador das Missões. A restauração da missão pedia também uma casa-procuração onde pudesse receber os novos missionários, atender os doentes e acolher os desterrados em caso de perseguição. Esta fundação era tão necessária e urgente que o próprio Mestre Geraldos Dominicanos, padre Boxadors, em documento oficial de 13 de Dezembro de 1757, orde nava a fundação da Procuração dos Dominicanos em Macau, onde deveria de imediato residiro Procurador das Missões da Provínciade Nossa Senhorado Rosário, sem que qualquer autoridade,incluindo a do Provincial, pudesse retirar-lhe as funções sem prévia nomeação de um substituto. Esta ordenação do Mestre Geral foi cumprimentada pelo Capítulo Provincialde Manilade 1759, que instituíu o padre Vicente Ausina Procuradordas Missões Dominicanasda Chinaede Tonquim (Vietname), com residência no convento dos dominicanos portugueses de Macau. As primeiras medidas toma das pelo Procuradordas Missões Dominicanas tiveram por objectivo a compra de locais apropriados para o desempenho das suas funções. Comprou primeiro – desconhece-se a data – a casa do falecido cónego Manuel José Caldeira, situada junto da Igreja-Catedral e, em 1760, algumas vivendas situadas em frente da porta traseira do convento de São Domingos. Os cinco procuradores que lhe sucederam nas funções até ao final do século, aproveitando as possibilidades de entrada de missionários na China que Macau lhes oferecia, apesar do rigor da perseguição, conseguiram manter, em média, oito missionários na missão de Fujian 福建e um número ainda maior na deTonquim. Durante a sua permanência em Macau, foram bem acolhidos pelos seus irmãos dominicanos portugueses e não lhes foram impostas quaisquer restrições por parte das autoridades, quer civis quer eclesiásticas, até 1778, ano em que D. Alexandre da Silva Guimarães, Bispo-Governador de Macau, expulsouo procurador dos dominicanos, padre Antonio Robles. Já antes de ser governador, e em virtude dos poderes do Padroado de Portugal, o bispo Alexandre havia proibido a entrada de missionários estrangeiros que não houvessem previamente jurado fidelidade ao rei de Portugal e ao arcebispo de Goa. Esta disposição afectava principalmente os procuradores da Propaganda, das Missões Estrangeiras de Parise das Missões Dominicanas. O padre Robles negou-se a prestar tal juramento e, por esse motivo, foi expulso da colónia lusitana. A 8 de Março de 1778, antes de partir para Manila,o padre Robles entregou a administração dos negócios da Procuração ao irmão franciscano Martín Paláu. A 1 de Janeiro de 1781 chegou a Macau o padre José Lavilla, que exerceu as funções de procurador durante três anos. As disposições relativas ao juramento de fidelidade ao rei de Portugal continuavam em vigor, apesar da partida do bispo Alexandre para Lisboa em 1780, e o padre Lavilla, homem de carácter forte, não tendo nunca conseguido entender-se com os portugueses, voltou para Manila em Maio de 1784. Entretanto, o rei de Espanha havia encarregado um embaixador em Lisboa de negociar com o Governo português a autorização de residência em Macau para os procuradores dos religiosos espanhóis e de passagem para a China para os missionários. Esta intervenção do embaixador de Espanha teve como resultado a promulgação em Lisboa de novas disposições favoráveis à petição da Corte de Madrid, mediante as quais era concedido aos missionários espanhóis, semque, para tal, fossem obrigados a prestar juramento de fidelidade à Coroa de Portugal, o direito de residência em Macau e de passagem para a China. Em Outubro de 1786, o padre Manuel Corripío partiu de Manila para Macau com ano meação de Procurador das Missões. Levava consigo a autorização dogovernador de Manila e a promessa de residência por parte do de Macau, transmitida a Manila pelo irmão franciscano Martín Paláu. Com a chegada do padre Corripío à colónia lusitana,começouasegundaetapadahistóriadaPro- curaçãodos Dominicanos em Macau que se prolongou até 1861. A casa-procuração, independente do conventodos dominicanosp ortugueses, estava agora situada por trás do Seminário de São José, na praceta que fica defronte da igreja de Santo Agostinho. Os treze procuradores que serviram as missões da China e de Tonquim durante este meio século viram-se obrigados a limitar o seu trabalho de procura dores ao envio de ajuda material às missões do interior, uma vez que, devido às perseguições e à muita vigilância de portos e fronteiras, foram muito poucos os missionários vindos de Manila que chegaram a Macau a caminho das missões. Dedicaram um esforço especial à recolha de fundos, através de obras pias e dedonativos, para custear os gastos da formação de catequistas e para a fundação dos seminários de Kesen, de Amoy (Xiamen廈門) e de Fuzhou 福州. Os frutos de tantos trabalhos não tardaram em chegar, pois, em 1832, havia já sete sacerdotes que tinham feito os seus estudos no seminário de Santa Cruz de Kesen e, em 1860, o número de sacerdotes chineses na igreja de Fujian福建ultrapassava os 20. Concluímos esta informação sobre a Procuração das Missões Dominicanas em Macau com a lembrança nos tálgica de dois acontecimentos: a consagração de um bispo dominicano e a sepultura de outro. Na primavera de 1792 chegou a Macau, a caminho da missão da China, o padre Roque Carpena. Onze anos depois, altura em que era bispo de Macau o franciscano D. Manuel de S. Galdino, aquele vol- tava à mesma cidade para ser consagrado bispo de Fujian福建, a 23 de Janeirode 1803. Nopresbitério, diantedoaltar-mórda Igrejade São Domingos, des- cansam os restos mortais do excelentíssimo Padre Tomas Badia. Missionário na China durante dez anos, foi, em 1834, consagrado em Singapura bispo-auxiliar do Arcebispo de Manila, o agostinho Seguí. De saúde delicada, faleceu a 1 de Setembro de 1844, aos 33 a nos deidade, em Macau, onde esperava notificação oficial, por parte da Corte de Madrid, da sua nomeação para Manila. No enterro foram-lhe concedidas honras de realeza, tendo assistido aos funerais o Governador e o Senado, o enviado da China e a sua comitiva, os senhores bispos Borja e Mata, ocleroda cidade e uma grande multidão de fiéis. [A.S.] Bibliografia: FERRANDO, Juan, O.P., Historia de los PP. Do- minicosenlasIslasFilipinas,Japón,Chinas,Tung-KínyFormosa, (Madrid, 1871); GONZALEZ, José Maria, O.P., Historia de las Misiones Dominicanas en China, (Madrid, 1962); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, vol. III, (Macau, 1957- 1961).

1723

No dia 23 de Janeiro de 1723, chegou ao Senado a chapa da participação da morte do Imperador, por cujo motivo se fizeram nas fortalezas e navios tiros de ampulheta por tempo de 24 horas, vestindo-se de luto, por tempo de 3 meses, as autoridades públicas, militares e oficiais de justiça.

1731

No dia 23 de Janeiro de 1731, o Governador ordena ao Senado que exclua os navios estrangeiros do porto de Macau, e do seu comércio.

1733

No dia 23 de Janeiro de 1733, o Governador e Capitão-Geral António de Amaral Meneses, depois de consultados os Bispos de Pequim, Fr. Francisco; de Nanquim, Fr. Manuel de Jesus Maria; de Uranópolis, D. Fr. Eugénio Trigueiros; e de Macau, D. João do Casal, ordenou ao Senado que excluísse o comércio e a frequência deste porto aos navios estrangeiros. O Senado tinha concordado com a decisão dos chineses de transferir o comércio estrangeiro de Cantão para Macau, por entender que isso viria fomentar a prosperidade da Colónia, cujo comércio se encontrava decadente. O Governador, ou por se sentir afrontado pelo facto de não ter sido consultado pelo Senado acerca desta resolução, ou porque receava que a Colónia fosse usurpada pelos estrangeiros, quis que o Senado alterasse a sua decisão, obtendo para este fim os pareceres, por escrito, dos quatro bispos que objectaram contra a vinda dos estrangeiros com o receio de que os mesmos viessem corromper os costumes.

1733

Em 1732, tendo notícia de que o V. Rei de Cantão vinha “a esta Cidade a sondar os Rios e concluir a pertenção de mudar o comercio estrangeiro a este Porto”, o governador António de Amaral e Meneses mandou a seguinte consulta aos Bispos de Macau, Pequim e Nanquim: “Se é ou não conveniente admitir os barcos estrangeiros no porto de Macau ou na Taipa”. “Se julgando-se não lhe convir, que meios se deve excogitar para mais acertado, visto que ja o Senado da Camará determinou a que viessem os mencionados barcos, obrigando-se ao exame delles”. Se, apesar da jurisdição outorgada pelo rei ao Senado sobre o governo político e económico de Macau, poderia ou não o governador resolver esse negócio, “visto o Senado da Camará se haver tão independente em o consultar sem o fazer sabedor”. Vistas resumidamente, as opiniões foram desencorajadoras: D. Fr. Francisco da Purificação, O.E.S.A., Bispo de Pequim, responde, a 22 de Fevereiro de 1733: “Se o Imperador quer o negocio, porque não o conserva em Cantão? Se o não quer, porque o não proibe totalmente? O facto é que ele quer o útil, mas não o oneroso. O útil é a prata que recolhe, o oneroso, as liberdades que tomam os europeus e quiçá a de sujeitar a terra. Se é esta a causa de excluir o comercio de Cantão, a mesma vale para Macau, pois aqui as liberdades serão maiores”. O Bispo de Nanquim, D. Fr. Manuel de Jesus Maria, O.F.M., em resposta a 23 de Janeiro de 1733: ...“Não convém ao serviço d’El-rei, porque hão-de vir para ca milhares de oficiais e tratantes e uma multidão de Mandarins e na sua costumada comitiva grande quantidade de gente de tribunal mais e muitos centenares e talvez milhares de soldados... e que males, que insolências e que vexações não intentarão como costumam contra os seus moradores? E se o Imperador quiser expulsar os portugueses de Macau, como se lhe poderá resistir somente com o Presidio de cento e tantos soldados pagos”? [...] “E a cobiça de tantos milhares de europeus não quererá arrebatar-nos a cidade?” D. João do Casal, Bispo de Macau, responde a 21 de Janeiro: “Será contra o serviço de Elrey meu Snr. porque tendo guerra com Portugal qualquer das nações comerciantes com facilidade se apossara de Macau e por ser esta Cidade praça pela maior parte aberta com pouca gente para se defender, com oitenta soldados para defença de três fortalezas grandes, duas pequenas e um baluarte; e quantas nações frequentam este comercio suspiram pelo senhorio de Macau, pelo qual davam milhares de patacas aos chinas; servirão de valhacouto de homens mal procedidos, escravos que levarão não será contra a conservação de Macau...” Perante as opiniões dos Bispos de Macau, Pequim e Nanquim, homens doutos e de larga experiência, e de acordo com as ordens do Vice-Rei da Índia, D. Pedro Mascarenhas, Conde de Sandomil (1732-1741), o Senado acabou por rejeitar a proposta da concentração do comércio em Macau.

1733

O Bispo de Nanquim, D. Fr. Manuel de Jesus Maria, O.F.M., em resposta a 23 de Janeiro de 1733: ...“Não convém ao serviço d’El-rei, porque hão-de vir para ca milhares de oficiais e tratantes e uma multidão de Mandarins e na sua costumada comitiva grande quantidade de gente de tribunal mais e muitos centenares e talvez milhares de soldados... e que males, que insolências e que vexações não intentarão como costumam contra os seus moradores? E se o Imperador quiser expulsar os portugueses de Macau, como se lhe poderá resistir somente com o Presidio de cento e tantos soldados pagos”? [...] “E a cobiça de tantos milhares de europeus não quererá arrebatar-nos a cidade?”

1811

CALDEIRA, CARLOS JOSÉ (1811-1882). Nasceu em Lisboa no dia 23 de Janeiro de 1811, filho natural do desembargador José Vicente Caldeira de Casal Ribeiro e meio-irmão do conde de Casal Ribeiro, José Maria Casal Ribeiro (ministro da Fazenda em 1859 e dos Negócios Estrangeiros em 1860). Casou com Gertrudes da Conceição Caldeira e depois com Maria Maximiana da Madre de Deus Silva. Carlos José Caldeira frequentou a Academia Real de Marinha e desempenhou os cargos de Chefe da Repartição de Estatística do Ministério das Obras Públicas e de Inspector das Alfândegas. Homem dedicado às letras, distinguiu-se como escritor e jornalista, tendo colaborado no Diário de Notícias, Jornal do Comércio, Arquivo Pitoresco, Correio da Europa, Arquivo Universal, Ilustração Luso-Brasileira, Ocidente e Revista Peninsular. Das obras que nos deixou, contam-se, entre outras, Considerações Sobre o Estado das Missões e da Religião na China (1851) e Apontamentos de uma Viagem de Lisboa à China, e da China a Lisboa (1852- 1853). Esta última obra, dividida em dois volumes, resultou da viagem que realizou à China, quando contava cerca de 40 anos de idade. Partiu em Julho de 1850 com destino a Macau, numa viagem que durou 50 dias, e permaneceu no Oriente até finais de 1851. Os seus Apontamentos são, ainda hoje, uma obra de consulta obrigatória para todos aqueles que se dedicam ao estudo de Macau oitocentista, traçando um interessante retrato sobre aquela cidade e apresentando vivas descrições e profundas reflexões sobre outros espaços onde se fazia sentir a presença portuguesa, quer no Oriente quer em África. Permaneceu no Oriente durante dezasseis meses. Para além de ter conhecido Macau e os seus arredores, visitou também Cantão e vários portos do sul da China, até Xangai. Durante a sua permanência em Macau, Carlos José Caldeira colaborou na redacção do Boletim Oficial do Governo de Macau, acompanhando de perto a actividade governativa de Francisco António Gonçalves Cardoso, por quem manifestou profunda simpatia pessoal e admiração política. O nome de Carlos José Caldeira encontra-se ainda associado ao debate iniciado, em grande medida, por D. Sinibaldo de Mas, em torno do iberismo, o qual teve os seus adeptos em Portugal: Latino Coelho, Albano Coutinho e, também, Carlos José Caldeira. Existem referências de que Carlos José Caldeira, o seu primo Jerónimo José da Mata, bispo de Macau, D. Sinibaldo de Mas, embaixador de Espanha na China, Frei João Ferrando, procurador das missões espanholas, e Frei José Foixó, se encontraram várias vezes em Macau, aproveitando para debater a questão da União Ibérica. Acabaram por ir mais longe, projectando criar uma associação de propaganda ibérica na Península, logo que regressassem à Europa. Para José Caldeira este regresso concretizou-se em meados de 1852, cerca de dois anos depois de ter partido. Carlos José Caldeira faleceu em Chelas no dia 30 de Novembro de 1882. Bibliografia: CALDEIRA, Carlos José, Macau em 1850, (Lisboa, 1997); Alfredo Gomes, “A Diplomacia ou a Guerra”, in MacaU (Macau), n.° 37, (Macau, 1995), pp.22-26; DIAS, Alfredo Gomes, “Conquistadores Aposentados…”, in Macau, n.° 74 (Macau, 1998), 1998, pp.116-118; ROCHA, Ilídio, “Um Português na Pista das Sociedades Secretas”, in História, n.° 119, (Lisboa, 1989), pp.21-28.

1840

No dia 23 de Janeiro de 1840, os súbditos britânicos expulsos da China desembarcam e passam a viver em Macau, o que desencadeou a reacção das autoridades chinesas, que se apresentaram, na pessoa do Tou-T’oi, a 31 do mesmo mês, na cidade portuguesa, dando um prazo de 5 dias para a limpar dos ingleses. O Governador Adrião Acácio da Silveira Pinto reuniu com o Senado e, na sequência da correspondência trocada com o Comandante H. Smith, da corveta Hyacinth, este acabou por retirar, o mesmo fazendo as forças chinesas estacionadas junto do Templo da Barra. Macau procurou, como em tantas outras vezes, estribar-se na neutralidade.

1840

Na sequência dos acontecimentos despoletados com a I Guerra do Ópio (1839-1842), a comunidade britânica presente em Cantão pediu ao Governador de Macau, Adrião Acácio da Silveira Pinto, para se refugiar na Cidade. Apesar da recusa inicial do Governador, os súbditos britânicos acabaram por desembarcar em Macau no dia 23 de Janeiro de 1840, onde passaram a residir. Contudo, a sua presença desencadeou o protesto das autoridades chinesas, protagonizado pelo Tao-tai (Daotai 道台), que a 31 de Janeiro visitou o Estabelecimento e comunicou ao Procurador dos Negócios Sínicos que, se os britânicos não saíssem de Macau no prazo de cinco dias, o comércio português seria suspenso, os chineses abandonariam a Cidade e seria utilizada a força para expulsar a comunidade britânica. No dia 1 de Fevereiro esta ameaça era confirmada através de uma proclamação imperial onde se anunciava novamente a intenção de cercar e prender os ingleses que se haviam fixado em Macau. Face ao agravar da situação, o Superintendente Britânico Charles Elliot requisitou ao Governador de Macau uma guarda para proteger a sua pessoa e os bens britânicos, pedido que foi recusado por Silveira Pinto. Na sequência desta recusa, a 4 de Fevereiro de 1840, as autoridades britânicas decidem enviar uma força naval, utilizando para o efeito a corveta Hyacinth, largada a partir da fragata Volage que se encontrava fundeada na rada de Macau. Seguiu-se uma troca de correspondência entre o Governador Silveira Pinto e o Capitão H. Smith, comandante dos navios britânicos, onde este justificava a actuação das suas forças com a necessidade de proteger as pessoas e os bens britânicas. Por seu lado, Silveira Pinto, sem se deixar intimidar pela demonstração de força britânica, responde ao comandante britânico de uma forma firme e decidida, chamando a atenção para as consequências que poderiam advir para a segurança da Cidade e exigindo a retirada da corveta Hyacinth. A corroborar a posição do Governador também o Leal Senado de Macau lavrou um protesto contra a acção invasora do porto de Macau, protesto que foi de imediato remetido ao capitão H. Smith e ao superintendente Charles Elliot. A troca de correspondência manteve-se e, finalmente, depois do Governador Silveira Pinto anunciar a retirada das forças chinesas que se encontravam estacionadas junto ao pagode da Barra, a corveta Hyacinth saiu do porto, tal como havia anteriormente prometido. Este curto episódio da entrada da corveta Hyacinth no porto de Macau, integrado no contexto da I Guerra do Ópio, é revelador da estratégia política da Grã-Bretanha no Império da China, mas permite simultaneamente perceber os contornos da política de neutralidade seguida pelas autoridades de Macau durante o conflito sino-britânico. Por outro lado, esta ocorrência não deixou de exaltar ainda mais os ânimos anti-britânicos já presentes no Estabelecimento, onde eram constantemente recordadas as tentativas de ocupação de Macau ocorridas no início de Oitocentos por parte das forças britânicas. A corveta Hyacinth, acompanhada pelos navios Lane, Louise e Enterprise foi ainda protagonista de uma intervenção militar contra forças chinesas junto aos limites de Macau, no dia 19 de Agosto de 1840. [A.G.D.]Bibliografia: DIAS, Alfredo Gomes, Macau e a I Guerra do Ópio, (Macau, 1993); GRAHAM, Gerald S., The China Station.War and Diplomacy (1830-1860) , (Oxford, 1978).

1856

No dia 1 de Fevereiro de 1856, naufragou, no baixio das Pratas, a galera portuguesa Jovem Idhap de José Vicente Jorge, a qual tinha largado, em 23 de Janeiro deste ano, de Manila para Macau, com 35 praças de tripulação, e passageiros - um chinês e outro filipino - e um rapazito filho de um dos marinheiros. Esta galera de 375 toneladas e 41 centésimos foi construída no ano de 1847 em Bordéus.

1876

No dia 23 de Janeiro de 1876, conforme publicação no n.º 52 do Boletim do Governo, aparece constituída a primeira “Associação dos Trabalhadores da Função Pública”, enumerando os sócios admitidos ao longo do ano (797 sócios). A notícia, na parte não oficial do Boletim, é assinada pelo delegado da direcção, Raphael das Dores. Trata-se da chamada “Associação dos Funcionários Públicos”.

1883

No dia 23 de Janeiro de 1883, o Mandarim Tso-Tang, por apelido Kou, ordenou, por Edital, às lojas e embarcações de arroz que não vendessem este cereal senão às vilas e lugares vizinhos de Macau e proibiu as somas ou juncos chineses de carregar arroz em grande porção para fora de Macau, a fim de evitar que ele viesse a cair em poder dos piratas.

1919

No dia 23 de Janeiro de 1919, foi aprovado por P.P. 18, desta data, o projecto de expropriação para a conclusão da Av. Almeida Ribeiro e sua ligação com a Praia Grande (77 360 Patacas; P.P. 82). Expropriação de vários prédios do Largo do Senado, Travessa do Roquete, Rua da Sé e Pátio da Sé. [Zona sensível, cenário, que assim se perde como tantos outros desde o princípio do século, dos primeiros tempos de Macau. Veja-se toda a zona da Palanchica, Tarrafeiro, R. de Santo António, encostas orientais da Fortaleza do Monte…, enfim, necessidades urbanísticas, que continuam a ser invocadas. Valham-nos os pintores, os postais antigos, a cartografia, às vezes a toponímia…]. (Arquivo Histórico de Macau- F.A.C., P. n.° 172 – S-E)

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