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Data de atualização: 2019/09/19
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Em 1862, na sequência e adaptação da antiga “Escola Real de Pilotos”, criada em Macau por Carta Régia de 1814, é agora criada a Escola de Pilotagem (com evolução estatutária em 1906 e 1980). No dia 5 de Julho de 1862, por Carta de Lei desta data, publicada no Boletim n.º 43, é criada uma Escola de Pilotagem em Macau, a reger por um oficial da armada ou piloto da marinha mercante. A Portaria Provincial n.º 59 de 18 de Novembro de 1862 iria nomear uma comissão para propor o respectivo projecto de regulamento.
Criada Escola de Pilotagem
No dia 3 de Novembro de 1858, o Governador Isidoro Guimarães, em cumprimento das Portarias Nos. 44 e 50, de 27 de Abril de 1857 e de 23 de Junho de 1958 [1858?], do Ministro da Marinha e Ultramar, determina e manda pôr em execução a reunião da Escola Principal, até aí a cargo do Leal Senado, com o Seminário Diocesano. O dinheiro a juros e lotarias continuam a ser administrados pelo Senado, para benefício da Escola, e os proventos directos desta serão entregues ao Reitor do Seminário, que deverá dar conta, anualmente, ao Governo, sobre a aplicação geral dos dinheiros ao rendimento da Escola. Se sobrar dinheiro, deverá reverter ao capital. Mas só depois de gasto o necessário com a resposta pedagógica e didáctica de que o Reitor é também responsável, criando cadeiras que possam ser úteis à mocidade de Macau, que geralmente se destina ao comércio e navegação.
Reunião da Escola Principal
No dia 20 de Julho de 1882, há nas Ilhas escolas particulares para crianças de famílias abastadas, mas as outras estão entregues ao ócio e a um futuro incerto. O Administrador Correia de Lemos pede e justifica a criação de instituições de ensino. No dia 21 de Julho do corrente ano, o Secretário Geral José Alberto Corte Real, na ausência e em nome do Governador Joaquim José da Graça, responde ao Administrador das Ilhas (Cfr. assento anterior) a 22 de Julho, no dia seguinte, portanto, deferindo a proposta, e dizendo que se iria apoiar no Cofre Municipal. São assim autorizadas – e louvada a iniciativa – duas escolas, uma na Taipa e outra em Coloane, para ensino do chinês às crianças do sexo masculino das “famílias pobres que não possam pagar a mestres”. A maior ambição, ainda não possível na altura, por falta de livros elementares de história portuguesa em chinês, entre outras circunstâncias, é proporcionar às crianças chinesas o ensino da língua e cultura portugueses. No dia 4 de Agosto, é aberta da Escola de Coloane, para 26 crianças chinesas do sexo masculino. A Escola da Taipa está também organizada, mas ainda não foi encontrado edifício apropriado. É uma das raras iniciativas das Ilhas que toma corpo em Coloane antes da Taipa, sede concelhia. No dia 21 de Agosto, é inaugurada e aberta a 25 estudantes a Escola da Taipa para crianças chinesas do sexo masculino. A referida Escola não conseguiu donativos dos habitantes como a de Coloane, pelo que o cofre municipal, além do ordenado de $75 patacas anuais para o mestre, teve que comprar utensílios e mobílias.
Escolas para crianças de famílias pobres
No dia 15 de Março de 1864, inaugurado em Macau o Colégio Feminino da Imaculada Conceição (religiosas de S. Paulo de Chartres), fechado em 1870, reaberto em 1872 ( 24 de Novembro) e extinto em 1894.
Inaugurado em Macau o Colégio Feminino da Imaculada Conceição
No dia 22 de Fevereiro de 1847, o Pe. José Victor Dias de Lima foi nomeado com Alexandrino António de Mello, Vicente de Paula Salatwichi Pitter e João Joaquim dos Remédios para formar uma Comissão encarregada de promover uma subscrição voluntária para levar a efeito um plano de educação que o Senado sozinho, por falta de meios, não podia realizar.
Plano de educação
Em 1845, o Seminário de Macau foi suspenso e os alunos foram distribuídos pelos diferentes vicariatos da Congregação da Missão de S. Vicente de Paulo, ou Lazaristas, na China: em Siwantze, para Pequim e a Mongólia; em Sankian, para o Kangsie e o Tchekiang. (Cfr. Mons. Teixeira, Macau e a sua Diocese, vol. III, p. 740).
Seminário de Macau foi suspenso
No dia 1 de Setembro de 1882, foi inaugurada em Macau a Escola Municipal de Instrução Primária, na casa n.º 17 da Rua de S. Domingos.
Inaugurada em Macau a Escola Municipal de Instrução Primária
No dia 15 de Julho de 1860, o n.º 68 do jornal Echo do Povo escreve-se: “A Câmara Municipal d’esse ano, composta de homens de ideias liberais (Manoel António de Souza, Maximiano António dos Remédios, Lourenço Pereira, Gonçalo Silveira, João Joze Vieira, Lourenço Marques e o escrivão Maximiano Feliz da Rosa), animada pelo patriotismo, procurou obstar, com quanto estava ao seu alcance, aos progressos da ignorância que avançava a passos de gigante. Com mui razoável zelo fizeram os membros d’essa camara uma subscrição, tomando por base $5.000, legadas pelo ilustre negociante Jardine Matheson, no seu regresso a Europa, e conseguiram estabelecer uma pequena escola, composta de um director que ensina o portuguez e o latim, de um professor de primeiras letras, e de um outro de lingua inglesa e franceza. Esta escola apezar do seu limitado pessoal, e vários outros defeitos na sua organisação, tem sido mui útil á juventude pobre de Macáo, e chegou a ter mais de 300 alunos. Mas o espirito de ignorância e egoísmo e de patronato, que tem prevalecido n’esta desgraçada terra, não contente de ver prosperar aquella pequena escola, excogitou meios para dar cabo d’ella. O mestre director, o Rvmo. Padre Jorge (Lopes da Silva), foi obrigado a largar a cadeira que ocupava com grande utilidade publica, porque obrigaram-n’o a acceitar o vicariato de S. Lourenço; e a direcção da escola foi confiada a outro eclesiástico. Um anno depois a camara teve de o despedir, ou por ter achado n’elle inaptidão, ou por sua summa severidade, pois que no cabo de um anno, estava deserta a aula das línguas portuguesa e latina”.
Reportagem do estabelecimento de uma escola de Macau
| Personagem: | Barão de Cercal |
| Tempo: | Dinastia Qing entre 1845 e 1911 |
| 05/01/1862 | |
| 27/02/1862 | |
| 06/04/1862 | |
| Palavra-chave: | Nova Escola Macaense |
| Escola | |
| Apelo | |
| Loteria |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. II, 3.ª ed., 2015, p. 163. ISBN 978-99937-866-9-6. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0002833 |
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