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1766

Quem dobra a ponta da barra e entra no braço do delta do Rio das Pérolas que banha Macau, avista ao longe uma pequena colina coberta de luxuriante vegetação. É uma elevação de diminuta dimensão e superfície que, embora ainda designada por Ilha Verde, faz hoje parte integrante da terra firme da península. que o istmo Ferreira do Amaral liga ao continente chinês através das Portas do Cerco. A Ilha Verde passou a ser propriedade dos missionários jesuítas entre 1603 e 1604, que dela tomaram posse por iniciativa do Visitador dos Jesuítas e do Reitor do Colégio de S. Paulo. Essa posse foi mais uma dádiva como recompensa pelos trabalhos desses missionários, como sucedeu mais tarde com parte da ilha da Lapa, na outra banda do rio, que igualmente lhes foi cedida. Após a expulsão dos padres jesuítas, em 1762, a ilha passou a ser propriedade do cidadão Simão Vicente Rosa, que dela se apoderou com base numa dívida dos jesuítas para com ele, conforme confirmado nas Efemérides da História de Macau. Ali se lê no número de 14 de Abril de 1766, que “a llha Verde foi entregue a Simão Vicente Rosa, que estava em Goa, tendo este aceitado ficar com a ilha, por 6.147 taéis, que era a quantia que os Colégios de S. Paulo e de S. José lhe deviam”. Passou, assim, a ser uma propriedade particular e não de uma instituição como era a Companhia de Jesus. Com a morte de Simão Vicente Rosa, a Ilha Verde foi-se transformando num poiso de malfeitores e pessoas sem eira nem beira, que não só ali se acoitavam como começaram a armar barracas para aí viverem. Por essa razão, no ano de 1813 foi a Ilha Verde avaliada em 200 taéis e posta a leilão. Em 1 de Setembro do mesmo ano foi arrematada por Manuel Homem de Carvalho e Bernardo Gomes de Lemos, dela tomando posse no mês seguinte. Alguns anos depois, Homem de Carvalho emigrou para o Brasil e vendeu a sua parte na arrematação da ilha a Gomes de Lemos, que assim se tornou seu único proprietário. Mas as autoridades eclesiásticas, sobretudo as do Seminário de S. José, nunca perderam a esperança de voltarem à posse de tão pitoresca ilha. Foi assim que a Ilha Verde foi vendida ao Seminário de S. José. Nas já citadas Efemérides da História de Macau escrevia-se, no dia 22 de Fevereiro de 1828: “Os padres do Seminário Diocesano de S. José compraram a Ilha Verde, no rio de Macau, pela quantia de 2.000 patacas”. A concretização dessa compra fez-se por “Escriptura da compra da Ilha Verde a Bernardo Gomes de Lemos por duas mil (2000) patacas pagas pelo Revdo. Nicolau Rodrigues Pereira de Borja Supor do Seminário de S. José”. O principal objectivo dessa aquisição era aproveitar a excelente situação daquela verdejante colina para repouso, em tempo de férias, dos padres e seminaristas do Seminário de S. José, e durante o ano para excursões e passeios escolares. No ano de 1890, Custódio Miguel de Borja, oficial da Armada Portuguesa, chegava ao território investido no elevado cargo de Governador de Macau. Logo se apercebeu da necessidade de ligar a Ilha Verde à península de Macau. Além da construção de um dique, em frente do pagode Lin-Fong-Mio (Lianfeng Miao 蓮峰廟), para impedir que a corrente ai se dividisse em duas, amortecendo-lhe assim uma grande parte da sua velocidade, o governador pretendia transformar a Ilha Verde num logradouro público, um local para piqueniques e passeios aberto a todos os habitantes de Macau. Pretendia ainda valorizar aquele aprazível local com uma população fixa, mas trabalhadora, que se dedicasse a algumas actividades como a pesca, horticultura e confecção de artigos de tipo manual e caseiro. Mas com essas pretensões do governador não concordou o bispo da diocese, D. António Joaquim Medeiros, que não se conformava com o facto de o Seminário de S. José perder o domínio completo e o direito de propriedade sobre aquela ilha. E mesmo antes de terminadas as obras de construção que ligariam Macau à Ilha Verde, mandou construir um muro à volta de toda a ilha, a fim de interditar o acesso de qual quer pessoa não relacionada com as actividades da diocese e do seminário. E, simultaneamente, fez transmitir ao governador o seguinte recado: “Quando lá quiser ir descansar ou veranear, é só pedir a chave ao Reitor do Seminário, que terá muito gosto em lhe ser agradável”. O dique que ligava a Ilha Verde a Macau era conhecido por Dique da Ilha Verde, ou Istmo, e mais tarde Estrada da Ilha Verde. Anos depois, com novas toponímias que foram atribuídas a muitas ruas e avenidas da cidade, passou a designar-se Avenida do Conselheiro Borja. Com o decorrer dos tempos, o crescimento da cidade e as circunstâncias em que se ia desenvolvendo a sua economia e respectivo comércio, a fixação de maior número de moradores vindos do continente chinês e de outras paragens, começaram a operar-se bastantes mudanças, e a Ilha Verde não fugiu a essas transformações. O aplanamento à volta da ilha, a construção de um cais e pontes ali próximo, o alinhamento do rio naquela extensão e para o lado do Istmo, permitiram a instalação de uma grande fábrica de cimentos, além de outras de menor volume: uma fábrica de papel de embalagem, cartão e cartolina, uma fábrica de gelo, outra de fabrico de louça esmaltada, e ainda uma de produtos de espuma de borracha. Assim, foi-se modificando o aspecto físico e paisagístico da ilha, o que levou a um acentuado crescimento das actividades concentradas naquela zona. [J.S.M.]

1785

No dia 14 de Abril de 1785, é proibido aos funcionários ultramarinos o comércio e a aceitação de presentes.

1822

No dia 10 de Abril de 1822, O Coronel José de Aquino Guimarães e Freitas foi nomeado pelo Governador José Osório de Castro Cabral e Albuquerque e pelo Leal Senado da Câmara, para ir a Lisboa felicitar, em nome da cidade, o Rei D. João VI, pelo seu regresso do Brasil, e o Soberano Congresso, pela sua instalação, seguindo para o desempenho desta missão, no dia 14 de Abril, a bordo do navio Scaleby-Castle da Companhia das Índias.

1875

Por Alvará desta data (14 de Abril de 1875) foi proibido, sob penas severas, o exercício do comércio aos empregados públicos do ultramar, e repetida a proibição de receberem presentes, donativos ou ofertas, sob qualquer pretexto.

1890

Capitão José Maria Esteves foi Comandante militar e administrador do Concelho das Ilhas entre 14 de Janeiro e 14 de Abril de 1890. Foi substituído pelo Major Rafael das Dores, que, por sua vez, foi substituído pelo Capitão João Baptista Gonçalves em 24 de Outubro do mesmo ano. Tenente João de Sousa Carneiro Canavarro tomou o cargo a 15 de Dezembro de 1890.

18941

No dia 14 de Abril de 1894, Wenceslau de Moraes é nomeado professor de Matemática Elementar do Liceu Nacional de Macau (criado em 27 de Julho de 1893). No dia 16 do corrente mês, Wenceslau de Moraes tomou posse do cargo de professor da 5. cadeira do Liceu Nacional de Macau, Matemática Elementar como já vimos. O colega da 8. cadeira, Filosofia Elementar, era Camilo de Almeida Pessanha.

1897

Oficial da Armada, Batalha de Freitas desenvolveu uma intensa carreira diplomática, tendo como palco privilegiado o Extremo Oriente. Por decreto de 30 de Janeiro de 1897 foi nomeado cônsul geral de Portugal no Japão, fixando a sua residência em Tóquio, onde permaneceu até Dezembro de 1901. Regressou a Lisboa e, dois anos mais tarde, voltou a ter o Japão como destino: a 14 de Agosto de 1903 partiu para a capital nipónica, agora como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário, tendo tomado posse do seu novo cargo no dia 25 de Dezembro desse mesmo ano. Desempenhou estas funções diplomáticas até 14 de Abril de 1906, data em que regressou de novo a Lisboa. Uma vez em Portugal, Batalha de Freitas foi integrado no Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, e, depois de uma curta passagem pela Legação de Portugal em Buenos Aires, voltou ao Extremo Oriente ao ser nomeado novamente Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Pequim e em Tóquio pelo decreto de 10 de Fevereiro de 1912. Tomou posse no último dia deste mesmo ano. Dando seguimento às instruções que recebeu do seu Ministério, Batalha de Freiras deslocou-se a Macau, onde chegou a 15 de Janeiro de 1913, seguindo para Pequim no dia 22 de Março. Permaneceu no Extremo Oriente, desempenhando estas funções, até Dezembro de 1918. Mais tarde, participou nos trabalhos diplomáticos desenvolvidos por Portugal em torno da questão do ópio, ao ser enviado ao estrangeiro em comissão de serviço para participar nos trabalhos de preparação da segunda Conferência Internacional do Ópio, através de uma portaria datada de 30 de Maio de 1924. Pelo decreto de 7 de Dezembro, Batalha de Freiras foi transferido da legação de Tóquio para a legação portuguesa em Bruxelas. A sua longa permanência, repartida pelas legações portuguesas de Tóquio e de Pequim, colocaram Baralha de Freiras em locais particularmente privilegiados para observar, conhecer e acompanhar os processos políticos conturbados por que passou o Japão e a China nas duas primeiras décadas do século XX. No que à China diz respeito, acompanhou de perto os acontecimentos ocorridos no país durante os primeiros anos da República Chinesa, sobre os quais foi dando importantes informações ao seu Ministério. Apresentou-se como um válido interlocutor junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, quer para a governação de Macau, quer para Lisboa, sempre que surgiram problemas em torno da questão de Macau, nomeadamente as constantes situações de conflito entre as autoridades do Território e o governo de Cantão, provocadas pela indefinição dos limites terrestres e marítimos de Macau. De destacar o seu empenhamento na procura de uma solução para a crise provocada pelos incidentes ocorridos aquando da presença de um torpedeiro chinês no Porto Interior de Macau, em 1921. José Emílio Batalha de Freitas faleceu no dia 16 de Maio de 1928. [A.G.D.]Bibliografia: MARTINEZ, Pedro Soares, A República Portuguesa e as Relações Internacionais (1910-1926), (Lisboa,200l); SlLVA, Beatriz Basto da, Cronologia de Macau. Século XX, vol. 4 , (Macau, 1997).

1926

No dia 17 d eAbril de 1926, travou-se vivo tiroteio entre uns 70 grevistas chineses abrigados por entre as sepulturas e montículos da zona neutra e os soldados portugueses da guarnição da Porta do Cerco, por estes terem salvo a tripulação de duas pequenas embarcações que, alvejadas pelos grevistas, tinham procurado refugiar-se nas nossas águas, desembarcando na Areia Preta.

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