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"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
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1601

No dia 27 de Setembro de 1601, aparece no horizonte litoral de Macau, pela primeira vez, o poder da armada holandesa: dois navios comandados pelo almirante J. Van Neck. Confrontos e novas aproximações, cada vez mais explícitas, mais poderosas, em 1603, 1604, 1607, além de ataques cerrados à navegação portuguesa nas águas que tinha de sulcar em negócio. (Cfr. Peter Mundy, The Trade of Peter Mundy in Europe and Asia 1608-1667, Cambridge, Hakluyt Society, 1907-1936, vol. III, parte II). O avistamento de navios holandeses, não necessariamente armados, já é referenciado em 1599, mas agora apresentam-se agressivos: Concretamente, trata-se das naus holandesas Amsterdam e Gouda e de um patachinho da esquadra do Almirante Jacob Van Neck. Era Capitão-Mor de Macau D. Paulo de Portugal. Traziam os holandeses 700 homens dos quais enviaram 7 a terra, num barco, sendo imediatamente capturados, assim como quatro peças de artilharia e outro material bélico. (Cfr. Pires, S. J. Padre Benjamim Videira. Taprobana e mais além … Presenças de Portugal na Ásia. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1995, p.233). No dia seguinte, mandaram os holandeses o patacho, que foi logo tomado com os seus 9 homens. D. Paulo pretendeu sair em perseguição das naus holandesas com seis navios de remo que armara, mas os navios holandeses fugiram, deixando os seus compatriotas, que foram supliciados e convertidos à fé católica. Dezassete prisioneiros foram executados. (Cfr. mesmo assunto, in: Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1603, Julho, 30).

1637

Em 1637, primeira viagem comercial dos ingleses à China. No dia 6 de Agosto de 1637, eleição de quatro adjuntos para tratarem com o Senado o modo como se deveria proceder com os ingleses que surgiram na barra de Macau com quatro naus.

1697

No dia 17 de Agosto de 1697, assumiu interinamente o governo de Macau, por curto tempo, Cosme Rodrigues de Carvalho e Sousa. No dia 27 de Setembro de 1697, faleceu Cosme Rodrigues de Carvalho e Sousa, pouco depois de ter tomado posse do cargo de Capitão-Geral e Governador de Macau.

1697

No dia 27 de Setembro de 1697, faleceu Cosme Rodrigues de Carvalho e Sousa, pouco depois de ter tomado posse do cargo de Capitão-Geral e Governador de Macau. No dia 28 de Setembro de 1697, em virtude do falecimento de Cosme Rodrigues de Carvalho e Sousa e de terem também já falecido os indigitados em duas vias de sucessão, o Senado ficou a governar a cidade até 9 de Agosto de 1698. Reunimos nesta data os três anteriores capitães-mores por pouco se conhecer dos seus governos. São, no entanto, minimamente lembrados os seus governos em Governadores de Macau, Coordenação de Jorge Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. Investigação e textos de Paulo Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias. Editora Livros do Oriente, Portugal, 2013, pp. 68-69. Igualmente na pág. 69 desta obra, temos o período de 1697 a 1698, em que a Cidade foi governada pelo Senado, que teve que se confrontar não apenas com a VOC mas com a portuguesa Companhia de Comércio, criada em 1694 em Goa.

1704

No dia 27 de Setembro de 1704, José da Gama Machado, Capitão-Geral (1703-1706) faz no Senado quatro perguntas: 1 – Pode esta Cidade conservar-se sem o comércio de Timor? 2 – Dadas as precárias circunstâncias em que Timor se acha, importa ou não que Macau o socorra? 3 – Em caso afirmativo, deve ir o barco da pauta, ou quererá a Cidade ou algum particular oferecer o seu? 4 – Quererá a Cidade ou algum particular arcar com as despesas de socorro? Se não, qual será o meio de socorrer Timor? Estas propostas foram discutidas no Conselho Geral de 2 de Outubro, sendo unanimemente respondido o seguinte: que Macau não pode sobreviver sem Timor e que por falta desse comércio durante 3 anos, “acha-se esta Terra tão atenuada, que mais se sustenta o povo dela do subsidio milagroso, que natural; faltando-lhe esse comercio, ficará totalmente arruinada”; pelo que se tomaram seguidamente medidas de socorro e empenhamento para resolver a situação. Como poucos mercadores e donos de navios de Macau tinham capital suficiente para fazer viagens comerciais a seu risco e despesa total, emparceiravam os seus parentes, amigos e sócios. Desta forma, todo Macau participava no comércio do sândalo com Timor, desde o Capitão-Geral às viúvas e órfãos que arriscavam as suas migalhas nos “bagues” (processo de comparticipação nos riscos e nos posteriores lucros). As pessoas que desejassem investir dinheiro na viagem podiam também pedi-lo emprestado dos fundos da Misericórdia e do Cabido da Catedral, à razão de cerca de 20% ou 25% de juro, da mesma forma que as obras pias em Manila ajudavam a financiar grande parte do comércio do galeão de Acapulco.

1720

No dia 23 de Setembro de 1720, chegou, na nau Rainha dos Anjos, Carlos Ambrósio Mezzabarba, Patriarca de Alexandria e Legado do Papa. Esta nau regressou, em vésperas do Natal de 1721, mas viria a arder ao largo do Rio de Janeiro em 1722 (16 de Junho), e com ela o precioso presente do Imperador da China para o Rei de Portugal, (cfr. Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015.1721, Maio, 6).

1783

No dia 27 de Setembro de 1783, alegando falta de verba, o Senado suspendera a paga do soldo que St.o António recebia anualmente na sua festa, 13 de Junho, como “soldado” do Presídio; a quantia era de 143 taeis, 8 mazes e 6 condorins de prata. Então a Cidade começou a sofrer várias calamidades; em 1783, o Governador Bernardo Aleixo de Lemos e Faria (1783-1788) pediu ao Senado que renovasse a matrícula de St.o António; este assim fez, pagando-lhe com a patente nova de “Capitão”, (cfr. esta Cronologia…, 1780, Maio, 9).

1871

Nasceu em Lisboa no dia 27 de Setembro de 1871. Depois de concluir o Curso Superior de Letras, iniciou a sua vida profissional como amanuense na Direcção Geralda Tesouraria do Ministério da Fazenda, e em 1896 ingressou no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Por decreto de 24 de Dezembro de 1901, George Potier foi promovido a cônsul de 2.a classe, mantendo-se a desempenhar as suas funções na Direcção Geral dos Negócios Comerciais e Consulares. A sua ligação ao Oriente iniciou-se em 14 de Junho de 1902, dia em que foi nomeado, por decreto, cônsul geral em Xangai (Shanghai 上海). Saiu de Lisboa, com destino àquela cidade chinesa, a 15 de Setembro e tomou posse destecargo no dia 29 de Novembro. A presença de Óscar George Potier em Xangai (Shanghai 上海) e o conhecimento que acumulou sobre os principais problemas que afectavam as comunidades portuguesas no Extremo Oriente proporcionaram a sua nomeação para integrar a delegação portuguesa à primeira Conferência Internacional do Ópio, que se realizou em Xangai (Shanghai 上海) em Fevereiro de 1909. George Potier foi acompanhado por Carlos Augusto Rocha da Assunção, Chefe da Repartição do Expediente Sínico, na qualidade de delegado técnico. Esta sua participação na Conferência de Xangai (Shanghai 上海) leva a que seja chamado a Lisboa, em comissão de serviço, por despacho de 6 de Abril de 1909, a fim de relatar o que se passou naquele encontro internacional e de modo a apresentar um parecer sobre as eventuais repercussões da Convenção de Xangai (Shanghai 上海) no comércio do ópio de Macau. No seguimento deste trabalho, o Ministério da Marinha e Ultramar, através de uma portaria datada de 4 de Outubro de 1909, nomeia George Potier vogal de uma comissão encarregue de estudar a questão do ópio em Macau e propor medidas que permitam ao Território respeitar as resoluções internacionais sobre esta questão. No ano seguinte, uma nova portaria confia-lhe a missão de elaborar uma memória para ser apresentada na Conferência Internacional do Ópio, em Haia, que se encontrava em preparação e que se realizou em 1912. Por uma portaria datada de 3 de Abril de 1909, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nomeou uma comissão para debater os assuntos pendentes entre Portugal e a China. Nela vão participar os ex-governadores José Emílio de Santana Castelo Branco (1907), Pedro de Azevedo Coutinho (1907-1908), Eduardo Augusto Marques (1909-1910) e João Marques Vidal (1910). Aníbal Augusto Sanches de Miranda, depois de encerrados os trabalhos desta comissão, foi nomeado governador de Macau (1912-1914). A comissão integrava ainda o nome de Joaquim José Machado, representante português nas conferências luso-chinesas sobre a questão da definição dos limites de Macau, realizadas em Hong Kong (1909-1910), e o de Óscar George Potier, cônsul de Portugal em Xangai Xangai (Shanghai 上海). Os resultados do trabalho desenvolvido por esta comissão foram apresentados sob a forma de um Relatório ao Ministério (1912) e abordaram as seguintes questões: limites de Macau, ópio, tratado de comércio, caminho de ferro Macau-Cantão, extradição e nacionalidade. George Potier partiu em seguida para Haia, com o Ministro Plenipotenciário Bartolomeu Ferreira e com Aníbal Sanches de Miranda, a fim de integrar a delegação portuguesa à Conferência Internacional do Ópio que se realizou naquela cidade. A sua dedicação ao estudo das questões de Macau e a sua participação nas Conferências Internacionais do Ópio valeram-lhe vários louvores no ano de 1912. [A.G.D.] Bibliografia: Anuário Diplomático e Consular Português de 1925, (Lisboa, 1926); Anuário Diplomático e Consular Português de 1928-1929, (Lisboa, s.d.); DIAS, Alfredo Gomes, Portugal, Macau e a Internacionalização da Questão do Ópio, (Macau,2004).

1872

A greja de S. Agostinho ruiu de 27 para 28 de Setembro de 1872.

1926

No dia 27 de Setembro de 1926, caiu sobre a cidade um inesperado tufão que causou grandes estragos no Porto Exterior. A lancha – canhoneira Macau esteve em perigo de se afundar. O cruzador República ficou encalhado no Porto Interior. Afundaram-se cinco batelões da Netherlands Harbour Works. O rebocador Otto encalhou perto do muro de retenção da Areia Preta. A draga Nanking foi encalhar em Macau-Seak. Encalhou também um batelão na Lapa, outro na Ilha D. João, outro junto do muro da rua marginal, e outro no Porto Interior. Afundaram-se várias embarcações com perdas de vidas.

1927

No dia 27 de Setembro de 1927, o Governador desta Província visitou à Colónia de Hong Kong. (Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n.° 648 – S-V).

1941

O Governo de Macau publica o Diploma Legislativo n.º 723 no dia 27 de Setembro de 1941 que, para coordenar e regular a vida económica e social, determina a criação em Macau da Comissão Reguladora das Importações. Esta Comissão é constituída por um presidente, um vice-presidente, um vogal nomeado, o representante da comunidade chinesa no Conselho do Governo e o presidente da Associação Comercial de Macau.

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