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"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
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1639

Em 1639, Fray Sebastien Manrique chega a Macau no junco do português Diogo Cardoso. Ao usar a palavra “junco” explica que foi uma das primeiras palavras indo-europeias incorporadas no vocabulário ocidental. A palavra vem do malaio “ajong” – grande navio e foi usada talvez pela primeira vez em 1331 por Friar Odoric. Peter Mundy (também do século XVII) refere-se-lhe como uma embarcação nativa.

1657

No dia 12 de Junho de 1657, morre o Pe. Pedro Marques, S.J., que fundara a Missão de Hainão em 1633. (Hainão ou Ainão, era, à data, o celeiro da China). (Cfr. Schutte, J.F., Monumenta Historica Japoniae I, Roma, MHSJ, 1975, p. 1054)

1726

No dia 10 de Junho de 1726, chegou a Macau, por via do Rio de Janeiro, desembarcando a 12 de Junho da nau Nossa Senhora de Oliveira, o Embaixador de El-Rei D. João V à Corte de Pequim, D. Alexandre Metelo de Sousa Meneses. A seu respeito se fizeram as maiores demonstrações que foi possível e que outro algum jamais recebera nesta Cidade, além de muitas salvas em todas as fortalezas e navios, tendo de guarda à sua porta três Companhias de soldados com os seus oficiais. O diplomata trouxe como conselheiro o Pe. António de Magalhães, S.J., como secretário o Pe. Francisco Xavier da Rua, protonotário apostólico e advogado de número da Casa da Suplicação, e por familiar o secular António José Henriques. O pessoal era numeroso: além da comitiva, trazia 50 soldados para a sua guarda; o comandante da nau era o capitão de mar-e-guerra Duarte Pereira. O embaixador trazia 30 caixotes de presentes em retribuição do rico presente que K’ang-hsi remetera a D. João V. V. Catálogo dos Manuscritos Portugueses ou Relativos a Portugal Existentes No Museu Britânico, pelo Conde de Tovar. Impresso em Coimbra, na Universidade e editado pela Academia das Ciências de Lisboa, 1932., pp. 158-159: Doc. nº 21:003, 1ºvol. de 29 fls. (a fls. 13 e 14 deste original).

1726

O Embaixador Alexandre Metelo de Sousa e Meneses, que chegara a Macau, na nau Nossa Senhora da Oliveira, no dia 10, desembarcou no dia 12 de Junho de 1726, hospedando-se na casa de Francisco Leite, que veio a ser Palácio do Governo e depois Palácio das Repartições.

1880

O Edital de 10 de Junho de 1880 chama atenção para o fiel cumprimento do edital de 2 de Junho de 1873 que proibe expressamente o largar papagaios (sarangons) nas ruas e largos dentro da cidade e fora dela, nas estradas do campo por onde transitam pessoas em carruagens e a cavalo, e como também nas janelas, terrados e telhados de suas casas, sendo só tal divertimento permitido sobre as colinas e outros pontos afastados da cidade.

1920

Natural da freguesia de Rabo de Peixe, ilha de São Miguel, Açores, onde nasceu em 25 de Agosto de 1920. Entre 1931 e 1941 frequentou o Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. Ordenado padre em Roma, em 24 de Abril de 1943. Entre 1941 e 1945 frequentou a Pontifícia Universidade Gregoriana, onde obteve a licenciatura em Direito Canónico com a tese “A Concordata Portuguesa de 1940 e a Situação Jurídica da Igreja em Portugal, em alguns Casos dos seus Principais Aspectos”. De Outubro de 1947 a 1961, trabalhou na secretaria de Estado do Vaticano, a princípio como adido, depois como secretário e, finalmente, como conselheiro de nunciatura. Nomeado bispo de Macau pelo Papa João XXIII, em 24 de Agosto de 1961, foi sagrado em Roma, na Igreja de Santo António dos Portugueses, no dia 21 do mês seguinte. O sagrante foi o Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Amletto Cicognanni e os consagrantes o monsenhor Ângelo dell’Acqua, da secretaria de Estado, e D. João Pereira Venâncio, bispo de Leiria. No dia 22 de Novembro de 1961, tomou posse da Diocese de Macau, por procuração. E, no dia 27 do mesmo mês, tomou posse efectiva da mesma. Entre 1962 e 1965 participou em todas as sessões do Concílio Ecuménico Vaticano II. Incompatibilizou-se com um sector influente do clero tradicional português de Macau, devido à sua política de “localização” da cúria diocesana. Efectivamente, durante o seu bispado, D. Paulo José Tavares nomeou padres chineses para lugares de grande destaque no governo da igreja católica de Macau. Tradicionalmente, estes eram relegados para cargos secundários na cúria da diocese. D. Paulo José Tavares rompeu, porém, com esta tradição nomeando o padre António André Ngan para vigário-geral e governador do bispado em meados do decénio de 1960, assim como outros clérigos chineses para funções proeminentes. Durante a “Revolução Cultural” foi o único pilar da administração nominal portuguesa que não cedeu às reivindicações apresentadas pelos maoístas locais, que contavam com o beneplácito da elite comercial chinesa do enclave. Em termos gerais, os maoístas pretendiam prostrar a igreja católica, como aconteceu seguidamente com a administração portuguesa, no primeiro semestre de 1967. O objectivo primordial dos maoístas era obter o consentimento do bispo para que o “pensamento de Mao Zedong (澤東” fosse leccionado na rede de escolas católicas do território. Esta situação precipitou uma profunda crise político-religiosa com o governador Nobre de Carvalho e o secretário-geral Alberto Eduardo da Silva. Estes pretenderam, por todos os meios ao seu alcance, coagir a diocese a ceder às exigências apresentadas pelos maoístas locais. A intransigência de D. Paulo José Tavares contribuiu para que o governador Nobre de Carvalho suspendesse a publicação do bissemanário O Clarim e da revista diocesana Religião e Pátria e praticasse várias diligências políticas junto do governo da metrópole e de certos sectores ultra conservadores da Santa Sé, no sentido do prelado ser exonerado das suas funções. Porém, este permaneceu firme à frente dos destinos da diocese de Macau, apesar de não ter cedido a nenhuma das reivindicações apresentadas pelos maoístas e de ter resistido com grande tenacidade às coacções do governador Nobre de Carvalho e do secretário-geral Alberto Eduardo da Silva. D. Paulo José Tavares faleceu no Hospital da Cruz Vermelha de Lisboa, em 12 de Junho de 1973. [M. da S.F.]

1922

No dia 12 de Junho de 1922, o B.O. n.° 23-S publica a determinação para que seja organizada uma Secção dos Serviços de Subsistência, que funcionará junto do Quartel General enquanto prevalecer a situação anormal que Macau atravessa e que leva ao prolongamento (B.O. n.° 24-S, de 19 de Junho seguinte), por mais oito dias, do Estado de Sítio, com suspensão parcial das garantias individuais.

1923

A Portaria Provincial n.° 118, de 12 de Junho de 1923, aprova os Estatutos da Associação de Beneficência Maometana, continuadora da Comunidade de Mouros Cujar ou Cojak, a pedido de Rahintula Hagi Elias e S. M. Bachoo, feita ao Governador Rodrigo Rodrigues. (Cfr. Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n.° 61 – S-E, de 23 Março de 1923.)

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