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Data de atualização: 2019/09/19
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Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515
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Em Abril de 1876, ficou concluído, com ajuda de subscrições várias, do governo e de particulares, o Hospital da Taipa que até incluía um pagode para culto dos doentes, em geral pagãos. Regulamento, Comissão e Direcção constituídas por chineses; inauguração... mas desinteresse, a começar pelos doentes de Coloane, ou pelo menos dos habitantes mais marcantes; parece tal atitude ter raiz no facto da Direcção escolhida para o Hospital só contar com habitantes da Taipa. O certo é que do desentendimento entre as povoações e posterior desinteresse resultou a mudança de finalidade do edifício, que passou, em 1879, a servir de Quartel e depois Centro de Recuperação Social, Escola da Polícia e Messe da D.S.F.S.M.
Ficou concluído o Hospital da Taipa
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules, promulgado a 28 de Maio (de 1872). Estabelece a liberdade de emigrar e de ser repatriado no caso de mudar de intenções. No Boletim da Província de 1 de Junho de 1872, n.º 23 é previsto o seguinte em português e chinês: O colono que embarcar, não poderá mais voltar para terra. Havana e Perú ficam na América, o para ir da China a qualquer d'estes dois países, predisa-se pouco mais ou menos de três meses de viagem. Os chinas que se acham n'esta superintendência, devem saber que estão para o fim de emigrar. Aquela que não quiserem emigrar o poderão declarar, em qualquer dos dois dias de exame, sem nenhum receio, na certeza de que poderão livremente voltar para as suas aldeias. O Colono depois de receber o adiantamento e assinar o contrato, fica obrigado a emigrar, por isso que é proviamente avisando. O que não quiser emigrar não assine pois sem reflexão o seu contrato, nem receba o adiantamento.
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules
Na noite de 31 de Maio para 1 de Junho de 1875 passa em Macau mais um grande tufão que merece referência no B.O. n.º 23. A publicação oficial volta a mencionar este tufão e o de 22 de Setembro passado, de que faz relatórios, no seu N°. 25. O tufão de 31 de Maio causou vários prejuízos. A lancha Sérgio foi de encontro a uma pedra, arrombando-se; na povoação da Taipa perderam-se 70 barcos; dos 600 barcos acostados, estima-se que só 20% saíram ilesos; 50 casas ficaram arruinadas e houve alguns mortos. Em Coloane e “Laichivan” ficaram arruinadas 10 casas pequenas, 6 lorchas quebradas; não houve mortos aqui. Foram distribuídas 10 mil sapecas aos pobres. Notícias, no Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 23, de novo tufão a 31 de Maio (de 1875), quase tão horrível como o de Setembro de 1874. 'Habitantes de Macau, acaba esta cidade de sofrer novamente uma grande desgraça! O tufão da noite de 31 de maio último, quase tão horroroso como o da noite de 22 para 23 de setembro do ano passado, tem assolado de novo Macau, que estava prestes a levantar-se do abatimento em que parecia jazer. Insondáveis designios de Deus que devemos respeitar! Não percamos porém o nosso animo que n'esta difícil conjunctura mais só nos faz preciso. Unamo-nos pois o trabalhemos para que d'algum modo se consiga, com o auxílio Divino, reconquistar o perdido e preparar para um melhor futuro, mas lembrai-vos que isto só se consegue pelo trabalho aturado o melhor emprego dos recursos de que cada um passa dispor. Macaenses! Como austeridade velarei pela vossa segurança, no cumprimento do meu dever vos prestarei o maior auxílio que eu possa e de mim depender. Como vosso amigo, lamento os gerais infortunios e convosco partilhei os horrores do calamitoso acontecimento, que como é notório, esteve a ponto de me deixar sem a família. O Conselheiro Governador da província, José Maria Lobo d'Ávila.'
Mais um grande tufão
No dia 9 de Maio de 1878, na praia de Pac-sá-lane há 62 leprosos, sendo 46 homens, 14 mulheres e duas crianças. Nas povoações de D. João a cargo do Comando Militar da Taipa e Coloane, só há um outro “China leproso, que é rico e habita em Seong-Só”.
Na praia de Pac-sá-lane há 62 leprosos
No dia 3 de Março de 1862, mandado proceder em Macau às cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I. Em 1862 (27 de Dezembro) procedeu-se igualmente à solenização do seu casamento. No dia 10 de Março do mesmo ano, bando para dar conhecimento aos habitantes de Macau sobre os festejos da Câmara, no dia 13 seguinte, a propósito da coroação de Sua Majestade o Senhor D. Luís I, com Sermões, Te-Deum na Sé e luminárias, levantando-se só por este dia o luto anterior (pelo falecimento de D. Pedro V).
Cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I
Em 1866, o Boletim Oficial n.º 49 dá notícia pormenorizada da visita do Governador José Maria de Ponte e Horta, a bordo do Camões, ao “Distrito da Taipa”, que abrangia Coloane, onde, de resto, o Governador desembarcou. Foi recebido pelos habitantes, que se mostraram gratos à Administração Portuguesa.
Visita do Governador José Maria de Ponte e Horta ao “Distrito da Taipa”
No dia 5 de Fevereiro de 1865, grande incêndio na povoação da Horta da Mitra, em que 200 barracas de chineses foram devoradas pelas chamas. (Provavelmente acidente provocado por panchões do Ano Novo Chinês).
Grande incêndio na povoação da Horta da Mitra
No dia 16 de Novembro de 1867, inauguração da Aula Regimental do Batalhão de Macau com 42 alunos, sob a direcção do Tenente Henrique Dias de Carvalho, sendo facultada a frequência a alunos externos.
Inauguração da Aula Regimental do Batalhão de Macau
No dia 26 de Março de 1871, inaugurada a Praça, agora Jardim, com o Monumento da Vitória, sendo Governador o Almirante António Sérgio de Sousa. Carlos José Caldeira, no Boletim do Governo, 28 de Junho 1851, p. 102, explica que a Missa de Acção de Graças é a mais antiga cerimónia histórica ligada ao local, porque tem a sua 1a. edição no próprio ano da invasão, 1622, por voto tomado em Sessão e Termo na Casa da Câmara. Cerca de 1844 a Missa passou a ser celebrada na Capela da Guia mas o Senado, mesmo assim, usava dar cinco patacas de esmolas e as crianças (como hoje se faz na Gruta de Camões a 10 de Junho) levavam flores e bandeiras ao local, também conhecido por Campo dos Arrependidos. Este monumento encontra-se situado em jardim próprio, entre a Av. Sidónio Pais e a Estrada da Vitória. (Cfr. esta Cronologia…, 1870, Junho, 23).
Inaugurada a Praça com o Monumento da Vitória
| Personagem: | Farmer, W. |
| Tempo: | Dinastia Qing entre 1845 e 1911 |
| 05/1903 |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. III, 3.ª ed., 2015, p. 15. ISBN 978-99965-750-0-6. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0009443 |
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