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1640

No dia 13 de Março de 1640, em vista da cidade se encontrar empenhada em perto de 400 000 taéis, os quais 200 000 de dívidas ao Japão, perto de 100 000 que tinha de pagar pelos moradores que faltaram ao pagamento e 40 000 que a cidade devia aos moradores, ficou resolvido que a fazenda real deveria entrar com parte do dinheiro para as despesas do envio dum representante ao Japão, para tratar da reabertura e conservação do comércio com esta cidade.

1640

Foi a 3 de Agosto de 1640. A perseguição ao Cristianismo no Japão estava no auge. No verão de 1636 tinha terminado a construção da ilhota de Dejima, que tinha por objectivo evitar o contacto dos portugueses com os Missionários clandestinos e com os cristãos japoneses. Quando, no Outono desse ano, as galeotas de D. Gonçalo da Silveira voltaram para Macau, transportavam como carga extra os filhos nascidos de casamentos mistos entre portugueses e japonesas. O Shogun Tokugawa Iemitsu invocava como motivo para este desterro desumano “que não restasse no Japão semente de Nambanjin”. Essa mentalidade do Shogun Tokugawa está na raiz da tragédia que põe fim às relações entre o Japão e Portugal, relações essas iniciadas em Tanegashima em 1543. Os Portugueses só estiveram em Dejima de 1636 a 1639. Neste ano, voltam para Macau, nas duas galeotas de Vasco Palha de Almeida, todos os portugueses residentes em Nagasáqui, bem como os capitães-mor que aí haviam ficado retidos aquando das últimas viagens. Com eles seguia igualmente a notícia do fim das relações comerciais entre Macau e Nagasáqui. A notícia causou profunda consternação em Macau; pensava-se que era a ruína da cidade. Procurando uma solução, no dia 13 de Março de 1640, o Conselho Geral decidiu enviar uma embaixa da para pedir ao governodo Japão que permitisse o recomeço do comércio. Sabiam que se tratava de um empreendimento que implicava risco devida, mas desconheciam até que ponto chegava a conta em que o Shogun tinha a sua própria autoridade, superior, segundo ele, a qualquer credo religioso. A embaixada deixou Macau a 22 de Junho e era composta por quatro embaixadores: Luiz Paes Pacheco, natural de Cochim, casado em Malaca, e que em 1626 fez a viagem para Nagasáqui com seis galeotas.Tinha 68 anos. Rodrigo Sanchez de Paredes, nascido em Tomar, casado em Macau; tinha dois filhos e uma filha religiosa em Santa Clara; 56 anos. Gonçalo Monteiro de Carvalho, 51 anos, nascido em Mesão Frio; tinha três filhos, um deles jesuíta, e quatro filhas, duas delas religiosas. Simão Vaz de Paiva, 53 anos, nascido em Lisboa e casado em Macau, com vários filhos. Destacou-se na defesa de Macau contra os holandeses em 1622 e estava muito ligado ao comércio com Nagasáqui, onde chegou a conviver intimamente com o governador Takenaka Unme que, em 1630, o havia enviado a Manila. Os embaixadores eram acompanhados por doze portugueses, incluindo o capitão do barco, Domingos Franco, três espanhóis e cerca de outros setenta e quatro, entre chineses, malabares, bengalis, etc.. Não levavam consigo quaisquer mercadorias, dado que o seu único objectivo era apresentar apetição da cidade de Macau. O barco entrou no porto de Nagasáqui a 6 de Julho; imediatamente foram levados para o “campo de concentração” que a ilha de Dejima constituía e, depois de diversos interrogatórios, os governadores de gasáqui, Baba Saburozaeon e Tsuge Heiemon, enviaram a Edo um mensageiro com os documentos da embaixada. O mensageiro deixou Nagasáqui a 11 de Julho e chegou a Edo a 21 do mesmo mês. Os Roju reuniram-se nesse mesmo dia e redigiram a resposta do Shogun, que foi enviada no dia seguinte para Nagasáqui. Os respectivos mensageiros chegaram a Nagasáqui, num tempo record, no dia 1 de Agosto. No dia 2 convocaram os embaixadores, bem como toda atripulação, eleram-lhes a sentença. Esta, assinada a 21 de Julho, depois de recordar-lhes como haviam sido expulsos por favorecerem a propagação do Cristianismo, com ordens para não voltarem, decretava que, agora, por haverem desrespeitado essa ordem, eram todos condenados à morte, excepto alguns que deveriam levar a notícia para Macau. E a estes voltou a ser repetida, com maior ênfase, a proibição de voltarem ao Japão. Assinavam o documento os sete Roju ou Conselheiros do Shogun: “Abe Bungono Kami, Ii Kamono Kami, Hotta Kagano Kami, Matsudaira Izu no Kami” (este havia sido general em chefe do exército do Shogun aquando da rebelião de Shimabara, 1637-1638), “Sakai Sanuki no Kami, Abe Tsushima no Kami e Doi Oi no Kami”. Depois de seleccionarem treze tripulantes para, num barco pequeno, levarem a notícia para Macau, enviaram-nos para o cárcere. Os embaixadores foram, inclusivamente, amarrados. Luiz Paes Pacheco protestou contra a afronta feita aos embaixadores, pessoas respeitadas em todo o mundo, não tendo porém obtido resposta. Nessa tarde, no cárcere, os intérpretes chegaram com uma mensagem da parte dos governadores, afirmando que seria poupada a vida àqueles que renegassem a religião cristã; nenhum deles aceitou porém a proposta. Passaram a noite a animarem-se uns aos outros e em oração. No dia 3 de Agosto, entre as seis e as sete da manhã, tiraram-nos do cárcere (provavelmente o cárcere de Cruz-machi), e levaram-nos, pelo mesmo caminho já percorrido por muitos outros mártires, até à colina Nishisaka. Chegaram cerca das 9 e dividiram-nos por grupos: no primeiro estavam os embaixadores, portugueses e espanhóis, no segundo os restantes condenados à morte, e no terceiro, num local algo elevado e afastado, os treze que voltaram para Macau. Havia quase tantos executores como vítimas. Perante uma grande multidão que, respeitosamente, contemplava o espectáculo, a um sinal, e quase em simultâneo, as cabeças rolaram. Um mesmo executor cortou as dos embaixadores. Os corpos foram levados até um pouco mais acima e, junto ao caminho de Urakami, foram sepultados num poço, sobre o qual foi levantado um túmulo de terra e pedras, sobre o qual colocaram um poste de madeira em que estava escrita a causa da morte. Este túmulo aí se manteve até à era de Meiji, e aparece indicado nos mapas de Nagasáqui de 1802. Aos treze que voltaram para Macau, levaram-nos a ver as cabeças expostas, segundo a tradição japonesa, para que as reconhecessem e insistiram para que contassem em Macau tudo o que ali haviam visto. Deixaram Nagasáqui num frágil barco à vela e a remos a 1 de Setembro e, ainda que tivessem enfrentado várias tempestades pelo caminho, chegaram a Macau a 20 do mesmo mês.Governava então interinamente como Vigário, Frei Bento de Cristo, que, em 1641, abriu o processo dos 61 executados em Nagasáqui, processo em que figuraram como testemunhas os treze indultados. No Arquivo Romano da Companhia de Jesus (ARSI) encontra-se um resumo desse processo. [D.Y.] Bibliografia: PIRES, Benjamin Videira, A Embaixada Mártir, (Macau, 1988).

1826

No dia 18 de Março de 1826, Mandarim Tso-Tang envia ao Procurador do Senado de Macau uma Chapa informando da prisão de um grupo de malfeitores chineses, que já mandou prender e enviar ao tribunal de Heung-Shan para serem julgados e punidos. O tremendo desacato (estragos, ferimentos, roubos), cometido em Macau por chineses a 13 deste mês, trouxe a esta cidade o Governador de Cantão, delegado do Vice-Rei, que pôde apreciar quando os agitadores desobedeceram aos meirinhos chineses, que se aquietaram perante as providências tomadas pelo Governador português. Isso levou-o a “batendo os pés de agastado diante de outros Mandarins”, dizer-lhes: “Volto para Cantão a participar ao Suntó (Vice-Rei) o acontecimento de hoje, levando a respeito do carácter dos portugueses ideia muito contrária à que lá me tinham dado deles; porque em vez de os encontrar coléricos e motores de desordem, acabo de observar que os Chinas é que fizeram o alvoroço quando quando os Portugueses estavam tranquilos e procuravam a boa ordem. É necessário - disse voltando-se para o Mandarim de Heung-Shan - que vós com toda a actividade prendais os réus do motim para serem rigorosamente castigados segundo as Leis”. Daí a informação com que se começa esta notícia.

1849

No dia 5 de Março de 1849, o Governador João Maria Ferreira do Amaral proibiu aos Hopus (alfândegas chinesas) desta cidade cobrarem quaisquer direitos às mercadorias exportadas de Macau para os portos da China, pedindo ao Vice-Rei de Cantão que mandasse retirar os funcionários chineses que exerciam os seus cargos em Macau, dentro do prazo de oito dias. Os Hopus exerciam a sua jurisdição superior no Hopu da Praia Grande e no da Praia Pequena, sítio hoje conhecido pelo Largo da Ponte e Horta e seus arredores. O da Praia Grande pouca importância tinha, mas o da Praia Pequena, conhecido por Hopu Grande tinha o prestígio da sua antiguidade e a força de muito poderio. Ferreira do Amaral faz publicar um edital sobre o fecho oficial do Hopu Grande na Praia Pequena. Quanto ao Hopu Pequeno já o tinha mandado deitar abaixo expulsando os seus agentes. A 13 deste mês encerrou a Alfândega. (Cfr. Wu Zhiliang, Segredos de Sobrevivência. O Sistema Político e o Desenvolvimento Político de Macau, pp. 193 a 212). No dia 12 de Março de 1849, não tendo o Vice-rei de Cantão ordenado a retirada dos funcionários dos Hopus, o Governador João Maria Ferreira do Amaral mandou pôr travessas na porta principal do Hopu, deixando abertas as outras, para uso dos que ali viviam e fez postar um piquete de soldados e uma canhoneira de mar, em frente do Hopu, para protegerem o desembarque de todas as mercadorias e víveres, acabando assim com o último vestígio da interferência chinesa na administração desta Colónia. No dia 13 de Março de 1849,O Governador João Maria Ferreira do Amaral ordenou à força pública que fizesse desaparecer todos os sinais da alfândega chinesa em Macau, ordem esta que foi cumprida, imediatamente.

1862

No dia 3 de Março de 1862, mandado proceder em Macau às cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I. Em 1862 (27 de Dezembro) procedeu-se igualmente à solenização do seu casamento. No dia 10 de Março do mesmo ano, bando para dar conhecimento aos habitantes de Macau sobre os festejos da Câmara, no dia 13 seguinte, a propósito da coroação de Sua Majestade o Senhor D. Luís I, com Sermões, Te-Deum na Sé e luminárias, levantando-se só por este dia o luto anterior (pelo falecimento de D. Pedro V).

1914

Pelo anúncio de 13 de Março de 1914, faz-se público que procederá à arrematação do exclusivo da lotaria 'Chim-pu-pio'.

1915

No dia 13 de Março de 1915, Camilo Pessanha profere no Grémio Militar uma conferência sobre 'Literatura Chinesa'. De recordar que o poeta português traduziu, com a ajuda, embora, de um letrado chinês, as Elegias Chinesas de Uang-Shau-Jon (1472-1528), também conhecido por Uang-po-an e por Uang-iang-ming, e cognominado Uan-ch'eng, um notável estadista, general, filósofo e poeta.

1955

O primeiro Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Edmund Ho Hau-wah (He Houhua 何厚鏵), nasceu em Macau a 13 de Março de 1955, sendo filho do comerciante Ho Yin. É casado e tem dois filhos: um rapaz e uma rapariga. Em 1969, com 14 anos de idade, foi estudar para o Canadá, onde se licenciou em Gestão de Empresas, na Universidade de York, Toronto, em 1978. Trabalhou no Canadá e, depois, em Hong Kong, em 1982. Em 1983, regressou a Macau e começou a dedicar-se à actividade comercial, tendo também exercido cargos políticos e participado em acções de carácter social e caritativo. Em 1986, Edmund Ho Hau-wah, foi eleito Vice-presidente da Associação Comercial, passando assim a integrar a delegação de Macau com assento na Conferência Política Consultiva do Povo Chinês. Dois anos depois, em 1988, foi eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa de Macau. No mesmo ano, foi nomeado deputado à Assembleia Nacional Popular da República Popular da China, passando a integrar o Comité Permanente dessa Assembleia, desde Março de 1993. Em 1988 desempenhou, ainda, o cargo de vice-presidente da Comissão da Redacção da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau, e, em 1989, o cargo de vice-presidente da Comissão Consultiva da Lei Básica da RAEM, em 1989, bem como o de vice-presidente da Comissão Preparatória da RAEM. A 15 de Maio de 1999, foi eleito pela Comissão de Selecção para o cargo de Chefe do Executivo da Região AdministrativaEspecial de Macau, e, no dia 24 do mesmo mês, foi oficialmente nomeado pelo Primeiro-ministro da República Popular da China, Zhu Rongji 朱鎔基. Tomou posse no dia 20 de Dezembro de 1999, durante a cerimónia da transferência de soberania de Macau para a China. Em 20 de Dezembro de 2004, foi novamente nomeado, pelo Conselho de Estado, para o cargo de Chefe do Executivo da RAEM. Terminou o seu segundo mandato a 20 de Dezembro de 2009, sendo substituído por Fernando Chui Sai On. A 13 deMarço de 2010 foi eleito vice-presidente da Comissão Nacional da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CNCPCPC). [L.D.S.]Bibliografia: CASTANHEIRA, José Pedro, Os últimos Cem Dias do Império, (Mem Martins, 2000); LIMA, Fernando, Macau: as Duas Transições, (Macau, 1999); LOPES, Gilberto, 'O Retorno da Família Ho', in Macau, 2.a ser., n.o 86, (Macau, Jun. 1999}, pp. 6-24; LOPES, Gilberto, 'Os novos Líderes de Macau', in Macau, 2.a ser., n. o 90, (Macau, Out. 1999), pp. 6-27; Páginas da Internet com indicações úteis sobre Edmund Ho: Portal do Governo da RAEM, http://www.safp.gov.mo, [Consulcao em Set. 2007 e em Dez. 2008].

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