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"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
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No dia 16 de Maio de 1710, o Governador Diogo de Pinho Teixeira convocou todos os cidadãos para a sua residência na Fortazela do Monte, onde se fez uma nova eleição dos membros do Senado, para substituir aqueles que, desde 13 de Fevereiro, se tinham refugiado no Colégio de S. Paulo, onde davam expediente aos negócios da cidade conjuntamente com os padres da Companhia, e intimou estes a fazerem sair do Seminário os antigos membros do Senado. Como os padres não fizessem caso da ordem do Governador, este fez cercar o Seminário, no dia 17. Dois dias depois, João da Cunha Lobo, que tinha sido eleito juiz na eleição que fora anulada pelo Governador, refugiou-se com os seus três filhos no Colégio de S. Paulo, sendo eleito, em seu lugar, Manuel Gomes, que também se refugiou no mesmo estabelecimento. Entretanto, o Governador empregou todas as diligências para que o Ouvidor entrasse à força no Colégio, para arrancar dali os recalcitrantes membros do Senado. Reuniram-se durante dois dias seguidos o Ouvidor e os tabeliães Tomé Vaz e Cristóvão de Almeida com o Vigário Geral e o Provincial da Companhia de Jesus, numa mesa colocada no alto da escadaria de S. Paulo, onde os padres argumentaram com sucesso que não era permitida a entrada à força no seu Colégio. Passados dias, o Governador mandou levar uma peça do navio de António da Cruz, para arrombar a porta do Colégio e, como não foi possível encontrar-se peça capaz para este fim, ordenou ao condestável que arrasasse o Colégio e o Seminário com a artilharia do Monte. Como o Governador não quisesse atender aos rogos do Bispo para deixar em paz a cidade, foi este à Sé, onde mandou pôr o Senhor exposto, até 1 de Junho.
No dia 17 de Maio de 1721, o V. Rei da Índia ordenou ao Senado que desse toda a ajuda aos agostinhos para a sua assistência no convento. Nos 10 anos da sua ausência de Goa (1711-1720), não se fez, nos Capítulos ali celebrados, eleição de prior para o Convento de Macau; mas no Capítulo de 19 de Outubro de 1720, foi eleito Frei Jerónimo de St.º Agostinho que exerceu esse cargo em Macau 3 vezes; 1721-1723; 1729-1732; e 1744-1747. Tendo os ditos Padres tomado posse do seu Convento, o Sr. Patriarca lhes fez presente de dois panos de seda que tinha mandado fazer em Cantão para a Armação da Igreja com as Armas do Santíssimo Papa Clemente XI, os quais o dito Papa lhes mandou dar pelo bem que haviam feito ao seu delegado (Tournon), mandando-lhes pôr as suas armas para a todo o tempo constar ter sido donativo seu.
No dia 17 de Maio de 1776, o Governador e Capitão-Geral da Índia dá ao Governador de Macau umas instruções, em cujo parágrafo 4.º do aditamento se diz: “Em ordem a este fim não consinta V. Excia. que de novo se admita qualquer estrangeiro a rezidir e morar nessa cidade, etc”. Comentando, o Bispo Pedrosa Guimarães diz que as leis e ordens sobre a proibição do comércio estrangeiro têm valor nas terras onde o rei tem domínio absoluto; mas que sobre Macau o Imperador da China tem toda a força e nós nenhuma; “elle he senhor directo de Macao que lhe paga hum foro e nos apenas temos o domínio útil; a terra não se obteve por conquista, e assim a nossa rezidencia não se firma…” etc. “He verdade que depois que os estrangeiros particulares entrarão a concorrer com os seos navios a Cantão, principalmente os Arménios e os Ingleses, arruinarão o comercio da costa, e Macao tem sentido muito grave prejuízo” e sugere que se reforme a ordem de 9 de Maio de 1773 e se permita que os estrangeiros possam carregar o ópio “nos nossos navios a fretar para Macao e toda a fazenda que mais quiserem introduzir e transportar”.
No dia 17 de Maio de 1863, nasceu em Macau João Feliciano Marques Pereira, filho de António Feliciano Marques Pereira e de Belarmina Inocênciade Miranda. Ainda criança embarcou para Lisboa, onde estudou no Colégio Luso-Britânico e concluiuo Curso Superior de Letras. Deu continuidade ao trabalho desenvolvido por seu pai, herdando também a sua paixão por Macau e pela presença de Portugal no Extremo Oriente. Optou por seguir uma carreira na administração pública e, em 17 de Maio de 1888, foi nomeado 2.º oficial do Ministério da Marinha e Ultramar. Mais tarde, foi promovido a 1.º oficial e chefe de secção. Professor da Escola Superior Colonial, dedicou uma importante parte do seu tempo ao jornalismo, à semelhança do que já havia feito seu pai. Aliás, foi através dos artigos que publicou que travou as suas mais importantes batalhas políticas em defesa do que considerava serem os interesses de Macau e da presença portuguesa em todo o Extremo Oriente. Colaborou em periódicos como o Jornal do Comércio, A Tribuna, A Luta e a Revista Colonial e Marítima. Em 1899 recuperou o título Ta-Ssi-Yang-Kuo (Daxiyangguo 大西洋國) e começou a editar uma revista, que se manteve até 1903. Nestas páginas divulgou muitos estudos sobre o Oriente e difundiu as suas ideias acerca dos interesses portugueses naquelas paragens. É, sem dúvida, um título de consulta obrigatória para todos aqueles que se dediquem a estudar a história de Macau. Nos finais de 1901, o conselheiro Castelo Branco partiu de Lisboa para a China com a missão de negociar um novo tratado luso-chinês. João Feliciano Marques Pereira acompanhou este processo negocial, em Lisboa, através da imprensa nacional e internacional, e acabou por se envolver na luta política mais importante da sua vida em torno da questão de Macau. Marques Pereira manteve-se firme na defesa das suas ideias sobre a orientação que a diplomacia portuguesa deveria seguir no império chinês. Passou os últimos sete anos da sua vida a influenciar o quotidiano político e governativo de Portugal, tentando condicionar o rumo das relações luso-chinesas. Em Maio de 1903, João Feliciano Marques Pereira ganhava a sua primeira grande batalha política, ao ver o parlamento português recusar a ratificação do tratado negociado por José de Azevedo Castelo Branco. Outras batalhas se seguiram, tentando sempre influenciar o rumo das negociações entre o governo português e chinês. Estava em pleno combate, devido às conferências inter-governamentais, que se realizaram naquele ano em Hong Kong, e que contaram com a presença do General Joaquim José Machado, quando faleceu, no dia 7 de Junho de 1909. Nos dois últimos anos da sua vida, representou Macau no Parlamento, pelas listas do Partido Progressista, liderado na altura por Francisco Joaquim Ferreirado Amaral, filho do governador João Maria Ferreira do Amaral (1846-1849). Homem dedicado ao estudo do Oriente, o trabalho de João Feliciano Marques Pereira foi reconhecido diversas vezes por muitas instituições nacionais e estrangeiras. Foi vogal da Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa, membro honorário do China Branch da Royal Asiatic Society, titular da Société Asiatique de Paris, sócio efectivo da Société Géografique de Paris e sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano. De sublinharo facto de ter sido agraciado com o Grau de Oficial da Ordem de Santiago, do Mérito Científico, Literário e Artístico. [A.G.D.]Bibliografia: ALVES, Jorge Santos, “Introdução”, in Ta-Ssi-Yang-Kuo 1899-1900, 3 vols., (Macau, 1995); DIAS, Alfredo Gomes, “Ta-Ssi-Yang-Kuo”, in MacaU, (Macau, Outubro de 1997 a Dezembro de 1999); JORJAZ, Jorge, Famílias Macaenses, 3 vols., (Macau, 1996); TEIXEIRA, Padre Manuel, Vultos Marcantes de Macau, (Macau, 1982).
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