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1548

No dia 17 de Março de 1548, parte a 5.ª expedição missionária, em duas carracas saídas de Lisboa rumo ao Extremo Oriente, com 10 jesuítas, entre eles Baltazar Gago e o noviço Luís Fróis (autor da História do Japão). (Cfr. Documenta Indica I (1540-49) – Carta do Padre Gaspar Berze, Goa, 13 de Dezembro de 1548, publicada por Joseph Wicki, S.J. - 1976, doc. 56, pp. 382 ff). V. Bibliografia: Luís Fróis, Proceedings of the International Conference, sponsored by Embassy of Portugal, ed. engl. and japanese. CTMCDP, Tokyo, 1997.

1548

Baltasar Gago foi missionário, e superior. A inexplicável diferença que oferecem os documentos coetâneos para o ano do nascimento de Gago em Lisboa abarca desde 1507 até 1521. O ano de 1518 pode aproximar-se da realidade. Em 1546, sendo clérigo in sacris, foi admitido na Companhia de Jesus, na sua cidade natal, por Simão Rodrigues. No mesmo ano, ordenou-se sacerdote e talvez tenha dedicado o seu noviciado à continuação dos seus estudos ou aos ministérios, como parece indicar o adiamento voluntário da sua primeira missa e do mês de Exercícios Espirituais até à sua chegada a Goa. Com Gaspar Barzeo e outros jesuítas, partiu de Lisboa no dia 17 de Março de 1548. A sua entrega aos enfermos da nau foi heroicamente superada pelo serviço prestado aos contagiosos do hospital de Moçambique, onde Barzeo encontrou alojamento para os jesuítas. Depois de uma viagem azarada, chegou a Goa no dia 4 de Setembro. Ainda que Gago fosse destinado 'para leer un curso de artes en el colegio' de São Paulo [DI 1 308], não chegou a subir à cátedra, dedicou antes um mês a fazer os ditos Exercícios Espirituais, dirigido por Cosme de Torres e, uma vez estes terminados, celebrou a sua 'misa nova' no dia 28 de Outubro. Em 1550, teve ministérios apostólicos em Cochim e, a 8 de Setembro de 1551, acompanhou como capelão o vice-rei Afonso de Noronha na expedição de Ceilão. Fracassada esta, voltou à Pescaria em missão pastoral, e dali caminhou a pé até Goa. No dia 5 de Novembro de 1551, Xavier chamou-o ao Japão, mas a carta, enviada de Kagoshima, chegou às suas mãos com notável atraso. Recuperada a saúde, deteriorada nas suas andanças pelo sul da índia, no dia 17 de Abril de 1552, partiu a caminho da China com Xavier (que regressou nesse ano) e com os irmãos Fróis, Ferreira, Silva e Alcáçova. A oposição de Álvaro de Ataíde, preconizado governador de Malaca, fez com que Xavier remodelasse o seu plano: Gago, Silva e Alcáçova adiantaram-se na viagem ao Japão e chegaram a 14 de Agosto de à ilha de Tanegashima e, a 7 de Setembro, a Funai (Bungo).O dáimio Otomo Yoshishige acolheu-os com afecto e quis retê-los, mas Gago, precedido por Alcáçova e em seguida por Silva, foi reunir-se en Yamaguchi com o superior Cosme de Torres pouco antes do Natal. No dia 10 de Fevereiro de 1553, entrou novamente em Funai com o irmão João Fernández para dar vigor à nova cristandade iniciada por Xavier. Gago conseguiu um número substancial de conversões, tanto na cidade como na região. O dáimio pagão doou terreno e as suas próprias casas, que primeiro serviram de residência aos missionários e seus ajudantes e depois se converteram no primeiro hospital católico do Japão (cf. Luís de Almeida). Gago teve ao seu cuidado as cristandades de Takata, Kurami, etc., e a longínqua Hirado. Em 1556, foi substituído em Bungo por Cosme de Torres, e Gago centrou-se em Hirado e ilhas adjacentes. Aqui escreveu o primeiro catecismo japonês Nijugo Kagyo, 'Los 25 capítulos'. Em 1557, deixando o seu posto a Gaspar Vilela, foi para Hakata com Guilherme Pereira para fundar outra missão. Na Primavera de 1559, esta cidade e a missão foram destruídas e Gago voltou para Funai, depois de uma odisseia de três meses que o deixou traumatizado e o obrigou a deixar o Japão. No dia 27 de Outubro de 1560, embarcou no junco de Manuel de Mendonça para acompanhar à Índia o também enfermiço Rui Pereira e para preparar uma nova remessa de missionários. As tempestades detiveram-no durante cinco meses na ilha de Hainão e um Inverno em Macau. Chegou a Goa no dia 24 de Abril de 1562. Na Índia - Goa, Chorão, Rachol, Margão, Salsete - passou os seus últimos 20 anos, ainda que, em 1566, tenha pedido ao geral Francisco de Borja para voltar à Europa e tal lhe tenha sido concedido. A doença crónica, agravada pela imaginação, fez com que a sua actividade missionária se reduzisse ao mínimo. Em 1571 e 1572, foi superior do colégio de Chorão e, em 1575, assistiu à Consulta que teve lugar nessa cidade (6-18 de Dezembro). Faleceu em Goa, em data desconhecida, entre 21 de Outubro de 1582 e 5 de Dezembro de 1583, possivelmente no dia 9 de Janeiro. Na vida de Gago há duas etapas: até 1562, era 'muy buen hombre y muy humilde', 'muy antiguo en virtudes, obediente', 'riene buen nombre por sufirmeza en [a vocação à] la Compañía, en las virtudes y en hacer fruto, según dicen los que le trataron'. Foi um missionário cheio de vitalidade e de espírito apostólico. Mais tarde, o seu estado enfermiço e a sua inactividade foram objecto de comentários e foi criticado por procurar um tratamento especial, máximo no que respeita à comida, ainda que fosse reconhecido tratar-se de um homem bom. Para o progresso da missão do Japão, na sua primeira época- Gago foi o terceiro sacerdote- revelou-se certamente uma peça providencial, sendo estimado por laicos e religiosos, à excepção talvez de Melchior Nunes Barreto. [J.R.M.]Bibliografia: DE BACKER, Augustin; DE BACKER, Aloys; CARAYON, Auguste; SOMMERYOGEL, Carlos, Bibliothèque de la Compagnie de jésus: Première partie: Bibliographie par Augustin et Aloys de Backer : Seconde partie : Histoire par Auguste Carayon, Édition nouvelle par Carlos Sommervogel, 12 vols., (Bruxelas, 1890-1932); POLGÁR, László, Bibliographie sur l'histoire de la Compagnie de Jésus 1901 -1980, III, n.o 7097; RODRIGUES, Francisco, História da Companhia de Jesus na Assistência de Pomtgal, tomo I, vol. 2; RUIZ-DE-MEDINA, Juan, 'Un Japonés con Nombre Español', in Missionalia Hispânica, 119, (Madrid, 1984), pp. 5-98; SCHÜTTE, Josephus Franciscus, Introductio ad Historiam Societatis Jesu in Japponia, 1549-1650, (Roma, 1968).

1567

No dia 17 de Março de 1567, o capitão-de-terra mandou lançar, pelas 16 horas, um bando pela cidade, ao som de tambores, ordenando a todos os cidadãos de mais de 14 anos de idade que pegassem em armas, por terem aparecido duas naus que se suspeitava serem de inimigos, pois não queriam dar-se a conhecer.

1674

No dia 7 de Março de 1674, o Príncipe-Regente D. Pedro mandou em nome de D. Afonso VI uma carta pelo seu enviado Bento Pereira de Faria ao Imperador K’ang Hsi (Kangxi), agradecendo a boa recepção feita ao embaixador Manuel de Saldanha e os presentes por este trazidos e comunicando que, por Bento Pereira de Faria, lhe seria entregue um leão, a fim de satisfazer o desejo que o Imperador lhe manifestara de possuir um animal desses.

1800

No dia 17 de Março de 1800, foi indeferido, por Portaria Régia, o pedido de demissão do Bispo D. Marcelino José da Silva, que pretendera sanear a corrupção que lavrava na cidade. Não encontrando o apoio da autoridade civil, demitiu-se em 1802.

1832

Hotel inglês estrategicamente localizado na Praia Grande com vista para o Porto Exterior, “passeio” favorito dos ingleses e demais estrangeiros, e mantido na década de (18)30 pela firma Markwick and Lane. Também referido como “Beach Hotel” em diversos relatos de viagem e de estada de ingleses em Macau, bem como “Taverna Ingleza” com empregados (“servidor[es]”) chineses, nas fontes portuguesas. A firma Markwick and Lane, renomeada R. Markwick and Company em 1832, é fundada por dois ex-sobrecargas da Companhia das Índias inglesa, Richard Markwick (1791-1836) e Edward Lane (m.1831), tendo o primeiro requerido a sua naturalização a Macau em 1832 como vassalo português (vide o requerimento e o ofício consequente do governador de Macau, em 17 e Março de 1832, no Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa: Macau, cx. 63, doc. n. 33). Richard Markwick, sepultado no cemitério protestante de Macau, foi casado com Maria Quitéria Ângela Vidal. A tabernahotel onde pernoitavam visitantes estrangeiros é referida por Harriett Low quer como local onde rápida e eficazmente se recolhem informação sobre acontecimentos que envolvem as comunidades de língua inglesa de Macau, nomeadamente a chegada de barcos dos Estados Unidos da América ou da Grã-Bretanha, quer como local de repouso e convalescença para marinheiros ingleses. Na Macau oitocentista, as estalagens e os estabelecimentos dirigidos por ingleses e norteamericanos competiriam com os interesses comerciais portugueses, e já em meados do século XIX o norte-- ‑americano B. L. Ball publica Rambles in Eastern Asia, Including China and Manilla, During Several Years’ Residence. With Notes of the Voyage to China, Excursions in Manilla, Hong Kong, Canton, Shangai, Ningpoo, Amoy, Fouchow, and Macao, obra na qual descreve a sua estada no enclave, nomeadamente no hotel do Sr. Smith (natural de Calcutá), que poderá ser a Taberna Inglesa ou outro hotel localizado próximo da mesma. A “avenida do cais” aglomera assim imensas estalagens, facto possível de verificar através dos relatos de viagem ocidentais, como o do escritor francês Georges Bell, Voyage en Chine du Capitaine Montfort avec un résumé historique des événements des dix dernières années (1860), que descreve a sua estada num hotel mantido por um marselhês chamado Boulle. Já o inglês Edward Bontein, nascido em Bengala (Índia), chega a Macau por volta de 1835, sabendo-se que em 1845 é dono de uma casa de bilhares. Edward casa em 30 de Maio de 1841 com Júlia Maria Josefa Gracias, dando origem à família macaense “Bontein”, da qual fazem parte dois filhos e uma filha adoptiva. Também Pedro Alexandre Salatwichy (n. 1770?), natural da Dalmácia, chega a Macau em 1790, casa-se um ano mais tarde com Josefa António Favacho (n. 1768) e pede ao Senado, pouco depois, autorização para abrir uma taverna na Praia do Manduco, de forma a sustentar a sua família com os lucros provenientes do comércio estabelecido com as tripulações de fragatas que visitem o enclave. Ou seja, vários estrangeiros, naturalizando-se portugueses ou casando com macaenses, optam por pedir autorização às autoridades lusas para abrirem estabelecimentos comerciais para se sustentarem durante a sua estada em Macau. [R.M.P.] Bibliografia: BALL, B. L., Rambles in Eastern Asia, Including China and Manilla, During Several Years’ Residence. With Notes of the Voyage to China, Excursions in Manilla, Hong Kong, Canton, Shangai, Ningpoo, Amoy, Fouchow, and Macao, (Boston, 1856); BELL, Georges, Voyage en Chine du Capitaine Montfort avec un Résumé Historique des Événements des Dix Dernières Années, (Paris, 1860); FORJAZ, Jorge, Famílias Macaenses, 3 vols., (Macau, 1996); Jin Guo PING; Wu ZHILIANG (eds.), Correspondência Oficial Trocada Entre as Autoridades de Cantão e os Procuradores do Senado: Fundo das Chapas Sínicas em Português (1749-1847) , 8 vols., (Macau, 2000); LOW, Harriett, Lights and Shadows of a Macao Life: The Journal of Harriett Low, Travelling Spinster, Part One: 1829-1832/Part Two: 1832-1834, 2 vols., (Woodinville, 2002).

1846

No dia 17 de Março de 1846, o Procurador do Senado, Manuel Pereira, oficiou ao Vice-Rei de Cantão, pedindo Providências contra os chineses que publicaram papéis subversivos, por ocasião da demolição das barracas da Praia Pequena e por os mesmos terem efectuado uma reunião, num templo, durante a qual tinha ficado resolvido que fosse assassinado um dos empregados do Senado.

1857

José Vicente Caetano Jorge nasceu em S. Lourenço a 17 de Março de 1803 e faleceu a 31 de Março de 1857. Filho de Emídio Jorge, estudou ciência náutica no Colégio do Seminário de S. José, após o que enveredou por uma bem sucedida carreira de negociante e exportador, em navios próprios, granjeando uma sólida fortuna. Esteve também ligado ao negócio da emigração de trabalhadores chineses para as colónias espanholas da América Central e do Sul. Sabe-se que era comendador, mas desconhece-se de que Ordem, se nacional ou estrangeira. Foi almotacé da Câmara em 1831, vereador em 1837 e 1838, procurador do concelho em 1840 e 1845 e tesoureiro da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia em 1848.

1884

No dia 17 de Março de 1884, alguns chineses da aldeia de Chu Liong Cóng, da Ilha de D. João, pedem ao Comando da Taipa e Coloane autorização para estabelecerem uma ostreira no lugar chamado NongVan, pagando por ela meio tanque. Este lugar pertence à Ribeira da Prata, em D. João.

1894

No dia 17 de Março de 1894, o Administrador das Ilhas, Capitão João de Sousa Canavarro, oficia à Secretaria do Governo fazendo uma breve mas expressiva panorâmica da situação dos leprosos, quer em Pac Sa Lan quer em Ká Hó. No final, sugere a construção de um novo Lazareto para homens e mulheres, “com uma capela, porque os lázaros todos são christãos”. A 4 de Fevereiro de 1899 o mesmo Administrador faz novo Relatório e nova insistência para construção do Hospício que cada vez mais se impõe. São agora 26 homens e 30 mulheres. Curiosamente o auxílio a estes doentes continuava a caber exclusivamente ao Governo Português, que acolhia os infelizes vindos quer do território de Macau e Ilhas, quer de Cantão, Heong San, San Hing, San Tac, San Vui, Ki Hon, Cheong Cháo, San Hou, Kó Sá, Sai Chio, Van Chai (Lapa), San Tong e Kau Chong. Era a força do humanismo e da tradição iniciada no século XVI por D.Melchior Carneiro, com o Hospital de S.Lázaro. • É estudada a construção de novas barracas para alojamento dos Lázaros em Pac-Sá-Lan e Ká-Ho.

1914

No dia 17 de Março de 1914, o Governo de Macau é herdeiro de fundos deixados em Calcutá (Índia) pelo proprietário da “Caza de Seguros de Macau”, segundo informação da firma Markby and Co. (Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n° 185 – S-H).

1941

No dia 17 de Março de 1941, tomou posse do Comando da Polícia de Macau o Capitão Alberto Carlos Ribeiro da Cunha. Esta figura distinguiu-se durante o período da Guerra do Pacífico. (V. Os Feitos Do Capitão Ribeiro da Cunha, Durante O Período Da Guerra Do Pacífico, de José Ernesto de Carvalho e Rêgo, Filho, em livro de 1996, ed. do A., em Macau). Muitas referências estão mencionadas em artigos da Revista Renascimento.

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