
Informações relevantes
Data de atualização: 2024/04/18
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Data de atualização: 2024/04/18
No dia 13 de Agosto de 1875, o arrematante do exclusivo de fantan, não se contentando com a terra, arranjou duas embarcações ao largo da Taipa, onde se jogava até alta noite. Mas o Comandante do Posto proibiu-o. O jogo a bordo veio a crescer…
Arrematante do exclusivo de fantan
Na noite de 31 de Maio para 1 de Junho de 1875 passa em Macau mais um grande tufão que merece referência no B.O. n.º 23. A publicação oficial volta a mencionar este tufão e o de 22 de Setembro passado, de que faz relatórios, no seu N°. 25. O tufão de 31 de Maio causou vários prejuízos. A lancha Sérgio foi de encontro a uma pedra, arrombando-se; na povoação da Taipa perderam-se 70 barcos; dos 600 barcos acostados, estima-se que só 20% saíram ilesos; 50 casas ficaram arruinadas e houve alguns mortos. Em Coloane e “Laichivan” ficaram arruinadas 10 casas pequenas, 6 lorchas quebradas; não houve mortos aqui. Foram distribuídas 10 mil sapecas aos pobres. Notícias, no Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 23, de novo tufão a 31 de Maio (de 1875), quase tão horrível como o de Setembro de 1874. 'Habitantes de Macau, acaba esta cidade de sofrer novamente uma grande desgraça! O tufão da noite de 31 de maio último, quase tão horroroso como o da noite de 22 para 23 de setembro do ano passado, tem assolado de novo Macau, que estava prestes a levantar-se do abatimento em que parecia jazer. Insondáveis designios de Deus que devemos respeitar! Não percamos porém o nosso animo que n'esta difícil conjunctura mais só nos faz preciso. Unamo-nos pois o trabalhemos para que d'algum modo se consiga, com o auxílio Divino, reconquistar o perdido e preparar para um melhor futuro, mas lembrai-vos que isto só se consegue pelo trabalho aturado o melhor emprego dos recursos de que cada um passa dispor. Macaenses! Como austeridade velarei pela vossa segurança, no cumprimento do meu dever vos prestarei o maior auxílio que eu possa e de mim depender. Como vosso amigo, lamento os gerais infortunios e convosco partilhei os horrores do calamitoso acontecimento, que como é notório, esteve a ponto de me deixar sem a família. O Conselheiro Governador da província, José Maria Lobo d'Ávila.'
Mais um grande tufão
No dia 3 de Março de 1862, mandado proceder em Macau às cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I. Em 1862 (27 de Dezembro) procedeu-se igualmente à solenização do seu casamento. No dia 10 de Março do mesmo ano, bando para dar conhecimento aos habitantes de Macau sobre os festejos da Câmara, no dia 13 seguinte, a propósito da coroação de Sua Majestade o Senhor D. Luís I, com Sermões, Te-Deum na Sé e luminárias, levantando-se só por este dia o luto anterior (pelo falecimento de D. Pedro V).
Cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I
Em Abril de 1876, ficou concluído, com ajuda de subscrições várias, do governo e de particulares, o Hospital da Taipa que até incluía um pagode para culto dos doentes, em geral pagãos. Regulamento, Comissão e Direcção constituídas por chineses; inauguração... mas desinteresse, a começar pelos doentes de Coloane, ou pelo menos dos habitantes mais marcantes; parece tal atitude ter raiz no facto da Direcção escolhida para o Hospital só contar com habitantes da Taipa. O certo é que do desentendimento entre as povoações e posterior desinteresse resultou a mudança de finalidade do edifício, que passou, em 1879, a servir de Quartel e depois Centro de Recuperação Social, Escola da Polícia e Messe da D.S.F.S.M.
Ficou concluído o Hospital da Taipa
No dia 5 de Fevereiro de 1865, grande incêndio na povoação da Horta da Mitra, em que 200 barracas de chineses foram devoradas pelas chamas. (Provavelmente acidente provocado por panchões do Ano Novo Chinês).
Grande incêndio na povoação da Horta da Mitra
No dia 20 de Março de 1871, portaria Régia cujo artigo 73.° manda que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses. Segundo Luís Gonzaga Gomes em carta de 1 de Maio de 1950, publicada em O Clarim, essa Portaria não é mais do que o eco de um Memorial enviado pelo Pe. Rôndina, S.J., ao agente do Ministério Público, denunciando crimes na esfera humanitária praticados contra cules que iam de Macau para Cuba e Peru. Os crimes e os depósitos foram denunciados e, decorrido o conveniente processo, foram condenados os criminosos envolvidos e alguns indivíduos da “alta roda” que tinham interesses nesse comércio. Os jesuítas Francisco Rôndina, Tomás Gahill e José Virgili, foram, pelo exposto, a causa próxima da Portaria Régia. Solidários com os seus irmãos jesuítas, os Padres jesuítas portugueses José Joaquim da Fonseca Matos e Domingos Pereira, saíram também, ficando o ensino muito prejudicado. Por isso se fez uma representação de 300 macaenses e um telegrama do Leal Senado, protestando contra a Portaria de D. Luís I (Cfr. Ferreira, Leôncio - Um brado pela verdade ou a questão dos Professores Jesuítas em Macau e a instrução dos Macaenses, Typographia Mercantil, Macau, 1872). [Cfr. 1878 - Escola Comercial; 1893, Julho, 27 - Liceu de Macau; 1883, Setembro, 3 - Escola Central - Sexo Masculino, 1895, Julho, 9) - Escola Central - Sexo Feminino)].
Manda-se que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses
No dia 2 de Fevereiro de 1867, o Governador José Maria da Ponte e Horta decretou, por prejudicial aos costumes da sociedade, a abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau e proibiu a esta instituição o recolhimento das raparigas abandonadas. Em 1 de Janeiro de 1857, existiam 45 expostos e, em 31 de Dezembro de 1866, 107. O movimento total, nos dez anos, foi de 2.286 expostos. O presidente da comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa, Pe. Jorge António Lopes da Silva diz, em relatório: “A sua mortalidade é tão extraordinária que parece não ter exemplo em parte alguma pois, nos dez últimos anos, a mortalidade foi de 95,5 por cento, quase todos chineses”. O Decreto entrou em vigor a 8 do mesmo mês e ano, devendo no entanto a Santa Casa continuar a tratar dos enjeitados que tinha a seu cargo nessa data. Como a Portaria não conseguiu deter a prática, a “Roda” deixou de existir mas as crianças abandonadas à porta da Santa Casa continuaram a ser recebidas. (Cfr. esta Cronologia…, 1855).
Abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules, promulgado a 28 de Maio (de 1872). Estabelece a liberdade de emigrar e de ser repatriado no caso de mudar de intenções. No Boletim da Província de 1 de Junho de 1872, n.º 23 é previsto o seguinte em português e chinês: O colono que embarcar, não poderá mais voltar para terra. Havana e Perú ficam na América, o para ir da China a qualquer d'estes dois países, predisa-se pouco mais ou menos de três meses de viagem. Os chinas que se acham n'esta superintendência, devem saber que estão para o fim de emigrar. Aquela que não quiserem emigrar o poderão declarar, em qualquer dos dois dias de exame, sem nenhum receio, na certeza de que poderão livremente voltar para as suas aldeias. O Colono depois de receber o adiantamento e assinar o contrato, fica obrigado a emigrar, por isso que é proviamente avisando. O que não quiser emigrar não assine pois sem reflexão o seu contrato, nem receba o adiantamento.
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules
No dia 17 de Setembro de 1871, foi fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), destinada à educação dos filhos da terra. Em 1878 cria a “Escola Comercial”, procurando conciliar esta com o Seminário. Em 1872 foi acordado o apoio monetário da APIM ao ensino técnico no Seminário (Aritmética, Arte de Guarda-livros, Operações Bancárias e Língua Chinesa, Cantonense e Mandarim, falada e escrita, conforme se lê no Boletim da Província de 31 de Agosto de 1872). Mais tarde a Escola Comercial pretende entender-se com o Liceu para estabelecimento de um “Instituto Comercial, de forma a dar corpo à segunda secção do curso comercial”. No dia 29 de Setembro do mesmo ano, a Portaria Provincial n.º 51 publica os estatutos da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, renovados pela P.P. n.º 68 de 4 de Setembro de 1885.
Fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM)
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 02/1950 | |
| Palavra-chave: | Exército Popular de Libertação |
| Slogan | |
| Automóvel |
| Fotografia: | Wong Tong Meng |
| Fonte: | Staci, Chio Ieong and Terence, Hun Kuong U (coordenação de edição), Cinquenta anos num olhar : meio século documentado pela Associação Fotográfica de Macau, Museu de Arte de Macau, 2008, p. 38. ISBN 978-99937-59-72-0 |
| Direito de propriedade: | Associação Fotográfica de Macau |
| Fornecedor de trabalho digital: | Associação Fotográfica de Macau |
| Autorização: | Autorização de uso concedida à Fundação Macau pela Associação Fotográfica de Macau. |
| Idioma: | Chinês |
| Português | |
| Inglês | |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Identificador: | p0014261 |
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