
Informações relevantes
Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules, promulgado a 28 de Maio (de 1872). Estabelece a liberdade de emigrar e de ser repatriado no caso de mudar de intenções. No Boletim da Província de 1 de Junho de 1872, n.º 23 é previsto o seguinte em português e chinês: O colono que embarcar, não poderá mais voltar para terra. Havana e Perú ficam na América, o para ir da China a qualquer d'estes dois países, predisa-se pouco mais ou menos de três meses de viagem. Os chinas que se acham n'esta superintendência, devem saber que estão para o fim de emigrar. Aquela que não quiserem emigrar o poderão declarar, em qualquer dos dois dias de exame, sem nenhum receio, na certeza de que poderão livremente voltar para as suas aldeias. O Colono depois de receber o adiantamento e assinar o contrato, fica obrigado a emigrar, por isso que é proviamente avisando. O que não quiser emigrar não assine pois sem reflexão o seu contrato, nem receba o adiantamento.
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules
No dia 2 de Fevereiro de 1867, o Governador José Maria da Ponte e Horta decretou, por prejudicial aos costumes da sociedade, a abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau e proibiu a esta instituição o recolhimento das raparigas abandonadas. Em 1 de Janeiro de 1857, existiam 45 expostos e, em 31 de Dezembro de 1866, 107. O movimento total, nos dez anos, foi de 2.286 expostos. O presidente da comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa, Pe. Jorge António Lopes da Silva diz, em relatório: “A sua mortalidade é tão extraordinária que parece não ter exemplo em parte alguma pois, nos dez últimos anos, a mortalidade foi de 95,5 por cento, quase todos chineses”. O Decreto entrou em vigor a 8 do mesmo mês e ano, devendo no entanto a Santa Casa continuar a tratar dos enjeitados que tinha a seu cargo nessa data. Como a Portaria não conseguiu deter a prática, a “Roda” deixou de existir mas as crianças abandonadas à porta da Santa Casa continuaram a ser recebidas. (Cfr. esta Cronologia…, 1855).
Abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau
No dia 3 de Março de 1862, mandado proceder em Macau às cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I. Em 1862 (27 de Dezembro) procedeu-se igualmente à solenização do seu casamento. No dia 10 de Março do mesmo ano, bando para dar conhecimento aos habitantes de Macau sobre os festejos da Câmara, no dia 13 seguinte, a propósito da coroação de Sua Majestade o Senhor D. Luís I, com Sermões, Te-Deum na Sé e luminárias, levantando-se só por este dia o luto anterior (pelo falecimento de D. Pedro V).
Cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I
No dia 17 de Setembro de 1871, foi fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), destinada à educação dos filhos da terra. Em 1878 cria a “Escola Comercial”, procurando conciliar esta com o Seminário. Em 1872 foi acordado o apoio monetário da APIM ao ensino técnico no Seminário (Aritmética, Arte de Guarda-livros, Operações Bancárias e Língua Chinesa, Cantonense e Mandarim, falada e escrita, conforme se lê no Boletim da Província de 31 de Agosto de 1872). Mais tarde a Escola Comercial pretende entender-se com o Liceu para estabelecimento de um “Instituto Comercial, de forma a dar corpo à segunda secção do curso comercial”. No dia 29 de Setembro do mesmo ano, a Portaria Provincial n.º 51 publica os estatutos da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, renovados pela P.P. n.º 68 de 4 de Setembro de 1885.
Fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM)
No dia 13 de Agosto de 1875, o arrematante do exclusivo de fantan, não se contentando com a terra, arranjou duas embarcações ao largo da Taipa, onde se jogava até alta noite. Mas o Comandante do Posto proibiu-o. O jogo a bordo veio a crescer…
Arrematante do exclusivo de fantan
Na noite de 31 de Maio para 1 de Junho de 1875 passa em Macau mais um grande tufão que merece referência no B.O. n.º 23. A publicação oficial volta a mencionar este tufão e o de 22 de Setembro passado, de que faz relatórios, no seu N°. 25. O tufão de 31 de Maio causou vários prejuízos. A lancha Sérgio foi de encontro a uma pedra, arrombando-se; na povoação da Taipa perderam-se 70 barcos; dos 600 barcos acostados, estima-se que só 20% saíram ilesos; 50 casas ficaram arruinadas e houve alguns mortos. Em Coloane e “Laichivan” ficaram arruinadas 10 casas pequenas, 6 lorchas quebradas; não houve mortos aqui. Foram distribuídas 10 mil sapecas aos pobres. Notícias, no Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 23, de novo tufão a 31 de Maio (de 1875), quase tão horrível como o de Setembro de 1874. 'Habitantes de Macau, acaba esta cidade de sofrer novamente uma grande desgraça! O tufão da noite de 31 de maio último, quase tão horroroso como o da noite de 22 para 23 de setembro do ano passado, tem assolado de novo Macau, que estava prestes a levantar-se do abatimento em que parecia jazer. Insondáveis designios de Deus que devemos respeitar! Não percamos porém o nosso animo que n'esta difícil conjunctura mais só nos faz preciso. Unamo-nos pois o trabalhemos para que d'algum modo se consiga, com o auxílio Divino, reconquistar o perdido e preparar para um melhor futuro, mas lembrai-vos que isto só se consegue pelo trabalho aturado o melhor emprego dos recursos de que cada um passa dispor. Macaenses! Como austeridade velarei pela vossa segurança, no cumprimento do meu dever vos prestarei o maior auxílio que eu possa e de mim depender. Como vosso amigo, lamento os gerais infortunios e convosco partilhei os horrores do calamitoso acontecimento, que como é notório, esteve a ponto de me deixar sem a família. O Conselheiro Governador da província, José Maria Lobo d'Ávila.'
Mais um grande tufão
No dia 26 de Março de 1871, inaugurada a Praça, agora Jardim, com o Monumento da Vitória, sendo Governador o Almirante António Sérgio de Sousa. Carlos José Caldeira, no Boletim do Governo, 28 de Junho 1851, p. 102, explica que a Missa de Acção de Graças é a mais antiga cerimónia histórica ligada ao local, porque tem a sua 1a. edição no próprio ano da invasão, 1622, por voto tomado em Sessão e Termo na Casa da Câmara. Cerca de 1844 a Missa passou a ser celebrada na Capela da Guia mas o Senado, mesmo assim, usava dar cinco patacas de esmolas e as crianças (como hoje se faz na Gruta de Camões a 10 de Junho) levavam flores e bandeiras ao local, também conhecido por Campo dos Arrependidos. Este monumento encontra-se situado em jardim próprio, entre a Av. Sidónio Pais e a Estrada da Vitória. (Cfr. esta Cronologia…, 1870, Junho, 23).
Inaugurada a Praça com o Monumento da Vitória
Em Abril de 1876, ficou concluído, com ajuda de subscrições várias, do governo e de particulares, o Hospital da Taipa que até incluía um pagode para culto dos doentes, em geral pagãos. Regulamento, Comissão e Direcção constituídas por chineses; inauguração... mas desinteresse, a começar pelos doentes de Coloane, ou pelo menos dos habitantes mais marcantes; parece tal atitude ter raiz no facto da Direcção escolhida para o Hospital só contar com habitantes da Taipa. O certo é que do desentendimento entre as povoações e posterior desinteresse resultou a mudança de finalidade do edifício, que passou, em 1879, a servir de Quartel e depois Centro de Recuperação Social, Escola da Polícia e Messe da D.S.F.S.M.
Ficou concluído o Hospital da Taipa
No dia 20 de Março de 1871, portaria Régia cujo artigo 73.° manda que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses. Segundo Luís Gonzaga Gomes em carta de 1 de Maio de 1950, publicada em O Clarim, essa Portaria não é mais do que o eco de um Memorial enviado pelo Pe. Rôndina, S.J., ao agente do Ministério Público, denunciando crimes na esfera humanitária praticados contra cules que iam de Macau para Cuba e Peru. Os crimes e os depósitos foram denunciados e, decorrido o conveniente processo, foram condenados os criminosos envolvidos e alguns indivíduos da “alta roda” que tinham interesses nesse comércio. Os jesuítas Francisco Rôndina, Tomás Gahill e José Virgili, foram, pelo exposto, a causa próxima da Portaria Régia. Solidários com os seus irmãos jesuítas, os Padres jesuítas portugueses José Joaquim da Fonseca Matos e Domingos Pereira, saíram também, ficando o ensino muito prejudicado. Por isso se fez uma representação de 300 macaenses e um telegrama do Leal Senado, protestando contra a Portaria de D. Luís I (Cfr. Ferreira, Leôncio - Um brado pela verdade ou a questão dos Professores Jesuítas em Macau e a instrução dos Macaenses, Typographia Mercantil, Macau, 1872). [Cfr. 1878 - Escola Comercial; 1893, Julho, 27 - Liceu de Macau; 1883, Setembro, 3 - Escola Central - Sexo Masculino, 1895, Julho, 9) - Escola Central - Sexo Feminino)].
Manda-se que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.ºMNL.08.10.464.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 2000x1385, 2.64MB |
| Identificador: | p0004342 |
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