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Data de atualização: 2024/04/18
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William Henry Allanson fundou em 1854 uma sociedade de armadores de navios com Frederick John Angier, sob a firma «Angier&Allanson», que tinha sede em Macau e sucursais em Cantão e Xangai.
Fundação da firma «Angier&Allanson»
No dia 10 de Fevereiro de 1856, a galera portuguesa Resoluçãolargou de Macau com destino a Havana, levando a bordo 350 passageiros chineses e 29 tripulantes. No dia 16, à vista de Pulo Sapato, pelas 10 horas da noite, a gente que estava de quarto foi atacada pelos chineses armados com facas de cozinha, que lhes tinham sido fornecidas por um servente do cozinheiro. A luta durou até à meia-noite, ficando mortos alguns chineses e feridos todos os oficiais e grande parte da tripulação que teve de abandonar o navio em botes, os quais chegaram ao Cabo S. James, na noite de 18, onde encontraram o navio que fora encalhar na baía do mesmo nome. Não julgaram prudente aproximar-se do mesmo e continuaram a navegar para o sul, com destino a Singapura, perdendo-se um bote, nessa noite, com 9 pessoas. No dia seguinte, os botes “foram cair sobre os parceis [recifes] de Camboja”, onde se viraram, morrendo 10 pessoas, entre as quais os dois pilotos e o contramestre. O capitão e os restantes marinheiros alcançaram as ilhas de Camboja, onde foram presos e maltratados pela gente de terra e, 25 dias depois, conseguiram embarcar numa soma, que os transportou a Singapura, onde chegaram no dia 5 de Maio. Supôs-se que parte dos chineses que iam a bordo eram piratas que, tendo pertencido ao partido rebelde e vendo-se perseguidos pelos mandarins, se resolveram alistar como colonos, aliciando outros para cometerem o atentado, a fim de passarem a “algumas terras dos Estreitos [de Singapura]”, onde se encontravam refugiados os seus partidários e correligionários das sociedades secretas.
Galera portuguesa Resolução largou de Macau
No dia 12 de Dezembro de 1856, durante a noite deste dia foram inteiramente incendiadas pelos chins (termo muito utilizado pelos portugueses, corrente no século XIX, significando chineses) as feitorias europeias de Cantão: – tudo reduzido a cinzas, excepto a igreja protestante e um estaleiro de pequenos barcos.
Feitorias europeias de Cantão incendiadas
No dia 3 de Agosto de 1853, devido ao grande número de roubos, foi novamente imposta a obrigatoriedade aos chineses de trazerem lanterna acesa, quando tivessem de andar pelas ruas, depois das 21:00 horas. (Cfr. esta Cronologia…, 1852, Novembro,19).
Nova obrigatoriedade aos chineses de trazerem lanterna acesa pela noite
No dia 11 de Julho de 1868, referência ao incêndio de Coloane em 1864 (Dezembro) e à sua actual reedificação e aumento, com ruas bem niveladas, iluminadas, com “carros de incêndio”, com destacamento da polícia, fazendo-se ali o comércio em sossego e segurança. Os cabeças das povoações da Taipa e Coloane manifestam-se por isso e nesta data, obrigados ao maior respeito e simpatia pelo Governo Português.
Concluída a reedificacão de Coloane
No dia 18 de Agosto de 1869, incêndio no Oriental Hotel, situado na Praça de Ponte e Horta.
Incêndio no Oriental Hotel
No dia 4 de Janeiro de 1856, um horrível incêndio, como nunca se viu em Macau, teve princípio às 01.45 horas, numa das boticas chinas do Bazar. Ajudado pelo vento norte, o fogo espalhou-se com grande rapidez. O vento, mudando, às 05.00 horas, para leste, fez avançar o incêndio sobre as boticas do Matapau. Às 06.30 horas, voltando outra vez para o norte, fez com que a terrível deflagração seguisse pela Travessa de S. Domingos, Rua do Quintal e Travessa do Tronco, escapando por pouco o antigo convento de S. Domingos. O incêndio durou toda a noite, destruindo 420 boticas (lojas) e 400 residências de famílias chinesas, subindo a mais de meio milhão de patacas o valor de propriedades destruídas. Os cidadãos de Macau auxiliaram, por toda a forma possível, a combater o incêndio, tendo prestado valiosos socorros as guarnições das fragatas francesas Virginie e Constantine.
Horrível incêndio destruiu 420 boticas
Em 1851, começa a actividade de emigração chinesa contratada em Macau (via Hong Kong). (Cfr. B. Basto da Silva - Emigração de Cules - Dossier Macau - 1851-1894. Ed. Fundação Oriente. Macau, 1994)
Actividade de emigração chinesa
Em 28 de Agosto de 1855, o violento temporal de nordeste causou vários estragos à cidade e a morte do marinheiro Francisco dos Santos, por alcunha o Caparica, da corveta D. João I, que caiu ao mar, na ocasião em que, com mais alguns, tentava desembaraçar a corveta de uma embarcação chinesa que estava encostada à proa.
Violento temporal
| Fotografia: | Lam Kin Cheung |
| Fonte: | Staci, Chio Ieong and Terence, Hun Kuong U (coordenação de edição), Cinquenta anos num olhar : meio século documentado pela Associação Fotográfica de Macau, Museu de Arte de Macau, 2008, p. 192. ISBN 978-99937-59-72-0 |
| Direito de propriedade: | Associação Fotográfica de Macau |
| Fornecedor de trabalho digital: | Associação Fotográfica de Macau |
| Autorização: | Autorização de uso concedida à Fundação Macau pela Associação Fotográfica de Macau. |
| Idioma: | Chinês |
| Português | |
| Inglês | |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| A cores | |
| Identificador: | p0014414 |
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