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Dia 25 de Agosto de 1543: data proposta pelo “Teppôki” (Tratado da Espingarda) para a introdução da espingarda no Japão. Os portugueses tinham como guia e intérprete Wang Zhi, um letrado da dinastia Ming que ajudou a estabelecer relações amigáveis. As fontes chinesas e portuguesas estão em convergência. (Cfr. James Kai-sin King in Macau During The Ming Dynasty).
No dia 23 de Setembro de 1720, chegou, na nau Rainha dos Anjos, Carlos Ambrósio Mezzabarba, Patriarca de Alexandria e Legado do Papa. Esta nau regressou, em vésperas do Natal de 1721, mas viria a arder ao largo do Rio de Janeiro em 1722 (16 de Junho), e com ela o precioso presente do Imperador da China para o Rei de Portugal, (cfr. Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015.1721, Maio, 6).
No dia 28 de Agosto de 1823, foi judicialmente queimado às portas da Ouvidoria o virulento número desta data de A Abelha da China. No dia 27 de Setembro, reapareceu A Abelha da China, jornal agora editado por António José da Rocha. No dia 27 de Dezembro do mesmo ano, publicou-se o último número do primeiro jornal editado em Macau A Abelha da China, fundado pelos dominicanos, estrénuos propugnadores do regime liberal.
(23 de Setembro de 1823) Posse, em substituição do Senado, de um conselho presidido pelo Bispo D. Fr. Francisco de Nossa Senhora da Luz Chacim, dele fazendo também parte o Major João Cabral d’Estefique e um vereador aos meses (liberal). O termo de posse foi lido no Senado, mas a provisão era do Governador de Goa, D. Manuel da Câmara. Exactamente por este motivo, as nomeações não foram bem acolhidas. Entre outras razões, foi invocado que “se o povo de Goa pode dar autoridade, por que o não poderá o de Macau?” (Cfr. esta Cronologia… 19 de Agosto de 1822). O Ouvidor Miguel de Arriaga Brum da Silveira, que fora violentamente arrancado de casa na noite de 25 de Março de 1823 e levado para bordo do navio Vasco da Gama, para ir responder a Lisboa, mas que tinha conseguido evadir-se para Cantão (Cfr. esta Cronologia…1823, Março, 25) reentrou em Macau (no dia 26 de Dezembro de 1823), a pedido do povo, por intermédio do Senado, da guarnição, do clero e dos chineses, sendo recebido em triunfo.
No dia 23 de Setembro de 1831, um grande tufão assolou Macau e destruiu todo o traçado e muitos edifícios da Praia Grande (Cfr. Harriet Low, op. cit.), além de inúmeros outros pontos da cidade. Em 1831 (3 de Outubro) e em 1832 (14 de Maio) o Senado tentou minorizar os efeitos dos estragos deste tufão, com obras cujas despesas procurou repartir com alguns dos moradores.
No dia 23 de Setembro de 1835, António Severino Vidigal de Almeida faleceu, por suicídio, na Sé. Foi bacharel em Medicina (U.C.), primeiro macaense a formar-se em medicina, vereador do Leal Senado, casado em 1827 com D. Maria Bárbara Benedita Rangel, filha do rico comerciante Floriano António Rangel. Deixou um filho póstumo Secundino Pedro de Almeida.
Na sequência do tufão de 22/23 de Setembro de 1874, os Boletins de Macau e Timor vão, e o 1.º é o n.º 39, de 26 deste mês, fazendo eco imediato não só sobre os estragos como sobre as providências a tomar. Conservam-se firmes apenas dois edifícios, mais recentes: o Hospital Militar de S. Januário [V. nesta Cronologia…,1874, Janeiro, 6] e o Quartel dos Mouros. O Visconde de S. Januário era então Governador e dirigiu a Macau palavras de ânimo; na mesma ocasião expediu ordens aos serviços competentes para reconstruir, reforçando verbas e determinando a colaboração das forças militares e policiais, também com pré reforçado. Pediu ainda ajuda à população voluntária, por serem todos necessários. São também grandes os estragos causados na Taipa e Coloane. O relatório dos mesmos, publicado no B.O. n.º 44, conduz a providências posteriores, mencionadas em Janeiro de 1875. O poder destrutivo deste tufão impressionou o académico francês Léon Rousset, que a ele assistiu; e de tal modo que, regressado a França, apresenta na “Societé de Geographie” (1878) aquilo que presenciou sobre a força da natureza e o resultado desolador em que deixou Macau. (V. nesta Cronologia…, 1848). • Os efeitos deste infelizmente memorável tufão nas Ilhas foram descritos pelo Comandante Militar da Taipa e Coloane, Tenente José dos Santos Vaquinhas, ao Secretário do Governo, no ofício n.º 39. Diz ele aí, em resumo, que no dia 26, desde as 7.30 até às 20 horas fez queimar e enterrar os cadáveres das duas povoações. Eram cerca de 1.000 vítimas na Taipa e 400 em Coloane, embora o número inclua os náufragos de 300 embarcações perdidas. Estes números foram corrigidos nos dias seguintes com a notícia de mais baixas. As povoações ficaram completamente “abatidas”, o que não espanta, sobretudo se pensarmos no material precário de que eram feitas as barracas. Ruínas por toda a parte, mesmo no cais, na rampa de desembarque, nos muros do Quartel, reduzidos aos alicerces. Só o novo edifício mandado construir recentemente pelo Governador é que precisa apenas de pequenas reparações. O Tenente Vaquinhas louva o zelo e espírito de serviço do Sargento Tassara, do Sargento Martins e das praças do Batalhão de Infantaria em serviço no Corpo da Polícia destacado nas Ilhas.
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